{"id":88839,"date":"2022-09-04T12:08:14","date_gmt":"2022-09-04T15:08:14","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/09\/04\/como-o-pix-virou-uma-ameaca-para-o-mercado-das-maquininhas-de-cartao\/"},"modified":"2022-09-04T12:08:14","modified_gmt":"2022-09-04T15:08:14","slug":"como-o-pix-virou-uma-ameaca-para-o-mercado-das-maquininhas-de-cartao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/09\/04\/como-o-pix-virou-uma-ameaca-para-o-mercado-das-maquininhas-de-cartao\/","title":{"rendered":"Como o Pix virou uma amea\u00e7a para o mercado das maquininhas de cart\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 raro uma ind\u00fastria virar do avesso por uma inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. No setor das maquininhas de pagamento, a reviravolta chegou de uma vez s\u00f3 com o Pix, sistema de pagamento do Banco Central. A vis\u00e3o de especialistas \u00e9 de que o Pix deve eliminar a necessidade do &#8220;intermedi\u00e1rio&#8221; entre quem paga e quem recebe. E isso coloca em xeque o pr\u00f3prio futuro do setor de meio de pagamento. As empresas, portanto, ter\u00e3o de agregar mais servi\u00e7os aos comerciantes &#8211; como softwares de administra\u00e7\u00e3o de contas e estoques &#8211; para continuar relevantes para os clientes.<\/p>\n<p>&#8220;As empresas ganhar\u00e3o pelo servi\u00e7o prestado, e n\u00e3o mais por transa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Edson Santos, um dos maiores conhecedores do setor de meios de pagamento no Brasil. Segundo ele, companhias como a Stone, que em 2020 comprou a empresa de tecnologia Linx, j\u00e1 de olho nessa mudan\u00e7a, est\u00e3o melhor posicionadas para a nova fase. Resistir a essa mudan\u00e7a, segundo ele, pode significar o fim da linha para esses neg\u00f3cios. Conforme pesquisa recente do Instituto Propague, a Cielo segue l\u00edder de mercado, seguida de perto pela Rede, do Ita\u00fa Unibanco. Depois v\u00eam a Getnet (do Santander), Stone, Vero e PagSeguro.<\/p>\n<\/p>\n<p>Apesar da chegada do Pix ter chacoalhado o setor, os l\u00edderes de setor n\u00e3o t\u00eam demonstrado grandes mudan\u00e7as. Uma das raz\u00f5es, segundo Santos, \u00e9 porque o Pix ainda enfrenta alguns desafios no varejo, e a maquininha segue importante para o estabelecimento receber os pagamentos pelo cart\u00e3o. &#8220;O Pix ainda n\u00e3o pegou o suficiente (no varejo). E todo mundo espera que o outro fa\u00e7a antes&#8221;, diz Santos.<\/p>\n<\/p>\n<p>Uma das poucas mudan\u00e7as, at\u00e9 agora, \u00e9 a oferta da funcionalidade do Pix na maquininha, permitindo que o lojista gere um QR-Code para a transfer\u00eancia. &#8220;Essa \u00e9 uma tentativa de se manter a maquininha viva&#8221;, comenta o especialista.<\/p>\n<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de quem usa o Pix diretamente no com\u00e9rcio tamb\u00e9m precisa melhorar. Hoje, quando o lojista aceita Pix, o cliente usa a chave do estabelecimento para efetuar o pagamento &#8211; mostrando a tela com a transa\u00e7\u00e3o ao atendente ou enviando o comprovante por WhatsApp.<\/p>\n<\/p>\n<p>No entanto, j\u00e1 h\u00e1 startups trabalhando para deixar essa experi\u00eancia mais fluida, para ajudar na ado\u00e7\u00e3o do Pix pelo com\u00e9rcio com a utiliza\u00e7\u00e3o de software que permite a aceita\u00e7\u00e3o do meio de pagamento pelo caixa de forma direta, ou seja, com confirma\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia imediata.<\/p>\n<\/p>\n<p>Outras empresas come\u00e7am a oferecer o Pix parcelado (uma forma da dar cr\u00e9dito ao cliente), que poder\u00e1 vir a substituir o cart\u00e3o de cr\u00e9dito &#8211; essa op\u00e7\u00e3o j\u00e1 cresce em aceita\u00e7\u00e3o, especialmente no e-commerce. Hoje, essa modalidade j\u00e1 alcan\u00e7ou o volume do pagamento em boleto, forma de pagamento que era uma &#8220;dor&#8221; para os varejistas online, j\u00e1 que a desist\u00eancia entre efetuar a compra e efetivo pagamento era alta.<\/p>\n<\/p>\n<p>Especialista no mercado financeiro, Boanerges Freire destaca que o Pix mudou as pe\u00e7as do jogo do setor, mas que as credenciadores resistem em mudar e inovar. &#8220;Claro que elas v\u00e3o ter perda de receita ao sair do cart\u00e3o para o Pix, mas \u00e9 melhor ter essa perda e manter o cliente&#8221;, diz o especialista, lembrando que h\u00e1 anos t\u00eam alertado seus clientes dessa necessidade de diversifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;A empresa ter\u00e1 mais conhecimento sobre o varejista, sendo o meio de pagamento dele, e poder\u00e1, com isso fideliz\u00e1-lo por meio de outros servi\u00e7os e rentabilizar o neg\u00f3cio&#8221;, comenta.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>Saindo da zona de conforto<\/b><b><\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>A Rede, credenciadora do Ita\u00fa Unibanco, diz que est\u00e1 atenta \u00e0 mudan\u00e7a de regras do mercado. Diretor da empresa, Angelo Russomano conta que a empresa est\u00e1 debru\u00e7ada no desenvolvimento de novas funcionalidades, algumas delas envolvendo o Pix.<\/p>\n<\/p>\n<p>Segundo o executivo, um ponto que a Rede tem olhado atentamente \u00e9 o aux\u00edlio \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o dos varejistas, o que inclui a automa\u00e7\u00e3o da frente do caixa, inclusive para integrar o pagamento pelo Pix. &#8220;Essa \u00e9 a maior demanda dos varejistas. Se o Pix for melhor para os estabelecimentos, a gente tem de investir&#8221;, afirma Russomano, que h\u00e1 30 anos atua no mercado de meios de pagamento.<\/p>\n<\/p>\n<p>Alta dos juros deu tempo extra \u00e0s empresas<\/p>\n<p>Com a escalada dos juros neste ano, com a Selic perto de 14% ao ano, as empresas deixaram um pouco de lado a briga por pre\u00e7os, reduzindo taxas cobradas de comerciantes e prestadores de servi\u00e7o. Com isso, ganharam f\u00f4lego extra de caixa e tempo extra para arrumar a casa para tempos dif\u00edceis que inevitavelmente vir\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<p>Sociedade entre Banco do Brasil e Bradesco, a Cielo conseguiu recuperar suas margens. A l\u00edder do setor viu seus resultados melhorarem e sua a\u00e7\u00f5es subirem, apesar das d\u00favidas que ainda pairam sobre o setor em um prazo mais longo. Procurada, a Cielo n\u00e3o concedeu entrevista.<\/p>\n<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio a clientes, o BTG Pactual disse que as grandes empresas do ramo, como a Cielo, conseguiram se reequilibrar depois de um per\u00edodo de press\u00e3o com a entrada de fintechs e neobancos no segmento de pagamentos, com a oferta de taxas mais baixas. Apesar disso, o banco alertou que o al\u00edvio pode durar pouco: &#8220;N\u00e3o descartamos um cen\u00e1rio de concorr\u00eancia mais acirrada quando as taxas de juros come\u00e7am a diminuir. No geral, nenhum jogador conseguiu criar muito valor fora do neg\u00f3cio principal de pagamentos&#8221;, diz o documento.<\/p>\n<\/p>\n<p>Embora o mercado critique o setor pela resist\u00eancia em abandonar as maquininhas, Julia Corr\u00eaa de Vasconselos, l\u00edder da \u00e1rea de banking da Stone, diz que a empresa vem, sim, trazendo novidades aos clientes, como uma solu\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o financeira. O servi\u00e7o da Stone, ofertado em parceria com a Linx, permite que o pagamento feito via QR-Code pelo consumidor seja associado a uma nova fiscal automaticamente, garantindo o controle financeiro do estabelecimento. <\/p>\n<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <b>O Estado de S. Paulo.<\/b><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1941240\/como-o-pix-virou-uma-ameaca-para-o-mercado-das-maquininhas-de-cartao?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 raro uma ind\u00fastria virar do avesso por uma inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. 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