Apollo 11 completa 57 anos: sete histórias pouco conhecidas da missão que levou o homem à Lua
Dos objetos ao discurso preparado caso os astronautas não conseguissem voltar à Terra, os bastidores de uma das missões mais estudadas da história estão presentes no Space Adventure – o parque da NASA em SC
No dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong tornou-se o primeiro ser humano a caminhar na Lua, quatro dias após a decolagem. Enquanto Buzz Aldrin o acompanhava na superfície, Michael Collins permanecia sozinho em órbita a bordo do módulo de comando Columbia, responsável por garantir o retorno da tripulação.
Cinquenta e sete anos depois, a Apollo 11 segue como referência da exploração espacial. Além das imagens que marcaram o século XX, a missão deixou registros e histórias que continuam pouco conhecidos do grande público.
- Havia um discurso pronto caso os astronautas não voltassem
A possibilidade de Armstrong e Aldrin ficarem presos na Lua foi considerada durante o planejamento da missão. Por isso, a Casa Branca preparou um pronunciamento para o presidente Richard Nixon ler caso o resgate se tornasse impossível.
Escrito por William Safire, assessor da Presidência, o texto dizia que os astronautas “descansariam em paz na Lua” e encerrava prevendo que eles seriam lembrados pela humanidade. O documento nunca precisou ser utilizado. - Buzz Aldrin fez uma comunhão antes de sair do módulo
Logo após o pouso do módulo Eagle, Buzz Aldrin realizou uma breve cerimônia religiosa dentro da cabine. Em silêncio, consumiu um pequeno pedaço de pão e um gole de vinho levados para uma comunhão. O momento não foi transmitido ao vivo e só foi divulgado depois da missão. - Michael Collins passou parte da missão completamente isolado
Enquanto Armstrong e Aldrin caminhavam na Lua, Michael Collins permaneceu sozinho no módulo Columbia. Sempre que a nave passava pelo lado oculto da Lua, ele perdia completamente o contato por rádio com a Terra e com os dois companheiros. O episódio lhe rendeu o apelido de “o homem mais solitário do universo”, embora Collins tenha dito diversas vezes que nunca se sentiu dessa forma. - O computador da Apollo 11 tinha recursos limitados para os padrões atuais
O Computador de guiagem da Apollo (AGC) operava com uma capacidade de processamento e memória muito inferior à dos dispositivos eletrônicos atuais. Mesmo assim, executou cálculos de navegação em tempo real e permaneceu operacional durante todas as etapas críticas da missão. - Parte da missão continua na superfície lunar
Para reduzir o peso do módulo na decolagem da Lua, os astronautas deixaram equipamentos na superfície, entre eles mochilas de suporte à vida, ferramentas, câmeras, experimentos científicos e a base do módulo Eagle.
Também permanecem na Lua uma placa com a inscrição “Viemos em paz por toda a humanidade”, um disco de silício com mensagens de líderes de 73 países e medalhas em homenagem aos astronautas da Apollo 1 e aos cosmonautas Yuri Gagarin e Vladimir Komarov. - Armstrong assumiu o controle manual durante o pouso
Nos minutos finais da descida, Neil Armstrong identificou que o local previsto para o pouso era coberto por pedras e poderia comprometer a aterrissagem. Ele assumiu o controle manual do módulo Eagle e conduziu a nave até uma área mais segura. O pouso ocorreu quando restavam poucos segundos de combustível utilizável, segundo as estimativas da NASA. - Buzz Aldrin inspirou Buzz Lightyear
O nome do personagem Buzz Lightyear, da franquia Toy Story, é uma homenagem a Buzz Aldrin. Segundo a Pixar, o astronauta serviu de inspiração para o personagem, criado como referência ao período em que a corrida espacial ocupava o imaginário popular.
Um acervo sobre a Apollo 11 pode ser visto no Brasil
Parte da história das missões Apollo está reunida no Space Adventure, em Balneário Camboriú (SC), que abriga uma coleção de peças originais ligadas ao programa espacial norte-americano.
Entre os itens expostos estão o traje utilizado por Buzz Aldrin, além do capacete, capuz, luvas, equipamentos de treinamento, negativos fotográficos da missão, jornais publicados em 1969 e um fragmento de rocha lunar.
“A Apollo 11 redefiniu os limites da exploração espacial. Preservar objetos desse período permite aproximar o público de um momento que mudou a história da ciência”, afirma Nicolas Guallan, gerente do Space Adventure.
A NASA mantém disponível em seu acervo digital fotografias, vídeos e documentos oficiais da Apollo 11, incluindo registros completos da missão.
Promoções para as férias de julho
O Space Adventure preparou condições especiais para as férias de inverno. Até 31 de julho, o combo Space + Planetário sai por R$99,90 na compra antecipada (até um dia antes da visita), garantindo acesso a todos os ambientes da atração, incluindo o Planetário, que conta com sessões a cada 20 minutos. Já os moradores de Santa Catarina têm um benefício exclusivo, com ingressos antecipados por R$76,90. As entradas têm validade de 12 meses e podem ser remarcadas dentro desse período, oferecendo mais flexibilidade para que visitantes e famílias escolham o melhor momento para viver uma verdadeira missão espacial.
Serviço
Space Adventure BC
Aberto todos os dias
De segunda a sexta das 10h às 19h
Finais de semana das 10h às 20hhttp://www.spaceadventure.com.br
Avenida das Flores, 455 – Dos Estados
Outras informações e ingressos em www.spaceadventure.com.br




