Apple abalaria as marcas premium com elétrico, diz relatório

A Apple continua atormentando os sonhos das marcas de luxo no mercado mundial. O motivo é exatamente a entrada da marca do iPhone no mercado automotivo, história que já se arrasta há algum tempo com o projeto Titan.
Muito secretismo de início, empresa de fachada, base naval com testes ocultos e outras coisas do tipo, chamaram atenção do mercado. Porém, a discreta Apple pareceu jogar uma pá de cal no projeto e silenciou.
Mais recentemente, a Apple voltou às manchetes com o “cancelamento” do projeto Titan, mas isto parece ter relação apenas com o desenvolvimento exclusivo da empresa, o que abriu caminho para parcerias com fabricantes tradicionais.
Isso começou com a Hyundai, seguida pela Nissan, mas agora com leque de opções maior, visto que até a FoxConn, aquela que produz o iPhone na China, está interessada em ampliar sua parceria com a empresa de Cupertino.
Ainda que a Apple pareça longe de alcançar os consumidores com um carro, um relatório de analistas de mercado da consultoria Bernstein, aponta que quando isso acontecer, a coisa não será boa para as marcas premium.
Vislumbrando um mercado (americano) de 1,5 milhão de carros por ano em 2030, a Bernstein aponta que a vantagem da Apple será seu ecossistema de software com base de dados de milhões de consumidores.

Isso foi obtido através do seu iPhone, já que a Apple obtém dados dos clientes em todo o mundo e isso é uma moeda valiosa, ainda mais com o objetivo de atingir potenciais clientes para seus carros.
Algumas marcas como a BMW, por exemplo, só enxergam o iPhone como um dispositivo de consumidores ricos, uma indicação do que a Apple pode fazer nos próximos anos para buscar seus clientes no mercado premium.
Arndt Ellinghorst, da Bernstein, disse: “É por isso que penso que é um dos maiores sustos para as montadoras tradicionais”. Ele complementa: “Eles ficariam muito mais assustados com uma Apple do que com um Rivian ou Lucid, ou Fisker, ou mesmo com um Nio.”
Ellinghorst estima que a Apple não terá seu carro antes de 2025 e talvez nem mesmo antes de 2028, mas a aposta da marca da maçã mordida será uma plataforma elétrica e autônoma, com inteligência artificial de nível elevado.
O analista da Bernstein concorda que a empresa precisará de um fabricante estabelecido nos EUA, Europa e China, apostando suas fichas na BMW em vez da Magna Steyr, por exemplo.
Mesmo assim, muitos fabricantes dizem que o negócio de automóvel não é um negócio fácil, como já visto em várias startups que ficaram pelo caminho.
Design e interface homem-máquina serão elevados, mas o ponto crucial é que a Apple só entrará nesse mercado se oferecer algo inovador. Sem isso, ela não passará de mais uma opção premium…
[Fonte: Auto News]
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