{"id":94061,"date":"2022-10-15T14:08:14","date_gmt":"2022-10-15T17:08:14","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/10\/15\/mumias-de-dinossauro-podem-ser-mais-comuns-do-que-se-pensava\/"},"modified":"2022-10-15T14:08:14","modified_gmt":"2022-10-15T17:08:14","slug":"mumias-de-dinossauro-podem-ser-mais-comuns-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/10\/15\/mumias-de-dinossauro-podem-ser-mais-comuns-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"M\u00famias de dinossauro podem ser mais comuns do que se pensava"},"content":{"rendered":"<p>GIULIANA MIRANDA<br \/>LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) &#8211; Popularmente conhecidos como &#8220;m\u00famias de dinossauro&#8221;, os f\u00f3sseis que mant\u00eam a pele e outros tecidos moles ainda preservados s\u00e3o considerados raros pela comunidade cient\u00edfica. Um novo trabalho, por\u00e9m, indica que esses exemplares podem ser mais comuns do que se acreditava.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Um time de paleont\u00f3logos dos Estados Unidos desafiou o principal conceito que garantiria a excepcionalidade das &#8220;m\u00famias&#8221;: o de que elas s\u00f3 se formavam sob condi\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas, quando o corpo dos bichos mortos era rapidamente enterrado e protegido do contato com outros animais.<\/p>\n<p>A partir da an\u00e1lise detalhada de um desses f\u00f3sseis, os cientistas identificaram que h\u00e1 uma rota alternativa \u2013e bem mais f\u00e1cil\u2013 para a preserva\u00e7\u00e3o da pele fossilizada.<\/p>\n<p>Os pesquisadores investigaram a &#8220;m\u00famia&#8221; de um Edmontosaurus (g\u00eanero que podia atingir nove toneladas), batizado como Dakota em homenagem \u00e0 regi\u00e3o onde foi encontrado, o estado de Dakota do Norte, no centro-oeste dos EUA.<\/p>\n<p>Foram identificadas marcas de dentes na pele da cauda e da pata do dinossauro. N\u00e3o havia sinais de cicatriza\u00e7\u00e3o no tecido, o que indica que as mordidas provavelmente foram feitas por animais carniceiros.<br \/>Pelas caracter\u00edsticas das marcas dentais, acredita-se que elas tenham sido provocadas por pelo menos dois animais distintos, sendo um deles um tipo de crocodilo pr\u00e9-hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>O fato de a carne do dinossauro ter servido como alimento para carniceiros indica que o material ficou exposto ao ambiente por algum tempo, n\u00e3o tendo havido, portanto, um enterro r\u00e1pido. Contrariando as principais teorias de forma\u00e7\u00e3o de m\u00famias de dinossauros, parte da pele de Dakota foi fossilizada mesmo com a exposi\u00e7\u00e3o prolongada ao ambiente.<\/p>\n<p>&#8220;Pelas explica\u00e7\u00f5es anteriores para a preserva\u00e7\u00e3o de &#8216;m\u00famias&#8217; de dinossauros, esse f\u00f3ssil nunca deveria ter se formado&#8221;, evidencia o artigo, liderado por Stephanie K. Drumheller, da Universidade do Tennessee.<\/p>\n<p>A partir de uma sequ\u00eancia de an\u00e1lises no f\u00f3ssil de Dakota, os cientistas chegaram a outra hip\u00f3tese para a conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o trabalho, os buracos das mordidas na carca\u00e7a do dinossauro &#8220;forneceram uma rota de escape para os gases, fluidos e micr\u00f3bios associados \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o&#8221;. Isso acabou permitindo que tecidos moles mais dur\u00e1veis conseguissem resistir durante as semanas ou meses necess\u00e1rios at\u00e9 atingirem o estado de secura extremo que precedeu o enterro e a fossiliza\u00e7\u00e3o do material.<\/p>\n<p>O processo descrito pelos pesquisadores \u00e9 frequentemente visto tamb\u00e9m em animais modernos, que t\u00eam a carca\u00e7a &#8220;esvaziada&#8221; \u00e0 medida que carniceiros e organismos decompositores atacam os tecidos internos, deixando apenas a pele e os ossos.<\/p>\n<p>Essas observa\u00e7\u00f5es ajudaram a refor\u00e7ar a hip\u00f3tese apresentada no artigo, publicado na \u00faltima quarta (12) na revista cient\u00edfica PLoS One.<br \/>Na avalia\u00e7\u00e3o dos paleont\u00f3logos, provavelmente existem v\u00e1rios caminhos para a forma\u00e7\u00e3o de &#8220;m\u00famias de dinossauros&#8221;, e a melhor compreens\u00e3o desses mecanismos ajudaria a ampliar a interpreta\u00e7\u00e3o da vida pr\u00e9-hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Professor da URCA (Universidade Regional do Cariri) e curador do Museu do Cariri, no Cear\u00e1, o paleont\u00f3logo Renan Bantim considera que o processo descrito pelos americanos \u00e9 realmente inovador.<\/p>\n<p>&#8220;Esta descoberta traz \u00e0 tona a possibilidade de reavalia\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o destas e de outras estruturas org\u00e2nicas, como \u00f3rg\u00e3os, fibras musculares e vasos sangu\u00edneos, possibilitando que at\u00e9 mesmo novas descobertas possam ser reveladas em f\u00f3sseis j\u00e1 conhecidos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Bantim, o trabalho poderia ter impactos tamb\u00e9m no estudo dos abundantes f\u00f3sseis da regi\u00e3o da Bacia do Araripe, no Nordeste do Brasil, onde, desde 1996, j\u00e1 se sabe que h\u00e1 tecidos org\u00e2nicos preservados.<\/p>\n<p>&#8220;Diversas an\u00e1lises em busca de partes moles fossilizadas foram realizadas em f\u00f3sseis de pterossauros, crocodilos, tartarugas, anf\u00edbios e peixes da Forma\u00e7\u00e3o Romualdo, sendo a descoberta mais recente associada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o fossilizado do peixe Rhacolepis buccalis&#8221;, enumera.<\/p>\n<p>&#8220;Sendo assim, ap\u00f3s a descoberta da preserva\u00e7\u00e3o da pele do dinossauro Edmontosaurus, \u00e9 necess\u00e1rio se atentar para a ocorr\u00eancia do mesmo tipo de fossiliza\u00e7\u00e3o no Brasil, especialmente nos encontrados na bacia do Araripe&#8221;, completa.<\/p>\n<p>O especialista brasileiro chama aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para o ineditismo das marcas identificadas. &#8220;Pela primeira vez, em estudos de tecidos moles de animais fossilizados, \u00e9 evidenciada a presen\u00e7a de marcas de animais carniceiros na pele de um dinossauro devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o da carca\u00e7a por crocodilos e insetos.&#8221;<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/brasil\/1955454\/mumias-de-dinossauro-podem-ser-mais-comuns-do-que-se-pensava?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GIULIANA MIRANDALISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) &#8211; Popularmente conhecidos como &#8220;m\u00famias de dinossauro&#8221;, os f\u00f3sseis que mant\u00eam<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":94062,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-94061","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94061\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/94062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}