Locadoras: aluguéis sobem para compensar falta de carros novos

As diárias nos aluguéis de carros estão subindo. O motivo não é só a crise instalada por conta da pandemia de coronavírus, mas a alta expressiva tem mais a ver com a falta de carros zero km para renovar a frota das locadoras.
Com a suspensão da produção de veículos em mais de duas dezenas de fábricas no país, especialmente entre o fim de março e o começo de abril, as locadoras estão aumentando os preços das diárias para compensar a manutenção de seus carros usados.
O problema para as locadoras é o aumento dos custos de manutenção, que acompanham a alta nos preços dos carros novos, que já subiram entre 20% e 25% só em 2021. Então, com a frota cada vez mais velha, essas empresas gastam mais para manter os carros rodando.
Com o agravamento da Covid-19 e a escassez de peças nas fábricas – que é um problema global – as montadoras não conseguem entregar a enxurrada de carros pedidos pelas locadoras, que conseguem em média 30% de desconto nos mesmos.
Mas, se por um lado as locadoras precisam aumentar os preços dos serviços para recompor o caixa, também observam margens melhores em outro negócio mais lucrativo, a venda de seminovos.
Como se sabe, após seis meses ou um ano (para obter créditos tributários), as locadoras podem vender seus carros adquiridos novos das montadoras a preços de mercado.
Assim, com a alta dos carros novos – a falta dos mesmos nas revendas – os seminovos também ficaram mais caros, ainda mais que a procura aumentou devido ao problema citado, melhorando assim o lucro obtido por essas empresas no mercado.
Especialistas falam que as “altas margens” das locadoras nas vendas de seminovos devem sustentar o crescimento do setor no primeiro trimestre, porém, isso deve acabar em breve, pois, não há como se desfazer da frota de seminovos e manter o negócio sem carro novo.
Os custos crescentes de manutenção colocarão o caixa dessas empresas no vermelho em breve. Por isso, empresas como Localiza e Unidas, emitiram debêntures nos valores de R$ 1,2 bilhão e R$ 450 milhões, prevendo a retomada da regularidade nas entregas apenas no final do ano ou começo de 2022.
O setor estima em 100 mil carros não entregues e numa fila de espera de 180 dias para receber as encomendas feitas anteriormente. Enquanto isso, os preços dos carros novos decolam e o consumidor corre nos usados ou parte para locação de longo prazo, também já com preços mais altos.
[Fonte: Estadão]
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