Crise no Canadá: Montadoras levam peças em aviões

Um juiz federal do Canadá determinou que a ponte Ambassador, na fronteira com os EUA, fosse liberada por caminhoneiros, que há dias fecharam a passagem entre Windsor e Detroit.
Contudo, a ordem, que deveria ser executada ontem às 19 horas, não surtiu tanto efeito e os manifestantes continuam lá, mas a polícia também.
A ordem desta última agora é remover os caminhoneiros, cujo bloqueio realizado afetou a produção das fábricas canadenses de Ford, General Motors e Stellantis na primeira quinzena de fevereiro.
Por conta do fechamento, várias fábricas, nos dois lados da fronteira, tiveram a produção afetada por falta de peças e componentes, que cruzam regularmente a passagem sobre o rio Detroit.
A GM parou a produção nas fábricas da CAMI, em Ingersoll, Flint, porém, conseguiu retomar a fabricação e o segundo dos dois turnos suspensos retornou nesta sexta.
Na montadora americana, a solução para não parar as fábricas canadenses foi o avião. O economista Patrick Anderson disse:
“Quando você vê as montadoras colocando peças pesadas em aviões apenas para voar 80 quilômetros através da fronteira, você sabe haver muito dinheiro em jogo, muita produção e emprego que estão sendo afetados”.
Para não parar, a GM e outras usaram aeronaves para cruzar a fronteira canadense para garantir que os turnos retornassem, num feito inédito para a indústria automotiva norte-americana.
Por conta disso, a Stellantis também retomou os turnos na planta que fica no outro lado.
Já na Ford, a produção de picapes pesadas e caminhões leves parou por falta de componentes em decorrência do fechamento da Ambassador.
Nessa planta, 1.600 pessoas tiveram que ficar em casa pela interrupção no trânsito de peças.
A Ford disse em comunicado: “Esta interrupção na ponte Detroit/Windsor prejudica clientes, trabalhadores automotivos, fornecedores, comunidades e empresas em ambos os lados da fronteira que já estão há dois anos em falta de peças resultante da questão global de semicondutores, COVID e muito mais”.
Como se pode ver, ainda que próximas, Detroit e Windsor dependem de uma única passagem, que seriamente deve afetar muito a economia da região e até ao nível nacional.
Agora, parcialmente reaberta, a Ambassador continua como pivô no protesto contra a vacina, obrigatória contra Covid para caminhoneiros que acessam o Canadá.
[Fonte: ClickOn Detroit]
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