{"id":9426,"date":"2021-05-03T14:08:23","date_gmt":"2021-05-03T17:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/05\/03\/brasileiros-tem-vida-normal-no-exterior-apos-lockdown-e-vacinacao\/"},"modified":"2021-05-03T14:08:23","modified_gmt":"2021-05-03T17:08:23","slug":"brasileiros-tem-vida-normal-no-exterior-apos-lockdown-e-vacinacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/05\/03\/brasileiros-tem-vida-normal-no-exterior-apos-lockdown-e-vacinacao\/","title":{"rendered":"Brasileiros t\u00eam &#8216;vida normal&#8217; no exterior ap\u00f3s lockdown e vacina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto o Brasil ultrapassa a marca dos 400 mil mortos pela covid-19, tem m\u00e9dia de mais de 2 mil mortes di\u00e1rias e sofre com a vacina\u00e7\u00e3o atrasada, brasileiros que moram no exterior j\u00e1 testemunham a vida voltando ao normal em pa\u00edses onde a pandemia do coronav\u00edrus est\u00e1 sob controle.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Cidades que tiveram lockdown rigoroso no ano passado, como Sparks, no interior dos EUA, est\u00e3o com vacina\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada e j\u00e1 protegem jovens de 16 anos. Em Pequim, na China, onde a peste come\u00e7ou, as crian\u00e7as t\u00eam aulas normais, o com\u00e9rcio est\u00e1 bombando e a economia cresce &#8211; no primeiro trimestre de 2021, o PIB chin\u00eas avan\u00e7ou 18,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s estamos com a maioria dos estabelecimentos abertos, as escolas est\u00e3o funcionando desde agosto. E os adultos frequentam o com\u00e9rcio normalmente&#8221;, conta Nat\u00e1lia Gava, de 37 anos, nutricionista de S\u00e3o Paulo que vive em Sparks, no Estado de Nevada, nos EUA, com a fam\u00edlia. Nat\u00e1lia tem duas filhas, de 5 e 10 anos, e mora no exterior h\u00e1 sete anos e meio.<\/p>\n<p>Do outro lado do mundo, em Pequim, onde vive h\u00e1 tr\u00eas anos, Denise Melo, de 36 anos, testemunha situa\u00e7\u00e3o semelhante. Ela conta que j\u00e1 recebeu a primeira dose da vacina e que a capital chinesa tem dias de normalidade depois de ter passado por fortes controles de circula\u00e7\u00e3o. &#8220;Aqui, eles respeitaram aqueles tr\u00eas meses de lockdown no in\u00edcio de 2020&#8221;, lembra. &#8220;E quando come\u00e7ou a reabertura, desempregado de loja foi trabalhar na reforma das ruas&#8221;, explica Denise.<\/p>\n<p>O <em>Estad\u00e3o<\/em> ouviu ainda o depoimento da advogada Ana Ganzarolli, de 42 anos, que mora em Newcastle, no Reino Unido, cidade que teve reabertura no \u00faltimo dia 12. O coordenador de marketing Guilherme Dorf, de 34 anos, que vive na Austr\u00e1lia, conta que a vida por l\u00e1 tamb\u00e9m se normalizou. Em Melbourne, onde Dorf reside, a covid matou 820 pessoas, dos 910 \u00f3bitos causados pelo coronav\u00edrus ocorridos no pa\u00eds. A \u00fanica morte de 2021 ocorreu em Queensland, de um homem que havia retornado recentemente das Filipinas. Em toda a pandemia, o Estado teve sete mortes. Para a estudante Paola Victorio, de 26 anos, de Sydney, a pandemia parece ser coisa do passado: a \u00faltima morte por covid no Estado onde vive foi registrada em 27 de dezembro.<\/p>\n<p><strong>DEPOIMENTOS<\/strong><\/p>\n<p><em>Nat\u00e1lia Gava, de 37 anos, nutricionista em Sparks (EUA)<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8216;N\u00e3o esperava que a abertura fosse ser t\u00e3o r\u00e1pida&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s estamos com a maioria dos estabelecimentos abertos, com 50% da capacidade, com exce\u00e7\u00e3o de danceterias e casas de shows. As escolas est\u00e3o abertas desde agosto. Nas festas privadas, em casa, temos um limite de no m\u00e1ximo 25 pessoas. A recomenda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 para que as pessoas usem m\u00e1scaras, a n\u00e3o ser que estejam vacinadas. O ideal \u00e9 que as pessoas que n\u00e3o foram vacinadas se encontrem somente com uma outra fam\u00edlia de cada vez e que continuem usando m\u00e1scaras. Mas as viagens, por exemplo, est\u00e3o liberadas, desde que se use m\u00e1scara em todos os transportes. N\u00f3s j\u00e1 tivemos aqui uma abertura, em setembro, mas foi colocada o que eles chamaram de uma pausa em todo o Estado em novembro, porque enfrentamos a segunda onda. E a\u00ed eles diminu\u00edram a capacidade dos estabelecimentos para 25%. Tivemos um per\u00edodo muito pesado aqui no final do ano. Cancelamos o Natal, passamos somente na minha casa, sem ningu\u00e9m de fora. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mas \u00e9 por algo mais importante. Depois disso, foi reaberto no in\u00edcio de mar\u00e7o. Eu n\u00e3o esperava essa abertura t\u00e3o r\u00e1pida. Acreditava que seria em junho ou julho. A vacina\u00e7\u00e3o atingiu a popula\u00e7\u00e3o acima dos 16 anos em 12 de mar\u00e7o. Est\u00e1 tendo muita procura por vacina e \u00e9 dif\u00edcil conseguir marcar, mas est\u00e1 indo bem. J\u00e1 tomei as duas doses da vacina da Moderna.&#8221;<\/p>\n<p><em>Denise Melo, de 36 anos, editora em Pequim (China)<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8216;Todos t\u00eam QR code com seus dados de sa\u00fade&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 muitos meses n\u00e3o h\u00e1 registro de novos casos em Pequim, e um dos motivos \u00e9 porque a cidade est\u00e1 fechada. Nenhum voo de outro pa\u00eds chega aqui. N\u00e3o h\u00e1 casos importados. As ruas est\u00e3o cheias, o com\u00e9rcio est\u00e1 aberto, e as pessoas ainda usam m\u00e1scaras na rua. Para facilitar o controle, n\u00f3s temos um c\u00f3digo QR, que \u00e9 escaneado em todos os lugares. Nele h\u00e1 todos os dados de sa\u00fade: se fez exames, se tomou vacina. Eu, por exemplo, tenho 36 anos e j\u00e1 tomei a vacina. J\u00e1 foram vacinados chineses de todas as idades e est\u00e3o vacinando os estrangeiros. Sobre a economia, a China cresceu muito rapidamente, \u00e9 impressionante. Mas \u00e9 preciso lembrar que, no come\u00e7o de 2020, o pa\u00eds inteiro virou um deserto. As pessoas aqui respeitaram aqueles primeiros tr\u00eas meses. E, assim que reabriu, eles come\u00e7aram a reformar tudo para aquecer a economia. O desempregado da loja que fechou foi reconstruir cal\u00e7ada. E teve bastante ajuda do governo. Eles davam b\u00f4nus para os chineses poderem comprar comida. Houve um apoio muito grande. As pessoas que tiveram de trabalhar tiveram jornada reduzida, sim. E depois, para reaquecer a economia, ganharam b\u00f4nus para viagens para outras cidades, como hospedagem gratuita, descontos de 50% na passagem de trem. Isso para reaquecer a economia das regi\u00f5es pelo turismo interno.&#8221;<\/p>\n<p><em>Guilherme Dorf, de 34 anos, coordenador de marketing em Melbourne (Austr\u00e1lia)<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8216;Se voc\u00ea contrai o v\u00edrus, governo d\u00e1 um aux\u00edlio extra&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Praticamente n\u00e3o sentimos que a doen\u00e7a existe. Quase todo mundo pega transporte p\u00fablico, vai para o trabalho, tem op\u00e7\u00f5es de lazer. O \u00fanico momento que a gente se lembra que o v\u00edrus existe \u00e9 no transporte p\u00fablico, onde temos de usar a m\u00e1scara. Os an\u00fancios do governo ainda est\u00e3o presentes, mas a gente j\u00e1 consegue se reunir com amigos, h\u00e1 eventos grandes, conseguimos ficar em lugares fechados sem m\u00e1scaras. Desde o come\u00e7o do ano a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 bem controlada, mas, por outro lado, cada vez que h\u00e1 qualquer tipo de aumento descontrolado no n\u00famero de casos &#8211; quando falo descontrolado quero dizer dez casos -, a cidade adota o lockdown por um per\u00edodo curto. Hoje estamos colhendo os frutos desse rigor. A vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 devagar. Acho que isso ocorre at\u00e9 pelos n\u00fameros estarem controlados. O governo n\u00e3o est\u00e1 com muita pressa. Eles est\u00e3o muito cautelosos para escolher as melhores vacinas. Come\u00e7ou agora a ter a vacina\u00e7\u00e3o dos grupos priorit\u00e1rios. O governo ajudou muito o cidad\u00e3o e os neg\u00f3cios. Houve uma divis\u00e3o entre australianos e imigrantes, que n\u00e3o receberam o mesmo volume de aux\u00edlio. Mas, ainda assim, consegui acessar um aux\u00edlio. O governo faz an\u00fancios para que, se voc\u00ea tiver sintomas, procure postos de sa\u00fade para fazer o teste. E ele te d\u00e1 um aux\u00edlio extra para voc\u00ea n\u00e3o circular e transmitir. Isso ajuda no distanciamento social.<\/p>\n<p><em>Paola Victorio, de 26 anos, estudante em Sydney (Austr\u00e1lia)<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8216;Austr\u00e1lia venceu a covid-19 com consci\u00eancia&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Ficamos no processo de lockdown por tr\u00eas meses e ele foi levado muito a s\u00e9rio. Foi uma fase de muita restri\u00e7\u00e3o, de mar\u00e7o at\u00e9 o comecinho de junho de 2020. A\u00ed come\u00e7ou a abrir, com dist\u00e2ncia social. A vida normal, mesmo, voltou aqui h\u00e1 dois meses. Cinemas, shows e com\u00e9rcios est\u00e3o funcionando. As escolas abriram antes. A \u00fanica coisa que a gente precisa fazer aqui, que eu acho excelente, \u00e9 sempre que voc\u00ea vai a um restaurante ou supermercado, voc\u00ea deve escanear um c\u00f3digo no celular, dar o seu nome e seu e-mail. Dessa forma, eles conseguem rastrear todos os locais onde voc\u00ea esteve. Se houver qualquer caso, eles entram em contato com todas as pessoas que estiveram naquele local naquele dia. O controle \u00e9 muito efetivo. Eu vivo num local onde, com consci\u00eancia, se conseguiu vencer a doen\u00e7a. As pessoas t\u00eam de ter consci\u00eancia, pensar na comunidade.\u00c9 complicado fazer essa an\u00e1lise porque a Austr\u00e1lia \u00e9 um pa\u00eds rico e deu um suporte para as pessoas. E, no Brasil, vejo que as pessoas n\u00e3o respeitam as regras do distanciamento porque elas n\u00e3o t\u00eam op\u00e7\u00e3o. Sobre a vacina, a previs\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o inteira da Austr\u00e1lia \u00e9 ser vacinada at\u00e9 setembro, incluindo imigrantes, estudantes, mesmo que n\u00e3o sejam cidad\u00e3os daqui. A previs\u00e3o \u00e9 que eu tome a vacina no final de junho.&#8221;<\/p>\n<p><em>Ana Ganzarolli, de 42 anos, advogada em Newcastle (Reino Unido)<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8216;Governo envia kit de autoexame para sua casa&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Estamos trabalhando, minhas filhas est\u00e3o indo para a escola. No com\u00e9rcio, as pessoas voltaram a trabalhar em 12 de abril. Os restaurantes s\u00f3 est\u00e3o funcionando nas \u00e1reas abertas. N\u00e3o se pode ainda visitar as pessoas, h\u00e1 uma limita\u00e7\u00e3o de encontrar s\u00f3 em \u00e1rea externa, at\u00e9 quatro pessoas, mas, considerando a pandemia que a gente est\u00e1 enfrentando, \u00e9 uma vida praticamente normal. N\u00f3s ficamos quatro meses totalmente isolados, s\u00f3 sa\u00eda para fazer compras. Todo o com\u00e9rcio ficou fechado, escolas tamb\u00e9m. Agora, reabriu. H\u00e1 alguns cuidados adotados desde o ano passado, como dividir os intervalos e os hor\u00e1rios de refei\u00e7\u00e3o entre as salas para as crian\u00e7as n\u00e3o terem contato umas com as outras. Queria destacar tamb\u00e9m um kit que \u00e9 fornecido aqui. Pelo fato de as escolas terem sido reabertas e as crian\u00e7as ficarem expostas, elas podem ser um canal de transmiss\u00e3o. Ent\u00e3o, o governo incentiva as fam\u00edlias a pedirem um kit de autoexame, que eles mandam pelo correio. Voc\u00ea n\u00e3o precisa estar com os sintomas para fazer. Voc\u00ea faz em casa. \u00c9 para evitar a prolifera\u00e7\u00e3o. A vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 bem avan\u00e7ada. Aqui no norte, como a infec\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi t\u00e3o generalizada quanto na capital, a vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais lenta. Eu tenho a informa\u00e7\u00e3o de vacina\u00e7\u00e3o agora de pessoas com 45 anos.&#8221; (Ontem, a vacina\u00e7\u00e3o no Reino Unido j\u00e1 alcan\u00e7ava as pessoas de 40 anos e a pr\u00f3pria Ana se preparava para ser imunizada).<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1800715\/brasileiros-tem-vida-normal-no-exterior-apos-lockdown-e-vacinacao?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o Brasil ultrapassa a marca dos 400 mil mortos pela covid-19, tem m\u00e9dia de<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":9427,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-9426","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9426","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}