Mercedes-Benz teme perder US$ 2,2 bilhões na Rússia

A invasão da Ucrânia por parte da Rússia está levando a potência nuclear do norte da Eurásia a uma situação extremamente delicada com as sanções internacionais, que atingiram em cheio o setor automotivo do país.
Com o parque industrial russo praticamente parado por falta de peças importadas, a nacionalização surge como uma resposta de Moscou ao bloqueio internacional da economia local e alguns temem isso.
A Mercedes-Benz é um bom exemplo disso, com um relatório interno revelado, onde a montadora alemã calcula em US$ 2,2 bilhões seus ativos na Rússia.
O montante está associado com as filias russas da montadora, incluindo notadamente a Daimler Trucks e tudo isso pode simplesmente passar para as mãos do governo de Moscou.
Isso pode acontecer diante de uma nova lei aprovada no país, que nacionaliza ativos de empresas estrangeiras em solo russo.
Para Moscou, a medida visa manter o parque industrial em funcionamento e por isso, o texto dá alguma garantia para as montadoras estrangeiras.
A lei de nacionalização do setor será aplicada em operações com mais de 25% de capital estrangeiro, que em caso de inatividade ou venda de ativos na Rússia, serão colocadas em administração russa temporária por um período de três meses.
Após esse período e sem mudanças na organização da operação, a administração temporária russa dará lugar a uma nova entidade jurídica e suas ações leiloadas.
Com isso, na prática, haverá uma expropriação de bens estrangeiros e, no caso da Mercedes-Benz, de um montante considerável.
Como uma das muitas montadoras estrangeiras de países alinhados com os EUA e União Europeia, a Mercedes-Benz conta com um complexo industrial a 40 km de Moscou.
No setor automotivo russo, todas as montadoras “alinhadas” suspenderam suas operações, com exceção da Renault.
O motivo é que ela detém 75% da AvtoVAZ, o principal fabricante russo, porém, sem poder importar peças e componentes, se sustenta fazendo Niva e Granta, que não dependem de peças importadas.
Enquanto isso, as montadoras chinesas (com exceção da Geely, que suspendeu as operações na Rússia sem dar explicação) continuam normalmente e devem dominar o mercado russo daqui em diante.
O país pode ainda receber empresas oriundas da Índia para minimizar esse efeito.
[Fonte: Jalopnik]
Notícias Automotivas
Read More



