6 de junho: Dia Nacional do Teste do Pezinho, o exame que salva vidas
Entenda a importância da triagem neonatal, nos primeiros dias de vida, que pode identificar até 50 enfermidades
Em 6 de junho é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, exame que permite identificar doenças graves no recém-nascido. O teste é obrigatório por lei e tem sua coleta assegurada pelo SUS, de forma gratuita.
“Capaz de detectar diversas enfermidades congênitas possibilitando, portanto, o diagnóstico precoce e encaminhamento ao tratamento adequado, o exame pode ser realizado entre o segundo e quinto dia de nascimento, não sendo recomendada a realização antes das 48 horas de vida, bem como não postergar para além de 7 dias. A antecipação ou atraso pode diminui a sensibilidade do teste e atrasar a tomada de condutas necessárias para evitar ou minimizar possíveis danos provocados por doenças tratáveis”, destaca a pediatra e professora de Medicina da Unic, Gisele do Couto Oliveira.
Com o resultado em mãos, o Teste do Pezinho poderá ser apresentado na primeira consulta com o pediatra, geralmente, nos primeiros 15 dias de vida. “O recém-nascido que apresentar resultado positivo na triagem neonatal será submetido a exames específicos para confirmação do diagnóstico”, complementa a médica.
O Teste do Pezinho é feito a partir de gotas de sangue coletadas no calcanhar do bebê e é essencial para ajudar na identificação de patologias como o hipotireoidismo congênito, quando a glândula tireoide do recém-nascido não é capaz de produzir quantidades adequadas de hormônios; a fenilcetonúria, que é uma doença relacionada ao metabolismo; e as hemoglobinopatias, que são doenças que afetam o sangue, como o traço falcêmico e doença falciforme.
Ampliação das doenças rastreadas
Recentemente, foi sancionada a lei nº 14.154, que amplia o grupo de doenças rastreadas pelo exame, podendo identificar até 50 enfermidades. A implementação será regulada pelo Ministério da Saúde. “Anteriormente, era possível detectar apenas as doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase. Com a ampliação, doenças como toxoplasmose, galactosemias e outras passaram a fazer parte da triagem de até 50 patologias no mesmo bebê, conforme a testagem realizada e a necessidade”, explica Gisele.
As etapas vão abranger na primeira fase a detecção de excesso de fenilalanina e de patologias relacionadas à hemoglobina (hemoglobinopatias), além do diagnóstico para toxoplasmose congênita. Doenças como galactosemias, aminoacidopatias, distúrbios do ciclo da ureia e distúrbios da beta oxidação dos ácidos graxos serão analisadas em uma segunda etapa do plano. Exames para doenças lisossômicas, testagem para imunodeficiências primárias e diagnóstico para atrofia muscular espinhal serão contemplados nas etapas seguintes.
Da Assessoria


