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Guarantã do Norte vive momento decisivo: “Não podemos ficar remendando para atender demandas políticas”, afirma presidente da Câmara

Guarantã do Norte vive momento decisivo: “Não podemos ficar remendando para atender demandas políticas”, afirma presidente da Câmara
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Durante a sessão extraordinária realizada para a deliberação do Projeto de Lei Complementar 012/2025, o presidente da Câmara Municipal de Guarantã do Norte, vereador Celso Henrique Batista, fez um pronunciamento firme contra a aprovação da proposta enviada pelo Poder Executivo.

O projeto cria 22 novos cargos comissionados no município, todos de livre nomeação e com salários que variam entre R$ 2.956,15 e R$ 6.500,00.Segundo o vereador, a iniciativa vai na contramão do que Guarantã do Norte realmente necessita. “Não podemos ficar remendando para atender demandas políticas. O município precisa com urgência de uma reforma administrativa e previdenciária séria”, declarou.

Novos cargos e impacto financeiro:

O PLC 012/2025 prevê a criação das seguintes funções:

Supervisor de Projetos e Convênios – R$ 6.500,00

Supervisor de Compras e Licitações – R$ 6.500,00Supervisor de Tributação – R$ 6.500,00Supervisor de Finanças – R$ 6.500,00

Assessor de Imprensa I – R$ 5.500,00

2 vagas de Assessor de Imprensa II – R$ 3.959,86

Coordenador de Articulação Institucional – R$ 3.805,90

4 vagas de Coordenador Administrativo – R$ 3.805,90

10 vagas de Diretor Administrativo – R$ 2.956,15.

De acordo com o impacto financeiro apresentado, esses cargos representarão uma despesa adicional com pessoal superior a R$ 4 milhões nos próximos três anos.O vereador relembrou que, recentemente, a própria Câmara aprovou — após várias discussões — o parcelamento do déficit atuarial previdenciário, que atinge R$ 458 milhões, a serem pagos ao longo de 30 anos.

A justificativa para essa aprovação foi justamente permitir que o município tivesse condições fiscais de realizar um concurso público, uma promessa feita pelo atual gestor durante a campanha eleitoral.

Por isso, Celso Batista afirmou que a chegada repentina de um projeto criando novos cargos comissionados gerou indignação: “Fomos surpreendidos. Em vez do concurso público, recebemos um projeto para criar 22 cargos com altos salários.

O projeto chegou em um dia para ser votado no outro, sem tempo adequado para discussão. ”O regime de urgência urgentíssima foi aprovado por cinco votos a três, permitindo que o PLC também fosse aprovado e agora siga para sanção do prefeito.

O presidente da Câmara criticou o que chamou de “remendos administrativos”, afirmando que a criação de cargos comissionados pressiona o índice de gasto com pessoal e compromete o equilíbrio fiscal. “Todo nosso esforço para aprovar o parcelamento do déficit atuarial, visando baixar o índice de pessoal, acaba sendo desfeito com medidas como essa.

O município precisa de uma reforma administrativa ampla, de uma reforma previdenciária municipal urgente e da regulamentação da previdência complementar. Sem isso, a situação fiscal tende a se agravar ano após ano.”

Celso destacou ainda que todos os candidatos à prefeitura tinham conhecimento da gravidade da situação financeira, e que o atual gestor havia prometido concurso no primeiro ano de mandato — promessa que até agora não se concretizou.

Apesar da derrota na votação, Celso Henrique Batista afirmou que continuará cobrando responsabilidade fiscal e transparência na gestão pública.

“Fomos derrotados na votação, o Projeto de Lei foi aprovado, mas nossa luta vai continuar. Não vamos esmorecer. Nosso compromisso maior é com a população, e é isso que continuaremos defendendo”, concluiu.

Da Assessoria

Célio

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