{"id":78022,"date":"2022-06-23T21:08:11","date_gmt":"2022-06-24T00:08:11","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/06\/23\/mais-de-32-mil-empresas-empregadoras-fecharam-as-portas-no-1o-ano-de-pandemia\/"},"modified":"2022-06-23T21:08:11","modified_gmt":"2022-06-24T00:08:11","slug":"mais-de-32-mil-empresas-empregadoras-fecharam-as-portas-no-1o-ano-de-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/06\/23\/mais-de-32-mil-empresas-empregadoras-fecharam-as-portas-no-1o-ano-de-pandemia\/","title":{"rendered":"Mais de 32 mil empresas empregadoras fecharam as portas no 1\u00ba ano de pandemia"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil registrou saldo positivo na abertura de empresas no primeiro ano de pandemia de covid-19. No entanto, o fen\u00f4meno ocorreu exclusivamente na modalidade sem nenhum trabalhador assalariado, ou seja, somente havia o propriet\u00e1rio ou s\u00f3cios. Ao mesmo tempo, houve fechamento de 32.467 empresas empregadoras de todos os tamanhos, incluindo micro, pequenas ou grandes companhias, que resultaram na demiss\u00e3o de mais de 825 mil assalariados. Os dados s\u00e3o do Cadastro Central de Empresas (Cempre) referentes a 2020 e divulgados nesta quinta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O n\u00famero de companhias e organiza\u00e7\u00f5es formais ativas passou de 5,239 milh\u00f5es em 2019 para 5,434 milh\u00f5es em 2020, um avan\u00e7o de 3,7%, o equivalente a 194.842 neg\u00f3cios a mais. O resultado, por\u00e9m, \u00e9 explicado por um salto de 8,6% no n\u00famero de organiza\u00e7\u00f5es sem nenhum trabalhador assalariado: 227.309 empresas a mais em apenas um ano. Os dados sugerem que o movimento seja explicado por um empreendedorismo de necessidade, uma maior cria\u00e7\u00e3o de CNPJs por trabalhadores demitidos que tentavam abrir seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio ou que buscavam compensar uma perda de renda provocada pela crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Ou para manter a renda ou foram demitidas e abriram seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios por necessidade&#8221;, confirmou Thiego Gon\u00e7alves Ferreira, gerente da pesquisa do IBGE. &#8220;Houve saldo positivo em (<i>empresas<\/i>) n\u00e3o empregadores.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>Por outro lado, o n\u00famero de companhias e organiza\u00e7\u00f5es com pelo menos uma pessoa ocupada mostrou queda generalizada. Nas empresas com 1 a 9 assalariados, o recuo foi de 0,4% no n\u00famero de companhias, 8.233 a menos. Na faixa entre 10 a 49 assalariados, houve fechamento de 22.514 empresas em um ano, um tombo de 5,3% nesse total de empregadores. <\/p>\n<\/p>\n<p>O grupo que contratava entre 50 e 249 pessoas contabilizou 1.529 estabelecimentos a menos, recuo de 2,3% nesse universo em um ano. Entre as grandes empresas, com pelo menos 250 assalariados, 191 companhias fecharam as portas, queda de 1% no total de empresas desse porte.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>Redu\u00e7\u00e3o no emprego assalariado<\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>Em 31 de dezembro de 2020, as empresas e organiza\u00e7\u00f5es formais ativas no Pa\u00eds empregavam 52,697 milh\u00f5es de pessoas, sendo 45,390 milh\u00f5es delas assalariadas e 7,307 milh\u00f5es na condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio ou propriet\u00e1rio.<\/p>\n<\/p>\n<p>A for\u00e7a de trabalho ocupada diminuiu 1,0%, cerca de 523,5 mil pessoas a menos: 825,280 mil assalariados perderam o emprego em 2020, queda de 1,8% no total de trabalhadores nessa condi\u00e7\u00e3o ante 2019, enquanto 378,976 mil pessoas a mais se tornaram s\u00f3cias ou propriet\u00e1rias, aumento de 11,3% nesse contingente em apenas um ano.<\/p>\n<\/p>\n<p>O IBGE ressalta que, apesar da pandemia, a redu\u00e7\u00e3o de pessoal assalariado n\u00e3o foi a mais acentuada da s\u00e9rie hist\u00f3rica em termos relativos. Os enxugamentos de m\u00e3o de obra foram maiores nos anos de 2015 (-3,6%) e 2016 (-4,4%), em meio \u00e0 recess\u00e3o econ\u00f4mica. <\/p>\n<\/p>\n<p>O instituto lembra que, em 2020, programas emergenciais de governo ajudaram a evitar uma dispensa maior de empregados: o Programa de Manuten\u00e7\u00e3o de Emprego e Renda que teria beneficiado 9,8 milh\u00f5es de trabalhadores; o Aux\u00edlio Emergencial ajudando na manuten\u00e7\u00e3o ou aumento do consumo pelos benefici\u00e1rios; e o Programa Nacional de Apoio \u00e0s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), com libera\u00e7\u00e3o de R$ 37,5 bilh\u00f5es em financiamentos a 517 mil empresas, de acordo com dados oficiais.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>Mulheres mais atingidas por demiss\u00f5es<\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>No entanto, entre as demiss\u00f5es efetivadas, as mulheres foram significativamente mais prejudicadas. A cada dez assalariados demitidos no ano, pelo menos sete eram mulheres.<\/p>\n<\/p>\n<p>Em 2020, o n\u00famero de homens trabalhando como assalariados caiu 0,9%, enquanto o de mulheres tombou 2,9%. Dos mais de 825 mil desses postos de trabalho perdidos em rela\u00e7\u00e3o a 2019, cerca de 593,6 mil (ou 71,9%) eram ocupados por mulheres.<\/p>\n<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, houve piora no avan\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho pela primeira vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2009. A propor\u00e7\u00e3o de mulheres entre os assalariados das empresas formais do pa\u00eds caiu de 44,8% em 2019 para 44,3% em 2020. Em 2009, quando esses dados come\u00e7aram a ser coletados, as mulheres representavam 41,9% da for\u00e7a de trabalho assalariada no setor formal.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Reduziu a participa\u00e7\u00e3o (das mulheres) no mercado formal de trabalho l\u00e1 para o patamar de 2016&#8221;, disse Ferreira. &#8220;A gente atribui a dois grandes fatores. Primeiro teve crescimento de assalariados em setores que empregam mais homens, como a constru\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, a gente observou redu\u00e7\u00e3o naqueles setores que mais empregam mulheres, que foi alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o&#8221;, completou.<\/p>\n<\/p>\n<p>O pesquisador do IBGE ressalta ainda que atividades como a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio varejista tiveram perda maior de assalariados em segmentos com maior presen\u00e7a de trabalhadoras, como os de vestu\u00e1rio, acess\u00f3rios e cal\u00e7ados.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Tem rela\u00e7\u00e3o direta com a pr\u00f3pria caracter\u00edstica da pandemia, esses setores n\u00e3o eram atividades essenciais, e at\u00e9 a quest\u00e3o hist\u00f3rica da mulher ter de ficar mais presente em casa&#8221;, exemplificou Ferreira.<\/p>\n<\/p>\n<p>As demiss\u00f5es de assalariados foram mais agudas nos segmentos de alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o (-373,2 mil trabalhadores), administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social (-233,9 mil) e com\u00e9rcio (-221,7 mil). Os aumentos mais significativos ocorreram em sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais (139,3 mil a mais) e constru\u00e7\u00e3o (80,8 mil a mais).<\/p>\n<\/p>\n<p>Em termos relativos, o setor com maior corte de vagas assalariadas foi alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o, com retra\u00e7\u00e3o recorde de 19,4%, seguido pelo segmento de artes, cultura, esporte e recrea\u00e7\u00e3o, com tombo tamb\u00e9m hist\u00f3rico de 16,4%.<\/p>\n<\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00e9dio pago pelas empresas do Pa\u00eds caiu a R$ 3.043,81 em 2020, ou 2,9 sal\u00e1rios m\u00ednimos, 3,0% a menos que o de 2019. A massa salarial encolheu a R$ 1,806 trilh\u00e3o, queda de 6,0% frente a 2019, a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>Exportadoras e importadoras<\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>O primeiro ano da pandemia do novo coronav\u00edrus, 2020, foi marcado por um aumento no n\u00famero de empresas exportadoras no Pa\u00eds, mas redu\u00e7\u00e3o de companhias importadoras, segundo os dados do Cempre, informou o IBGE.<\/p>\n<\/p>\n<p>O Brasil tinha 23.632 empresas exportadoras em 2020, que representavam 0,4% do total de organiza\u00e7\u00f5es ativas no Pa\u00eds. O montante significou uma alta de 3,4% em rela\u00e7\u00e3o ao montante de companhias existentes em 2019.<\/p>\n<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, havia 33.495 empresas importadoras em 2020, respondendo por uma fatia de 0,6% das organiza\u00e7\u00f5es ativas, depois de um tombo de 13,4% em rela\u00e7\u00e3o ao universo de companhias atuantes em 2019.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;As empresas exportadoras tiveram crescimento de 3,4%. Por outro lado, as importadoras sentiram muito mais os efeitos da pandemia, ca\u00edram mais de 13%&#8221;, frisou Thiego Gon\u00e7alves Ferreira.<\/p>\n<\/p>\n<p>As empresas exportadoras empregaram 5,074 milh\u00f5es de assalariados em 2020, o equivalente a 11,2% do total de ocupados assalariados existentes naquele ano. Houve um avan\u00e7o de 2,1% no n\u00famero de vagas em rela\u00e7\u00e3o a 2019.<\/p>\n<\/p>\n<p>J\u00e1 as empresas importadoras respondiam por 8,140 milh\u00f5es de trabalhadores assalariados, 17,9% do total de ocupados nessa condi\u00e7\u00e3o, apesar da redu\u00e7\u00e3o de 1,3% no contingente de empregados em um ano.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma participa\u00e7\u00e3o pequena no n\u00famero de empresas, mas elas empregam muita gente&#8221;, observou Ferreira.<\/p>\n<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, uma empresa pode ser simultaneamente exportadora e importadora.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1919170\/mais-de-32-mil-empresas-empregadoras-fecharam-as-portas-no-1-ano-de-pandemia?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou saldo positivo na abertura de empresas no primeiro ano de pandemia de<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":78023,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-78022","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78022","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78022"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78022\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}