GOVERNO DE MT EXPÕE CONTRADIÇÃO SOBRE FETHAB 2 E GERA INCERTEZA SOBRE FUTURO DOS INVESTIMENTOS
A recente sinalização do governador em exercício Otaviano Pivetta de encerrar o Fethab 2 a partir de 2027 reacendeu o debate sobre coerência administrativa dentro do próprio Palácio Paiaguás
Isso porque, ao longo dos últimos anos, a gestão comandada por Mauro Mendes e Pivetta defendeu o fundo como mecanismo relevante para financiar obras de infraestrutura, recuperação de rodovias e ações estratégicas para o desenvolvimento de Mato Grosso. Agora, assumir o comando estadual após a renúncia de Mauro, Pivetta adota discurso diferente ao anunciar alívio tributário ao setor produtivo e o fim da contribuição adicional.
A mudança de posicionamento expõe falta de alinhamento entre líderes do mesmo grupo político e gera dúvidas legítimas na população: se o fundo era essencial para investimentos até ontem, por que agora pode ser encerrado? E, se não era indispensável, por que foi mantido por tanto tempo?
Além da contradição administrativa, chama atenção o direcionamento político e econômico adotado por Otaviano Pivetta, que reforça um perfil voltado ao setor empresarial e aos grandes produtores rurais, enquanto milhares de famílias ainda aguardam avanços concretos em áreas essenciais como saúde, moradia, transporte e assistência social.
Mato Grosso é um gigante do agronegócio, mas também convive com desigualdades profundas. Em muitas regiões, a população mais humilde enfrenta dificuldades diárias e depende da presença efetiva do Estado para ter acesso a serviços básicos.
Ao se colocar como pré-candidato a reeleição, Otaviano Pivetta precisa apresentar mais do que medidas voltadas ao mercado. Precisa demonstrar compromisso real com quem mais precisa. Caso contrário, cresce a percepção de continuidade de um modelo administrativo que privilegia setores já fortalecidos, enquanto o social permanece em segundo plano.
Mato Grosso precisa de crescimento econômico, mas também de justiça social. Desenvolvimento de verdade acontece quando riqueza e oportunidades chegam a todos, e não apenas aos que já têm força econômica e influência política.
Da Redação


