Sintracal cobra regularização de pagamentos no Frigorífico Redentor de Guarantã do Norte
O Frigorífico Redentor, localizado em Guarantã do Norte e em recuperação judicial, está sendo cobrado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Frigoríficas de Carne Bovina do Portal da Amazônia (SINTRACAL) para regularizar pendências trabalhistas. Entre os problemas apontados pela entidade estão atrasos no vale-alimentação, verbas rescisórias não quitadas, férias vencidas e falta de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Em manifestação pública direcionada aos trabalhadores da unidade, os advogados do SINTRACAL que representam os trabalhadores do frigorífico, Dr. Luis Augusto Cuissi e José Evandro Navarro, relatam que as dificuldades se arrastam há anos, com acordos e promessas que, segundo eles, não teriam sido cumpridos pela empresa.
Um dos pontos questionados é o pagamento do vale-alimentação. Conforme o relato apresenta Evandro Navarro, o benefício era pago junto com o salário, mas posteriormente teve a data alterada para o dia 15 de cada mês. A mudança teria sido justificada pela necessidade de adequação do fluxo de caixa do frigorífico. Segundo ele, entretanto, o pagamento voltou a atrasar.
Ele afirma também que mais de 500 rescisões trabalhistas permanecem sem pagamento desde o ano passado. Além disso, aponta a existência de centenas de trabalhadores com férias vencidas há mais de dois anos e depósitos do FGTS que estão pendentes há anos.
As informações foram apresentadas pelo representante sindical em vídeo divulgado aos trabalhadores. O advogado afirma ter buscado informações sobre as entradas financeiras do frigorífico, diante das justificativas relacionadas à falta de recursos para quitar as obrigações trabalhistas.
Segundo os dados que ele atribui a comprovantes fornecidos pela empresa Ramax, teriam sido realizados dois pagamentos ao Frigorífico Redentor por meio de Pix em outubro, sendo nos valores de R$ 2,049 milhões no dia 5 e outros R$ 999 mil no dia 7. Juntos, os valores somariam R$ 3,048 milhões.
O representante sindical também menciona uma estimativa de aproximadamente R$ 6,6 milhões em receitas provenientes da comercialização de miúdos e subprodutos. Considerando os valores apresentados, o montante poderia se aproximar de R$ 9,65 milhões.
O SINTRACAL afirma que continuará cobrando providências para que os trabalhadores recebam os valores devidos e tenham seus direitos respeitados.
O espaço está aberto para as considerações da empresa sobre os fatos apresentados pelo Sindicato que representa a categoria.
Por José Vieira/Jornal Mato Grosso do Norte


