Europa: Euro 7 pode acabar com a maioria dos motores em 2025

A Associação dos Fabricantes de Automotores da Europa (AEA) está em alerta para a introdução do Euro 7 em 2025. A normativa da União Europeia pode simplesmente acabar com a maioria dos motores a combustão.
Com a Europa apertando o cinto diante de motores a gasolina e diesel, o que os fabricantes observam agora é que a nova regra será tão rígida que afetará diretamente as vendas de automóveis no continente.
No Euro 7, não se trata apenas de reduzir o limite de emissão de CO2, mas um conjunto de medidas que praticamente forçará os fabricantes a eliminar boa parte dos atuais propulsores em uso.
Na conta do Euro 7, a Comissão Europeia deve pressionar os parâmetros para homologação de veículos na região, tanto para testes de laboratório quanto para a avaliação em condições reais.
Aí, prevê-se teste com reboque em aclive, condições extremas de direção, partida a frio em baixíssimas temperaturas, condução em clima extremamente quente e frio, entre outros.
Com isso, a AEA prevê que boa parte dos motores não estarão aptos a atender os novos parâmetros de emissão nessas condições. Além disso, aponta que a lista de poluentes será ampliada para reduzir ainda mais o impacto ambiental.
Para os fabricantes de veículos, a única saída é retomar o desenvolvimento de motores mais limpos, uma vez que a eletrificação forçada acabará com inúmeros produtos e até segmento de mercado, como o de subcompactos.

A pressão de Bruxelas sobre as emissões veiculares pode, na visão da AEA, fazer com que muitos consumidores evitem a troca de veículos diante da redução das opções de mercado. Muitos deverão evitar a eletrificação devido ao custo maior, em alguns casos.
O efeito assim seria o inverso daquele desejado pela União Europeia, que visa a eletrificação acelerada no continente. Para muitas montadoras, o Euro 7 nos moldes em que está sendo trabalhado, significará a morte dos motores a combustão.
Para estas empresas, a solução seria incentivar uma transição pacífica entre os carros comuns e eletrificados através do impulso aos combustíveis sintéticos e gás natural.
Dessa forma, os fabricantes poderiam seguir os ciclos de vida de seus produtos de forma natural, evitando assim o desmantelamento de portfólios e a rejeição consequente do cliente, diante de tantas baixas e de opções elétricas (ainda) não desejáveis.
[Fonte: Auto.cz]
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