Brasil: menos 260 mil carros por falta de semicondutores

A crise está produzindo algumas coisas estranhas no mercado automotivo brasileiro. Falta de carros novos nas lojas, longas filas de espera, fábricas paradas e modelos que antes jogavam na zaga e agora estão no ataque…
Pior que isso é ver os preços decolarem, tanto de novos quanto de usados, inflando até a tabela Fipe, base de cálculo para um IPVA 2022 salgado e desproporcional (se os “States of Brazil” não derem descontos nesse indigesto imposto).
Na indústria, a falta de chips leva até a priorização de qual modelo fica em campo e qual vai para o banco. Nesse caso, mesmo um goleador (sem trocadilhos) pode ficar sentado, vendo o jogo se desenrolar.
Então, aqueles modelos com maior valor agregado vão para a linha, afinal, o prejuízo é menor com eles. Mas, mesmo jogadas assim, não impedem que os fabricantes percam volumes enormes de vendas em 2021.

Lá fora, existem marcas com duas centenas de milhar perdidos e isso apenas em uma região. Aqui, o país pode perder 260 mil carros em 2021 – ou 2020 parte B, se preferir – só relacionados com a falta de semicondutores.
Quem diz é o estudo da Boston Consulting Group (BCG), que usou dados da consultoria IHS Markit. Com um mês de vendas perdido nesse ano, o Brasil terá um baita prejuízo, não é mesmo?
Bem, isso nem chega perto da projeção do BCG para o mundo inteiro. O estudo aponta que entre 5 e 7 milhões de carros desaparecerão em 2021. Até agora, 3,6 milhões deixaram de ser feitos.
Na América do Norte, os três países perderam 1,2 milhão. Quando falamos em perder é que não há como produzir o volume perdido esse ano, mesmo que todos os chips estivessem em mãos agora.

Já a Europa perdeu 875 mil, com Japão e Coreia somando mais 770 mil. Ou seja, é muito carro que deixou de circular. Aqui, no primeiro semestre, perdemos 130 mil carros e a América do Sul outros 30 mil.
A coisa só melhora lá pelo segundo trimestre de 2022. Então, se você quer um carro novo, aperte o cinto e respire fundo… Com o setor eletrônico entregando apenas 4% acima dos pedidos pré-pandemia, a indústria perdendo a partida, pois, precisa de 15% a 20% mais de posse de chips para dominar o jogo.
A conta não fecha… No entanto, reforços já aquecem nos times das marcas para contornar o problema de fornecimento que, dizem alguns desse setor, anda exigindo melhores contratos das montadoras.
[Fonte: Automotive Business]
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