Avaliação: Fiat Strada Ranch ganha com CVT, mas pede fôlego

A Fiat Strada continua se reinventando e agora na versão Ranch, traz a transmissão CVT para reforçar sua nova proposta, que é atender a quem busca por lazer, e não somente trabalho.
Assim como fez com o Fiat Pulse Drive, a marca italiana ajustou o motor Firefly 1.3 na picape, de modo a atender o Proconve L7, bem como colocou a transmissão automática, no caso um câmbio CVT.

Com preço sugerido de R$ 116.990, a Ranch adiciona um pouco mais para compensar o valor maior, porém, fica devendo alguns detalhes que poderiam valorizar mais o produto.
O seu motor 1.3 Firefly enfraqueceu, por mais que a Fiat conteste isso. No entanto, está bem econômico para esta tarefa, empurrar uma picape leve e com cabine dupla.
Por fora…

Visualmente, a Fiat Strada Ranch automática explora o foco no meio rural, adicionando exagerados estribos personalizados da Mopar, que não possuem uso prático no dia a dia.
Os para-barros também fazem alusão à proposta, ampliada com retrovisores pretos, emblema Ranch nas laterais, novas rodas de liga leve aro 15 polegadas e emblema Ranch na traseira.

A identificação “AT” na traseira evita o termo CVT, já que ela é a segunda picape a usar essa categoria de transmissão, com a primeira sendo a Ford Maverick Hybrid.
Faróis full LED, lanternas em LED, capota marítima, santantônio personalizado e tampa de bom acesso ao compartimento de carga, são alguns dos itens visíveis na Strada Ranch 2023.
Por dentro…

No interior, a Fiat Strada Ranch tem painel com aplique em cobre, que também se apresenta no túnel e na cor do acabamento dos bancos em couro. O badge Ranch fica sob a multimídia.
O volante com revestimento em couro é o mesmo que foi do Uno e isso traz um empecilho. Não há espaço para um controle de cruzeiro, ou piloto automático, ausente da Fiat Strada.

O defeito se acentua com o apoio de braço retrátil para o motorista, assim como o conforto da transmissão CVT. Esta emprega paddle shifts no volante, mas tem mudanças na alavanca.
A Strada Ranch, por sua proposta, poderia adicionar o volante do Pulse e o piloto automático. A multimídia com tela de 8,4 polegadas tem projeção sem fio de Android Auto e CarPlay.

Ela tem ainda câmera de ré, Bluetooth, USB e auxiliar. A Strada Ranch tem ainda ar condicionado manual, bem como porta-luvas com iluminação e carregador wireless.
Os bancos em couro personalizados têm o nome Ranch em baixo-relevo nos encostos, que ainda possuem airbags laterais. Nas soleiras, o nome Ranch em branco se apresenta.

Atrás, o espaço para as pernas é reduzido e o banco com apoios de cabeça, Isofix e USB para carregamento. No teto, apenas luz geral, reforçando a simplicidade do projeto.
O compartimento de carga é todo revestido com proteção plástica e com ganchos para amarração. A tampa tem bom acesso à caçamba.
Por ruas e estradas…

A Fiat Strada Ranch dispõe do motor 1.3 Firefly 8v com quatro cilindros e aspiração natural, tendo uma nova calibração para atender ao Proconve L7.
Nesse caso, ela é a mesma do Pulse 1.3, tendo 98 cavalos na gasolina e 107 cavalos no etanol, ambos a 6.250 rpm. Os torques são de 13,2 kgfm no primeiro e 13,7 kgfm no segundo.
As demais versões com este motor mantiveram os 101/109 cavalos e 13,7/14,2 kgfm, respectivamente.

Ele tem quatro cilindros com cabeçote de duas válvulas por cilindro, com injeção eletrônica multiponto.
Como a picape leve da Fiat tem um peso de pouco mais de 1,2 tonelada, o Firefly 1.3 se ressente de não ter mais força para puxar, mas apesar disso, a Fiat acertou uma boa calibração do CVT.
A caixa de relações infinitas dá uma boa resposta ao motor em baixa rotação, garantindo que a Fiat Strada CVT saia bem nos semáforos e seja até esperta até 2.000 rpm.

Contudo, acima disso, o CVT começa a deslizar e o motor 8v deixa de oferecer o melhor de sua característica, o torque em baixa.
Subindo de giro, ele vai ficando fraco na medida que sobe até 6.500 rpm. Com o CVT, todavia, é possível alcançar mais de 60 km/h mantendo 1.500 rpm.

Usando as trocas manuais, a Strada Ranch consegue obter um rendimento melhor no desempenho, mas o que muda mesmo é o modo Sport, que muda a calibração do motor.
Nesse caso, o giro sobe quase 1.000 rpm e torna a condução bem mais esperta, com direito a ronco grave do propulsor, tal como no Pulse Drive 1.3, porém, em alta o motor reclama.

A falta de força é o ponto ruim, que torna as retomadas e aceleração mais longa, porém, o consumo foi adequado para a proposta.
O carro foi fornecido com etanol no tanque, como todos os fabricantes fazem hoje em dia.

Na cidade fizemos 7,7 km/l e na estrada, bem melhor! Alcançamos 12,1 km/l. Rodando a 110 km/h, o giro fica em 2.100 rpm.
No dia a dia, a Fiat Strada CVT se comporta bem, com direção elétrica bem leve e suspensão muito robusta, a picape cabine dupla absorve bem os buracos e depressões da rua.

Com os pneus de uso misto e série 60, a Strada Ranch anda bem em pisos irregulares e passa fácil em qualquer lombada. Em trechos de terra, também se comporta bem.
Existe a função TC+ com bloqueio eletrônico do diferencial, que permite sair do atoleiro leve e com limitação de velocidade de até 65 km/h.

Com freios razoáveis para a proposta, a Fiat Strada Ranch tem um desempenho geral apenas bom, pedindo mais em potência do motor.
Levando carga leve, pouco mais de 100 kg, a picape se comporta bem, assim como com cinco pessoas a bordo. Ela leva 600 kg de carga útil.
Por você…

A Fiat Strada Ranch é uma alternativa boa para quem não pode alcançar a Toro, porém, poderia oferecer mais em conforto ao dirigir com piloto automático.
Também poderia dispor de mais atenção, revelando que a simplicidade dos detalhes coloca a Strada ao nível abaixo do Pulse em qualidade e importância, ainda que seja a mais vendida.

O espaço interno não é dos melhores, mas resolve para quem precisa levar cinco pessoas, mesmo que apertadas. A caçamba tem bom volume e fácil acesso ao compartimento.
Em relação à concorrência, a Volkswagen Saveiro não tem transmissão automática e nem quatro portas, praticamente não tendo como competir com a Strada.

Vale a pena? Se puder seguir até a Toro, será melhor, mas se não for o caso, não há para onde fugir, pois, a Renault Oroch não tem câmbio automático.
Com isso, a Fiat Strada Ranch amplia o conforto, oferecendo o CVT, o que é um ganho enorme. Mais adiante, quem sabe o GSE 1.0 Turbo apareça com até 130 cavalos.
Medidas e números….
Ficha Técnica Fiat Strada Ranch 1.3 CVT 2023
Motor/Transmissão
Número de cilindros – 4 em linha, flex
Cilindrada – 1.332 cm³
Potência – 98/107 cv a 6.250 rpm (gasolina/etanol)
Torque – 13,2/13,7 kgfm a 4.000 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão – CVT com trocas manuais na alavanca e no volante
Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h – 165 km/h (etanol)
Velocidade máxima – 12,0 segundos (etanol)
Rotação a 110 km/h – 2.100 rpm
Consumo urbano – 7,7 km/litro (etanol)
Consumo rodoviário – 12,1 km/litro (etanol)
Suspensão/Direção
Dianteira – McPherson/Traseira – Eixo rígido
Elétrica
Freios
Discos dianteiros e tambores traseiros com ABS e EDB
Rodas/Pneus
Liga leve aro 16 com pneus 205/60 R16
Dimensões/Pesos/Capacidades
Comprimento – 4.480 mm
Largura – 1.781 mm (sem retrovisores)
Altura – 1.576 mm
Entre eixos – 2.737 mm
Peso em ordem de marcha – 1.235 kg
Tanque – 55 litros
Caçamba – 844 litros
Capacidade de carga – 600 kg
Preço: R$ 116.990 (versão avaliada)
Fiat Strada Ranch 1.3 CVT 2023 – Galeria de fotos
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