Bem-vindo(a). Hoje é Guarantã do Norte - MT

Prefeito de Guarantã do Norte veta criação de cargo na Câmara de Vereadores

Prefeito de Guarantã do Norte veta criação de cargo na Câmara de Vereadores
Compartilhe!

Mais uma polêmica deve acirrar os ânimos entre o prefeito Márcio Gonçalves (Novo) e a Câmara Municipal de Guarantã do Norte. O gestor publicou mais um vídeo em suas redes sociais, nesta terça-feira, 28, informando que vetou um projeto de lei de autoria da Câmara que extinguia um cargo e criava outro na estrutura do Poder Legislativo.

Trata-se do Projeto de Lei do Legislativo nº 17/2026, que altera a estrutura administrativa do Poder Legislativo e transforma um cargo de Assessor Administrativo, com remuneração de R$ 4.670,59 (CC-4), em um cargo de Secretário-Geral Adjunto, com salário de R$ 8.562,76 (CC-2).

onforme a proposta apresentada pela Mesa Diretora, a mudança extingue a função anterior e cria uma nova atribuição destinada a auxiliar diretamente o secretário-geral na coordenação das atividades administrativas e legislativas da Câmara, além de substituí-lo em casos de ausência, impedimento ou vacância. A alteração representa um impacto financeiro anual estimado em R$ 62.274,72, considerando a diferença salarial, 13º salário, férias e encargos.

Ao anunciar o veto nas redes sociais, Márcio afirmou que a proposta contraria o interesse público. Segundo ele, o novo cargo teria remuneração superior à de secretários municipais, alguns com mestrado e doutorado, que recebem salários menores.
Márcio Gonçalves defendeu que eventuais reajustes salariais priorizem os servidores do Executivo e argumentou que não há lógica em um cargo de nível médio receber mais do que os secretários da administração municipal.

Durante a manifestação, o prefeito também fez críticas indiretas à Câmara Municipal e pediu que a população acompanhe e fiscalize as decisões tomadas no município, afirmando que a cobrança sobre a política local deve ser tão rigorosa quanto as críticas feitas à política nacional. “Nós que somos bolsonaristas, a gente reclama muito do que acontece em Brasília, mas isso não vai mudar nada enquanto permitir que certas atrocidades aconteçam na política da nossa cidade. Não adianta dizer que é bolsonarista só porque é bonito. É preciso agir de acordo com os princípios e valores que defende”, afirmou Márcio.

Outro lado – O vice-presidente da Câmara Municipal, David Marques (MDB), reagiu às declarações do prefeito. Segundo ele, não foi criado um novo cargo, mas extinto um e reajustada a remuneração de outro para atender às necessidades do Legislativo.
Para o parlamentar, o prefeito tenta desgastar a imagem da Câmara Municipal para desviar a atenção da população do que acontece em sua administração. Ele afirma que o prefeito criou 22 cargos comissionados, com altos salários, que não exigem ensino superior.

Agora, segundo David, o gestor critica a Câmara por causa de um cargo que foi extinto para dar lugar a outro, destinado a atender a Secretaria Geral da Casa. “Isto ele não conta! Eram cargos de confiança. Pode até justificar que eram 30 cargos e reduziu para 22, mas os 30 não estavam sendo ocupados. E agora vem criticar a Câmara por causa de um cargo que é necessário. Isto é incoerência”, afirmou David.

Para ele, é vergonhoso o gestor avaliar um servidor pelo diploma. “O servidor tem que ser valorizado pelo Plano de Cargos e Carreira, que é uma conquista. Mas fazer esse tipo de avaliação não faz sentido. Até porque os cargos que ele criou não exigem nível superior”, assevera.

Cargos criados – Em novembro de 2025, o prefeito Márcio Gonçalves sancionou a Lei Complementar nº 362/2025, que criou cargos comissionados na estrutura da Prefeitura de Guarantã do Norte.

Entre estes os cargos de: Supervisor de Projetos e Convênios, Supervisor de Compras e Licitações, Coordenador de Articulação Institucional, Assessor de Imprensa I, Assessor de Imprensa II, Coordenador Administrativo, Supervisor de Tributação, Diretor Administrativo e Supervisor de Finanças. A lei prevê, ao todo, 22 vagas distribuídas entre esses cargos, com remunerações que variam de R$ 2.956,15 a R$ 6.500,00.

Por José Vieira/ Mato Grosso do Norte

Célio