FERROVIA DE MT: UMA CONQUISTA CONSTRUÍDA A MUITAS MÃOS
Obra iniciada em 2022 é resultado de um trabalho iniciado há 50 anos envolvendo parlamentares, poder público, iniciativa privada e produtores; projeto prevê mais de 700 quilômetros de trilhos até Lucas do Rio Verde
A inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo neste sábado (19/06), representa um dos mais importantes marcos da infraestrutura de Mato Grosso nas últimas décadas. Mais do que uma obra de governo, trata-se da concretização de um projeto construído a muitas mãos, fruto da atuação conjunta de lideranças políticas, de órgãos públicos, de técnicos, iniciativa privada e de milhares de trabalhadores que contribuíram para transformar uma ideia histórica em realidade.
As obras foram iniciadas oficialmente em novembro de 2022, na região do Terminal Ferroviário de Rondonópolis, sob responsabilidade da Rumo Logística. O projeto prevê mais de 700 quilômetros de extensão ferroviária, ligando Rondonópolis a Cuiabá e, posteriormente, a Lucas do Rio Verde, criando um novo corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola mato-grossense em direção aos principais portos do país.
Entre a idealização da ferrovia, concepção do projeto, a construção do ambiente regulatório, a obtenção de licenças, a mobilização de investimentos e a entrega do primeiro trecho transcorreram exatos 50 anos de planejamento e articulação. Por isso, “não há como atribuir a realização da ferrovia a uma única gestão ou autoridade”.
Embora o Governo de Mato Grosso tenha desempenhado papel relevante na criação do ambiente institucional que permitiu o avanço do empreendimento, “não pode ignorar quem assumiu os riscos e realizou os investimentos necessários para sua execução”. A construção da ferrovia é resultado de bilhões de reais aportados pela Rumo Logística, empresa responsável por tirar o projeto do papel e transformá-lo em realidade, especialmente na mobilização dos recursos, a engenharia e a implantação dos trilhos.
Também é necessário reconhecer o trabalho de lideranças políticas que, ao longo dos anos, contribuíram para fortalecer a agenda logística de Mato Grosso. No Senado Federal, o senador Wellington Fagundes atuou em diversas frentes relacionadas à infraestrutura e ao desenvolvimento dos corredores de exportação do estado, incluindo articulações para acelerar licenciamentos e defender investimentos estruturantes. Da mesma forma, o senador Jaime Campos participou de debates importantes para a consolidação do ambiente regulatório e da segurança jurídica necessária à atração de investimentos privados em infraestrutura.
Grandes obras não possuem um único autor. Elas são resultado da soma de esforços de quem acredita no desenvolvimento do estado. Qualquer narrativa que tente atribuir exclusividade no protagonismo da obra, desconsidera a contribuição dos demais responsáveis. Com proximidade das eleições será facilmente identificado com oportunismo político.
A ferrovia é uma conquista de Mato Grosso. Uma conquista da iniciativa privada que acreditou no projeto, dos parlamentares que defenderam sua viabilidade lá em Brasília, dos trabalhadores que construíram cada quilômetro de trilho e dos produtores que há décadas aguardavam uma alternativa logística mais eficiente para escoar a produção.
Mais importante do que disputar a paternidade da obra é garantir que as próximas etapas avancem. Quando concluída, a Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo deverá conectar Rondonópolis, Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, consolidando um dos maiores corredores logísticos do Brasil, reduzindo custos de transporte, ampliando a competitividade do agronegócio e fortalecendo o desenvolvimento econômico de Mato Grosso pelas próximas gerações.
Mato Grosso está pronto pra isso!
Da Redação


