Doenças da retina podem causar perda irreversível da visão quando diagnóstico e tratamento chegam tarde
As doenças da retina podem evoluir silenciosamente nas fases iniciais, levando muitos pacientes a procurar atendimento somente quando o risco de cegueira é real
Perder a visão nem sempre é uma consequência inevitável do envelhecimento ou da presença de uma doença ocular crônica. Em muitos casos, a perda visual grave pode ser prevenida ou minimizada quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento especializado é iniciado em tempo oportuno.
Doenças como a Retinopatia Diabética, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e as alterações vasculares trombóticas da retina podem evoluir de forma silenciosa, sem dor e com poucos sintomas nas fases iniciais. Esse caráter silencioso representa um dos principais desafios enfrentados pelos médicos retinólogos, já que muitos pacientes procuram atendimento somente quando algum grau de comprometimento visual já está presente. Para o oftalmologista especialista em retina Dr. Renan Ferreira, fundador do Hospital da Retina, a estruturação do cuidado é tão importante quanto a incorporação de novas tecnologias.
“Durante muitos anos observamos pacientes percorrendo caminhos longos e tortuosos até conseguir concluir uma investigação completa e chegar a tempo para o tratamento. O paciente de risco costuma buscar ajuda somente quando percebe dificuldade visual permanente e em muitos desses casos, a perda da visão já é definitiva”, lamenta o oftalmologista.
Na saúde ocular, o acesso ao oftalmologista representa apenas uma das etapas de uma jornada que ainda hoje é, para a maioria, longa e fragmentada. Para muitos pacientes, chegar ao diagnóstico definitivo ainda exige múltiplas consultas, exames realizados em diferentes locais, novos agendamentos e sucessivos retornos antes que seja possível definir a conduta e iniciar o tratamento mais adequado.
É justamente esse percurso fragmentado que o Hospital da Retina, em Várzea Grande, pretende reduzir com a implantação de um modelo assistencial baseado na integração das diferentes etapas do atendimento. A proposta é concentrar em uma mesma estrutura consultas especializadas, exames de alta precisão, procedimentos clínicos e cirúrgicos, permitindo que o paciente avance de forma mais organizada e ágil ao longo de sua jornada de cuidado.
“A nosso modelo de cuidado visa reduzir o intervalo entre a suspeita da doença retiniana, a confirmação diagnóstica e o início do tratamento. Nas doenças da retina, o tempo é fator determinante para preservar a visão do paciente”, explica Dr. Renan Ferreira. Além do tratamento, o especialista reforça a importância do acompanhamento preventivo, sobretudo entre os pacientes com maior risco, como pessoas com diabetes de longa data, idosos e indivíduos com histórico familiar de doenças oculares.
“A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo fundamentais. Quanto mais cedo identificamos uma alteração, maiores são as possibilidades de preservar a visão e evitar a progressão para perdas visuais mais severas”, alerta o especialista. O Hospital da Retina está localizado na Rua Alves de Oliveira, 1875, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.
Da Assessoria


