O “governo do fazimento”: entre o marketing e o faz de conta!
O governo de Mato Grosso gosta de se autoproclamar como o “governo do fazimento”
uma expressão que soa como invenção de dicionário improvisado, mas que pretende
transmitir eficiência e ação. O problema é que, na prática, o fazimento parece ter se especializado
em três áreas: faz promessa, faz propaganda e faz a população esperar.
Na saúde, o fazimento mostra sua face mais cruel:
Hospitais regionais vivem lotados, pacientes são obrigados a enfrentar filas intermináveis e, quando
finalmente conseguem atendimento, muitas vezes são transferidos para cidades distantes, sem
qualquer relação com sua origem. É o fazimento da logística absurda: o cidadão de Cáceres pode
acabar internado em Sinop, e o de Rondonópolis pode ser mandado para Cuiabá – como se a
distância fosse apenas um detalhe.
Enquanto discursos oficiais falam em bilhões de reais em investimentos, a realidade mostra obras
paradas, hospitais inacabados e rodovias que mais lembram pistas de obstáculos. O fazimento
nesse contexto, não é o ato de fazer, mas o ato de fazer de conta
Na infraestrutura, o fazimento aparece em placas inauguradas e vídeos institucionais, mas o asfalto não chega! Na educação, o fazimento se traduz em discursos sobre qualidade, enquanto escolas lutam para manter estrutura mínima,
o slogan, portanto, é quase uma ironia involuntária: chama-se “governo do fazimento porque o que mais se faz é marketing. Faz coletiva de imprensa, faz vídeo institucional, faz slogan… mas quando chega a hora de entregar resultados concretos, o verbo se esgota.
No fim, o contraste é cruel: o governo que se apresenta como o que faz, é justamente o que mais faz barulho e menos entrega. O “fazimento’ virou uma marca política que, em vez de significar ação, virou sinônimo de espetáculo!
Da Redação


