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Médicos-veterinários do Indea atuam em cerca de 40 eventos neste fim de semana com foco no bem-estar animal

Médicos-veterinários do Indea atuam em cerca de 40 eventos neste fim de semana com foco no bem-estar animal
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Atuação dos médicos-veterinários oficiais envolve inspeção, controle sanitário e acompanhamento de cavalgadas, rodeios, leilões, exposições e provas de laço em diferentes regiões do estado

Enquanto milhares de pessoas participam de cavalgadas, rodeios, leilões, exposições e provas de laço em diferentes municípios de Mato Grosso, há um trabalho que começa antes mesmo da chegada dos animais aos locais dos eventos. Entre os dias 7 e 9 de agosto, de sexta-feira a domingo, cerca de 30 médicos-veterinários oficiais do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) estarão em atividade em aproximadamente 40 eventos, atuando para garantir a sanidade e, principalmente, o bem-estar animal.
Os profissionais, representados pela Associação dos Fiscais Estaduais de Defesa Agropecuária e Florestal de Mato Grosso (Sinfa-MT), atuam na inspeção dos animais, no controle sanitário, na conferência da documentação e no acompanhamento das condições em que os eventos são realizados.

De acordo com o médico-veterinário e coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea-MT, João Marcelo Brandini Néspoli, que também é associado do Sinfa-MT, esta é uma época do ano em que aumenta o número de eventos com concentração de animais no estado.

Os dados da programação mostram a dimensão e a diversidade dessa atuação. Há eventos previstos em municípios como Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Colíder, Juína, Pontes e Lacerda, Alto Garças, Porto Esperidião, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Sorriso, Nobres, Nova Bandeirantes, Campinápolis, Cotriguaçu, Apiacás e outros municípios.

Alguns deles reúnem centenas ou até mais de mil animais. Em Rondonópolis, por exemplo, a programação apresentada ao serviço oficial inclui um leilão com estimativa de 1,2 mil animais e uma exposição com outros 500. Em Barra do Garças, um leilão tem previsão de mil animais, enquanto, em Colíder, outro leilão também apresenta estimativa de mil animais. Já a exposição de Juína deve reunir aproximadamente 600 animais, e a de Pontes e Lacerda, 350.

As cavalgadas também mobilizam a fiscalização em diferentes regiões. Entre os registros estão eventos com estimativa de 200 animais em Alto Garças, 140 em Porto Esperidião, 80 em Comodoro, 60 em Cuiabá, além de programações em Bom Jesus do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Porto Alegre do Norte, Tesouro e Cotriguaçu. Há ainda rodeios, provas de laço e outros eventos distribuídos pelo estado.

Trabalho começa antes do evento – João Marcelo explica que a fiscalização não se resume ao momento em que o evento está acontecendo. Existe um trabalho prévio para que a programação possa receber os animais dentro das condições sanitárias exigidas e com estrutura adequada ao bem-estar animal.

“Todos esses eventos são fiscalizados para verificar a sanidade e fazer a inspeção dos animais. Antes, eles precisam ser previamente cadastrados. O local onde será realizado o evento tem que proporcionar condições de bem-estar animal e de controle sanitário. Isso é verificado previamente”, explica.

Somente depois dessa etapa os animais são destinados aos locais cadastrados e aprovados pelo Serviço Veterinário Oficial. Na chegada e durante a realização da programação, ocorre a vistoria dos animais e da documentação sanitária.

“O médico-veterinário observa os animais para verificar se há algum problema sanitário ou alguma questão relacionada a maus-tratos. Também é conferida toda a documentação sanitária, como a Guia de Trânsito Animal e os exames exigidos”, acrescenta João Marcelo.

O acompanhamento continua durante todo o evento, com atenção tanto às questões sanitárias quanto às condições de bem-estar animal.

Grande parte dos eventos realizados em Mato Grosso conta com médicos-veterinários autônomos habilitados pelo Indea-MT. Mesmo nesses casos, segundo o coordenador, o médico-veterinário oficial acompanha e fiscaliza o trabalho para verificar o cumprimento das exigências.

Já os eventos considerados de maior risco sanitário, como grandes programações de importância nacional, com participação de animais de diferentes estados, e exposições agropecuárias, permanecem sob atuação direta do médico-veterinário oficial.

Neste fim de semana, o trabalho ganha ainda uma particularidade devido à transição do sistema informatizado utilizado pelo serviço de defesa agropecuária. Por isso, conforme João Marcelo, haverá presença dos médicos-veterinários oficiais nos eventos, garantindo o acompanhamento das atividades durante a mudança do sistema.

Fiscalizar também é proteger – Para o presidente do Sinfa-MT, Valney Souza Corrêa, a presença dos fiscais nos eventos precisa ser compreendida como parte essencial para que atividades tradicionais e importantes para a agropecuária possam ser realizadas com segurança.

“Quando um fiscal está em uma cavalgada, rodeio, leilão, exposição ou prova de laço, ele não está ali para impedir a realização do evento. Está trabalhando para que ele aconteça de forma segura, respeitando a sanidade e, acima de tudo, o bem-estar animal. São profissionais que conhecem a importância dessas atividades para Mato Grosso, que respeitam quem produz e quem promove os eventos e que têm um compromisso muito grande com o cuidado dos animais. Fiscalizar também é prevenir, orientar e proteger.”

Valney destaca ainda que o trabalho muitas vezes ocorre justamente quando grande parte da população está em descanso, incluindo fins de semana, feriados e horários diferenciados.

“Por trás de cada evento que reúne dezenas, centenas ou milhares de animais existe uma responsabilidade sanitária enorme. Nossos fiscais estão presentes porque gostam do que fazem e entendem a importância da defesa agropecuária. Cuidar da saúde e do bem-estar dos animais é também cuidar dos produtores, dos organizadores, da atividade agropecuária e de toda a sociedade.”

A atuação preventiva ajuda a identificar possíveis problemas antes que eles avancem, permite verificar as condições em que os animais estão sendo mantidos e garante o cumprimento das medidas sanitárias necessárias para a movimentação e concentração de animais.

Para o Sinfa-MT, mostrar esse trabalho à sociedade também é uma forma de ampliar a compreensão sobre a missão dos fiscais estaduais de defesa agropecuária. Mais do que uma atividade de controle, a fiscalização está diretamente relacionada à prevenção, à sanidade, ao bem-estar animal e à segurança da agropecuária mato-grossense.

Da Assessoria

Célio