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Em Guarantã do Norte Vereador agredido por colega apresenta denúncia e Câmara forma comissão para investigar

Em Guarantã do Norte Vereador agredido por colega apresenta denúncia e Câmara forma comissão para investigar
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Vereador Zilmar Assis, que foi agredido pelo vereador Sílvio Dutra, diz que cabe a comissão ouvir as testemunhas e verificar se houve quebra de decoro

A Câmara Municipal de Guarantã do Norte instalou uma Comissão para apurar denúncia apresentada pelo vereador Zilmar Assis de Lima (União), sobre a agressão que ele sofreu de seu colega, vereador Sílvio Dutra (PP).
O caso aconteceu em 3 de julho.

Os dois vereadores se encontraram em um bar da cidade, Sílvio achou que estava sendo filmado e partiu para a agressão contra seu colega, com socos e chutes. Câmeras de segurança registraram as cenas no local. O fato teve grande repercussão. Além da Comissão na Câmara Municipal, também se transformou em inquérito.

Zilmar, em entrevista concedida ao jornal Mato Grosso do Norte, em seu gabinete na Câmara Municipal, na segunda-feira, 18, disse que se sentiu na obrigação de fazer a denúncia, para não ser conivente com uma agressão.
Com a denúncia apresentada, segundo ele, a mesa diretora da Câmara formou a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, para analisar e investigar o caso. “Fiz um Requerimento de uma denúncia do vereador que me agrediu. Não porque aconteceu comigo. Poderia ser com qualquer cidadão e eu teria a mesma posição. Cabe agora a comissão investigar com as imagens que tem disponíveis e depoimentos de testemunhas, se o vereador quebrou ou não o decoro e decidir se vai ou não puni-lo”, disse Zilmar.

De acordo com Zilmar, a Comissão deve ouvir as testemunhas e o vereador e fazer o relatório. Mas diz que a Comissão tem a prerrogativa de mandar ou não o relatório para votação em plenário. No caso de ir para votação em plenário, tanto o autor da denúncia, Zilmar, como o acusado, vereador Sílvio, ficam impedidos de votarem. “Acredito que a Comissão tem a prerrogativa, se houve quebra de decoro parlamentar, para cassar o mandato. Ou dar o caso por encerrado. E também poderá mandar para o plenário decidir”, disse.

No entanto, Zilmar afirma que há provas robustas das agressões que ele sofreu de seu colega Sílvio Dutra. Observa que o fato de as agressões não terem acontecido dentro do ambiente da Câmara Municipal, não significa que não houve quebra de decoro.

“As imagens viralizaram e pessoas que me conhecem até de outros Estados, me ligaram para ver o que tinha acontecido. Sem motivo algum, o vereador veio me atacando e me agredindo. Se não fosse o vereador Demilson que estava comigo, ter me defendido, estaria numa UTI. Não sou de briga. Tenho 59 anos e 5 mandatos de vereador e nunca briguei com ninguém. As pessoas podem ver nas imagens, que quando ele me ataca, o que fiz foi tentar correr e sair fora da briga. A única coisa que lhe disse foi que não estava filmando. Ele estava cuspindo, tomando cerveja”, enfatiza.

Para o parlamentar, como pessoas públicas e representantes da população, os vereadores tem que serem exemplos para a sociedade.
O encontro entre os dois no bar, segundo Zilmar, foi mera coincidência.
“Eu não sabia que o vereador estava lá e tudo aconteceu do nada. Ele achou que eu o estava filmando, mas eu estava lendo as mensagens no meu celular e ele partiu para cima de mim, me batendo. Não tem justificativa para esta atitude!”, assevera.
Zilmar disse que Sílvio veio lhe pediu desculpa, mas o orientou a se retratar através das redes sociais. “Ele veio pedir desculpas para mim. Respondi que já está perdoado. Mas eu falei para ele se retratar, dizer que errou, por ter mentido, dizendo em entrevistas, que o chamei de moleque e que falei de sua filha. Diz ser cristão e cristão tem que falar a verdade e ele mentiu!”, assegura.

Polêmico e improdutivo – Zilmar descreve Sílvio Dutra, que está no segundo mandato, como um vereador polêmico, porém improdutivo, que nunca conseguiu trazer nenhum recurso de emenda para o município. “Ele só fala em fiscalizar. Fiscalizar é função do vereador, mas isto só não basta. O Sílvio não trouxe nada para Guarantã até agora. Não tem uma emenda que ele ajudou trazer para o município. Se tem, eu desconheço. Ele é polêmico, briga, xinga o executivo no uso da tribuna, fala mal dos colegas vereadores. Agora está calmo devido a investigação. Minha definição dele é essa: é um vereador que fala muito e não faz nada. E tem um ditado que o peixe morre pela boca!”, define Zilmar.
De acordo com o vereador, Sílvio costuma usar um versículo bíblico, João, capítulo-8, 32, que fala o seguinte: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
“De tanto ele blasfemar essa palavra de Deus tão importante, que agora a população está conhecendo e sabendo quem é o vereador Sílvio”, observa.

Por José Vieira/Mato Grosso do Norte

Célio

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