{"id":94194,"date":"2022-10-17T06:08:25","date_gmt":"2022-10-17T09:08:25","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/10\/17\/eua-buscam-solucoes-para-moradores-de-rua\/"},"modified":"2022-10-17T06:08:25","modified_gmt":"2022-10-17T09:08:25","slug":"eua-buscam-solucoes-para-moradores-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/10\/17\/eua-buscam-solucoes-para-moradores-de-rua\/","title":{"rendered":"EUA buscam solu\u00e7\u00f5es para moradores de rua"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0(FOLHAPRESS) &#8211; Ron Dudley, 47, teve um choque no come\u00e7o da pandemia. Da noite para o dia, tudo se fechou e ningu\u00e9m mais aparecia para falar com ele ou comprar o jornal que ele vende nas ruas de Washington. &#8220;As pessoas n\u00e3o queriam chegar perto. Tinham medo de se contaminar&#8221;, diz.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Ele vive em situa\u00e7\u00e3o de rua em Washington h\u00e1 seis anos. Dorme em um abrigo e, durante o dia, vende o jornal Street Sense, parte de um projeto para ajudar pessoas sem moradia, na regi\u00e3o da rua 14 \u2013uma das mais movimentadas da \u00e1rea central, mas hoje com diversas fachadas vazias.<\/p>\n<p>&#8220;Isso aqui era t\u00e3o movimentado quanto Nova York. Depois da pandemia, as pessoas foram embora. Muitos restaurantes fecharam, e v\u00e1rios apartamentos est\u00e3o vazios&#8221;, afirma Dudley. &#8220;N\u00e3o acho que vai voltar a ser como antes.&#8221;<\/p>\n<p>Assim como em Washington, muitas cidades americanas ainda tentam lidar com a queda de circula\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas centrais. Parte dos escrit\u00f3rios segue vazia depois da ado\u00e7\u00e3o do trabalho remoto, e quem se mudou das metr\u00f3poles enfrenta dificuldades para voltar devido \u00e0 alta dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Estas duas quest\u00f5es \u2013a falta de pessoas nas ruas e o alto custo da moradia\u2013 impactam os moradores de rua americanos. Os sem-teto costumam contar com redes de apoio nas \u00e1reas onde vivem. Residentes e trabalhadores que os veem no mesmo lugar todos os dias costumam ajudar com dinheiro, comida ou pequenos trabalhos. Do outro lado, a alta do pre\u00e7o das casas faz com que mais gente corra risco de ir morar nas ruas e dificulta que quem esteja nessa situa\u00e7\u00e3o saia dela.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil alugar um apartamento. Pedem coisas demais para comprovar renda, e os pre\u00e7os est\u00e3o muito altos&#8221;, conta Dudley. &#8220;No abrigo, tenho uma cama, um chuveiro, mas meu maior sonho \u00e9 um dia pegar a chave de um lugar que seja meu. \u00c9 dif\u00edcil.&#8221;<\/p>\n<p>O perfil dos sem-teto americanos varia. Muitos perambulam pelas cidades levando suas coisas em malas de rodinhas ou carrinhos de supermercado. Em Washington, \u00e9 comum v\u00ea-los em espa\u00e7os p\u00fablicos, como bibliotecas, caf\u00e9s e unidades do McDonald&#8217;s.<\/p>\n<p>Ao circular pelas ruas, ouve-se com frequ\u00eancia o pedido &#8220;Do you have some change?&#8221; (voc\u00ea tem algum trocado?).<\/p>\n<p>Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros precisos sobre o total de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua nos EUA. A cifra vinha crescendo ano a ano desde 2017, segundo dados da USICH, \u00f3rg\u00e3o que faz levantamentos sobre esse tema para o governo americano. Em janeiro de 2020, havia 580 mil pessoas.<\/p>\n<p>Com a pandemia, muitas cidades deixaram de fazer contagens, por receio de que isso aumentasse o risco de cont\u00e1gio. O relat\u00f3rio mais recente do USICH, com dados de 2021, levou em conta s\u00f3 o total de pessoas em abrigos: 326 mil. O documento ressalta, no entanto, que muitos dos lugares reduziram sua capacidade durante a pandemia para ampliar o distanciamento social \u00e0 custa da redu\u00e7\u00e3o de vagas.<\/p>\n<p>Sem vagas nos abrigos, houve aumento nas tendas espalhadas por ruas e pra\u00e7as de cidades como Los Angeles e Washington. Na capital, h\u00e1 v\u00e1rias pra\u00e7as tomadas por cabanas. Elas ficam por semanas no mesmo lugar, at\u00e9 que, de repente, s\u00e3o retiradas. Semanas depois, voltam ou surgem novos moradores tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p>As grandes cidades dos EUA variam as formas como lidam com as tendas. Em Los Angeles, a prefeitura permite que amplas \u00e1reas perto do centro fiquem ocupadas. A gest\u00e3o vem adiando, h\u00e1 meses, a conclus\u00e3o de um censo da popula\u00e7\u00e3o de rua. Em 2020, antes da pandemia, havia 66 mil pessoas sem teto na cidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Nova York, o prefeito Eric Adams adotou uma postura de linha dura para reduzir a presen\u00e7a de moradores de rua nas \u00e1reas centrais.<\/p>\n<p>&#8220;Adams est\u00e1 muito focado em trazer as pessoas e empresas de volta para os distritos centrais. Pesquisas mostram que os empregados das companhias n\u00e3o se sentem seguros. E ent\u00e3o ele se prop\u00f4s a remover os acampamentos das pessoas e tir\u00e1-las das ruas&#8221;, aponta Matthew Murphy, diretor-executivo de um centro de pesquisas em moradia da Universidade de Nova York.<\/p>\n<p>Por outro lado, Adams tem investido na amplia\u00e7\u00e3o das op\u00e7\u00f5es de abrigo, incluindo um novo modelo que busca ser um meio-termo entre o abrigo tempor\u00e1rio e a moradia definitiva, onde as pessoas sem casa possam passar per\u00edodos maiores em locais mantidos por igrejas e entidades com ajuda da prefeitura.<\/p>\n<p>Tanto Murphy quanto Dudley afirmam que a principal forma de resolver a quest\u00e3o \u00e9 ampliar a oferta de casas dispon\u00edveis e o acesso a elas. &#8220;Em Nova York, a taxa de vac\u00e2ncia de moradias \u00e9 de menos de 1%. Praticamente n\u00e3o h\u00e1 casas dispon\u00edveis para pessoas que s\u00f3 podem pagar at\u00e9 US$ 1.500 por m\u00eas. O que far\u00e1 uma pessoa que n\u00e3o consegue pagar mais do que isso?&#8221;, questiona o pesquisador.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea poderia pegar estes lugares abandonados e abrir espa\u00e7o para as pessoas que n\u00e3o tem como pagar ficarem neles&#8221;, sugere Dudley, apontando para pr\u00e9dios vazios . &#8220;Mas eu quero pegar a chave de uma porta que seja minha, de um lugar que eu tenha alugado. \u00c9 meu grande sonho.&#8221;<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/mundo\/1955850\/eua-buscam-solucoes-para-moradores-de-rua?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(FOLHAPRESS) &#8211; Ron Dudley, 47, teve um choque no come\u00e7o da pandemia. 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