{"id":7770,"date":"2021-04-25T12:33:55","date_gmt":"2021-04-25T15:33:55","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/04\/25\/oportunistas-usam-covid-para-quebrar-patentes-dizem-farmaceuticas\/"},"modified":"2021-04-25T12:33:55","modified_gmt":"2021-04-25T15:33:55","slug":"oportunistas-usam-covid-para-quebrar-patentes-dizem-farmaceuticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/04\/25\/oportunistas-usam-covid-para-quebrar-patentes-dizem-farmaceuticas\/","title":{"rendered":"Oportunistas usam Covid para quebrar patentes, dizem farmac\u00eauticas"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria farmac\u00eautica acusa o projeto de lei de licenciamento compuls\u00f3rio de rem\u00e9dios e vacinas contra covid-19, que deve ser votado na quinta-feira (29) no Senado, de ser um ato de &#8220;oportunismo&#8221;, e diz que a quebra de patentes pode levar os laborat\u00f3rios a preterirem o Brasil na hora de fornecer medicamentos.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>&#8220;\u00c9 um movimento oportunista, muito bem orquestrado, que se aproveita da covid-19 para tentar quebrar patente&#8221;, diz Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Interfarma (Associa\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Farmac\u00eautica de Pesquisa), que representa 51 laborat\u00f3rios, entre eles a Pfizer, Gilead e AstraZeneca.<br \/>Segundo Carvalhaes, se o Brasil fizer licenciamento compuls\u00f3rio, grandes laborat\u00f3rios como Janssen, Pfizer e AstraZeneca podem preferir fornecer para outros mercados. &#8220;N\u00e3o \u00e9 retalia\u00e7\u00e3o. A demanda \u00e9 muito maior que a oferta, e eles podem achar mais vantajoso, do ponto de vista econ\u00f4mico, vender para pa\u00edses que n\u00e3o quebram patente&#8221;, diz Carvalhaes.<\/p>\n<p>O substitutivo do projeto de lei, relatado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), permite que o governo imponha licenciamento compuls\u00f3rio de rem\u00e9dios e vacinas (fabrica\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do detentor da patente) em caso de emerg\u00eancia nacional ou interesse p\u00fablico. Isso j\u00e1 estava previsto na lei de propriedade industrial atualmente em vigor, a 9.279 de 1996.<\/p>\n<p>Mas o projeto, segundo Trad, d\u00e1 agilidade, pois estabelece que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade dever\u00e1 publicar, em at\u00e9 30 dias ap\u00f3s a a entrada em vigor da lei ou a decreta\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica, uma lista de patentes cujas licen\u00e7as compuls\u00f3rias seriam necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>O projeto tamb\u00e9m prev\u00ea negocia\u00e7\u00e3o entre farmac\u00eauticas e governos: se o Executivo considerar que os laborat\u00f3rios assumiram compromissos objetivos de licenciamento volunt\u00e1rio (como por exemplo o acordo entre a AstraZeneca e a Fiocruz para transfer\u00eancia de tecnologia da vacina) ou de redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o de venda, n\u00e3o \u00e9 feito o licenciamento compuls\u00f3rio.<\/p>\n<p>O texto \u00e9 bem mais palat\u00e1vel \u00e0s farmac\u00eauticas do que o projeto original, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que previa suspens\u00e3o autom\u00e1tica de todas as patentes de medicamentos, testes e vacinas relacionados \u00e0 covid.<br \/>&#8220;Vivemos um problema sanit\u00e1rio sem precedentes, mas quebrar patentes n\u00e3o vai aumentar o acesso a vacinas e rem\u00e9dios&#8221;, diz Carvalhaes. &#8220;N\u00e3o existem rem\u00e9dios contra covid-19, apenas medicamentos acess\u00f3rios, e a maioria s\u00e3o rem\u00e9dios antigos.&#8221;<\/p>\n<p>De fato, dexametasona e anticoagulantes, usados em pacientes hospitalizados, e anest\u00e9sicos e neurobloqueadores, necerss\u00e1rios para intuba\u00e7\u00e3o, s\u00e3o rem\u00e9dios antigos, cujas patentes expiraram, na maioria dos casos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 o caso do remdesivir (Gilead) e da terapia de anticorpos monoclonais REGEN-CoV2, com casirivimabe e imdevimabe (Regeneron e Roche), que foram aprovadas pela Anvisa para uso em pacientes com covid. Alguns estudos apontam redu\u00e7\u00e3o do tempo de interna\u00e7\u00e3o com o remdesivir, embora a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) n\u00e3o o recomende, e a Ag\u00eancia de Alimentos e Drogas (FDA) americana indica o Regen-CoV2 como eficaz para ajudar a evitar a hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos EUA, o tratamento com remdesivir sai por US$ 520 (R$ 2860) a ampola, ou cerca de US$ 3120 (R$ 17,1 mil) o tratamento. A farmac\u00eautica ainda n\u00e3o anunciou o pre\u00e7o para o Brasil.<br \/>Farmac\u00eauticas de Bangladesh est\u00e3o fabricando a vers\u00e3o gen\u00e9rica do remdesivir e vendendo por US$ 65 (R$ 357) a ampola, ou US$ 390 (R$ 2.145) o tratamento todo. A Gilead n\u00e3o concedeu licen\u00e7a para farmac\u00eauticas de Bangladesh produzirem o rem\u00e9dio, como fez com empresas da \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Egito. Mas as empresas de Bangladesh conseguiram fabricar o remdesivir fazendo engenharia reversa, e est\u00e3o exportando para 21 pa\u00edses, entre eles Filipinas, Venezuela e L\u00edbano.<\/p>\n<p>Bangladesh, por ser parte do grupo das na\u00e7\u00f5es menos desenvolvidas (LDC), \u00e9 autorizado, pelo acordo Trips da OMC, a fabricar rem\u00e9dios patenteados sem autoriza\u00e7\u00e3o dos donos das patentes e exportar para pa\u00edses que tamb\u00e9m estejam entre os LDC ou tenham licen\u00e7a compuls\u00f3ria do medicamento.<\/p>\n<p>Com licenciamento compuls\u00f3rio no Brasil, o pa\u00eds poderia comprar gen\u00e9ricos do remdesivir de Bangladesh, por exemplo.<\/p>\n<p>Isso vai contra um dos principais argumentos da ind\u00fastria farmac\u00eautica e do governo brasileiro &#8211; de que n\u00e3o adianta pedir licen\u00e7a compuls\u00f3ria do rem\u00e9dio, porque o Brasil vai demorar muito para conseguir replicar o medicamento. Com a licen\u00e7a compuls\u00f3ria, enquanto n\u00e3o replica, pode importar de pa\u00edses que fabricam gen\u00e9ricos.<br \/>Foi o que aconteceu no Brasil em 2007, quando o governo brasileiro decretou a licen\u00e7a compuls\u00f3ria do Efavirenz, um dos antirretrovirais do coquetel para tratamento do HIV.<\/p>\n<p>O governo brasileiro tentou negociar com a detentora da patente, a Merck Sharp &amp; Dohme, uma redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o &#8211; queria que o comprimido, vendido a US$ 1,59 no Brasil, fosse comercializado pelo mesmo pre\u00e7o praticado na Tail\u00e2ndia, de US$ 0,65. A farmac\u00eautica ofereceu desconto bem menor, prop\u00f4s vender a US$ 1,11 o comprimido. O governo brasileiro n\u00e3o aceitou, e decretou o licenciamento compuls\u00f3rio.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, o governo importou o gen\u00e9rico do Efavirenz de laborat\u00f3rios na \u00cdndia, que repassaram a tecnologia para produ\u00e7\u00e3o nacional pelo laborat\u00f3rio Farmanguinhos, da Fiocruz. O gen\u00e9rico j\u00e1 era cerca de 70% mais barato que o patenteado. Depois de dois anos, o Farmanguinhos come\u00e7ou a produzir o gen\u00e9rico do efavirenz, a um pre\u00e7o bem menor do que rem\u00e9dio patenteado era vendido no pa\u00eds, e pagando royalties \u00e0 Merck Sharp &amp; Dohme.<\/p>\n<p>Mas o caso das vacinas \u00e9 mais complicado. Nenhum pa\u00eds conseguiu, at\u00e9 agora, fazer engenharia reversa de vacinas para covid. No Brasil, o Butant\u00e3 tem parceria com a Sinovac e a Fiocruz, com a AstraZeneca. Mesmo com acordo de transfer\u00eancia de tecnologia, os laborat\u00f3rios ainda n\u00e3o est\u00e3o efetivamente fabricando completamente as vacinas.<br \/>Opositores da lei afirmam que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter nova legisla\u00e7\u00e3o, uma vez que a atual lei de propriedade intelectual e o acordo Trips da OMC j\u00e1 permitem que os pa\u00edses baixem licen\u00e7as compuls\u00f3rias em casos de &#8220;emerg\u00eancia nacional&#8221;.<\/p>\n<p>Mesmo assim, isso raramente \u00e9 feito, por medo de retalia\u00e7\u00f5es dos laborat\u00f3rios e dificuldade de replicar os medicamentos. No Brasil, ocorreu uma \u00fanica vez, em 2007, com o Efavirenz.<\/p>\n<p>&#8220;Essa lei pode criar inseguran\u00e7a no Brasil e criar dificuldades na OMC&#8221;, diz Nelson Mussolini, presidente da Sindusfarma (Sindicado da ind\u00fastria de produtos farmac\u00eauticos do estado de S\u00e3o Paulo). Al\u00e9m do mais, diz Mussolini, a patente n\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 dificultando a compra de vacinas &#8211; o que falta \u00e9 capacidade. &#8220;O Brasil vai conseguir come\u00e7ar a produzir amanh\u00e3 essas vacinas?&#8221;, pergunta. &#8220;Essa \u00e9 uma discuss\u00e3o populista que n\u00e3o vai gerar efeitos pr\u00e1ticos para a popula\u00e7\u00e3o, e pode at\u00e9 dificultar a entrada do Brasil na OCDE.&#8221;<\/p>\n<p>No fim do ano passado, \u00cdndia e \u00c1frica do Sul, com apoio de mais de 110 pa\u00edses em desenvolvimento, fizeram uma proposta na OMC para suspender todas as patentes relacionadas a medicamentos e vacinas de covid enquanto durar a pandemia. Dessa maneira, argumentaram, seria poss\u00edvel aumentar a produ\u00e7\u00e3o em pa\u00edses pobres. Por enquanto, cerca de 90% das vacinas foram aplicadas em habitantes de pa\u00edses ricos ou de renda m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Pa\u00edses como EUA, Reino Unido e Uni\u00e3o Europeia, onde foram desenvolvidas as vacinas, bloquearam a iniciativa da \u00cdndia. O Brasil se alinhou aos pa\u00edses ricos e ficou contra a proposta.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria argumenta que a quebra de patentes retira os incentivos dos laborat\u00f3rios de investir em pesquisa e desenvolvimento, cruciais para a descoberta de novas drogas. Especialistas concordam, mas apontam que, no caso de muitos medicamentos e vacinas para Covid, grande parte do investimento veio de governos, e, por isso, as empresas deveriam praticar pre\u00e7os menores e aumentar o fornecimento.<\/p>\n<p>Neste m\u00eas, o Brasil anunciou apoio a uma esp\u00e9cie de terceira via na OMC. A proposta \u00e9 identificar pa\u00edses onde h\u00e1 capacidade ociosa de produ\u00e7\u00e3o e estimular as farmac\u00eauticas a fazerem transfer\u00eancia de tecnologia, voluntariamente. A iniciativa teria financiamento de bancos de desenvolvimento como Banco Mundial e Bid.<\/p>\n<p>Ativistas est\u00e3o c\u00e9ticos. &#8220;Vimos o que aconteceu com o C-Tap (pool de acesso a tecnologia) lan\u00e7ado pela OMS no ano passado &#8211; foi um fiasco, os laborat\u00f3rios n\u00e3o colaboraram&#8221;, diz Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual (GTPI). A ideia do C-TAP era fazer um pool de compartilhamento de tecnologias, dados e patentes relacionadas \u00e0 covid, mas a iniciativa n\u00e3o avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>Segundo ele, essa &#8220;terceira via&#8221; tamb\u00e9m depende da disposi\u00e7\u00e3o das farmac\u00eauticas de transferir tecnologia para fabrica\u00e7\u00e3o em outros pa\u00edses &#8211; e ele n\u00e3o acha que isso v\u00e1 ocorrer.<\/p>\n<p>No caso do projeto de lei que deve ser votado na semana que vem, a ideia \u00e9 tamb\u00e9m ser uma esp\u00e9cie de &#8220;terceira via&#8221;- uma legisla\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a compuls\u00f3ria que funcione como instrumento de press\u00e3o sobre as farmac\u00eauticas. Em negocia\u00e7\u00e3o, os laborat\u00f3rios concordariam com transfer\u00eancia de tecnologia e redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os para evitar a licen\u00e7a compuls\u00f3ria.<\/p>\n<p>Foi o que fez o ent\u00e3o ministro da sa\u00fade Jos\u00e9 Serra com o Nelfinavir, um dos medicamentos do coquetel anti-HIV. Em 2001, Serra amea\u00e7ou fazer licen\u00e7a compuls\u00f3ria, e o laborat\u00f3rio acabou reduzindo em 40% o pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas cr\u00edticos apontam fragilidades no projeto de lei. Vai depender do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade elaborar uma lista de rem\u00e9dios e vacinas alvos de licen\u00e7a compuls\u00f3ria. Uma vez que o governo federal \u00e9 abertamente contra o uso de licenciamento compuls\u00f3rio, o Minist\u00e9rio pode publicar uma lista sem nenhum medicamento, dizendo, por exemplo, que o Brasil n\u00e3o conseguiria fazer engenharia reversa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ativistas acham que as farmac\u00eauticas podem fazer corpo mole. N\u00e3o h\u00e1 prazo para a negocia\u00e7\u00e3o entre as farmac\u00eauticas e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e o \u00f3rg\u00e3o pode suspender o pedido de licen\u00e7a compuls\u00f3ria diante de meras &#8220;promessas&#8221; de transfer\u00eancia de tecnologia.<\/p>\n<p>&#8220;A licen\u00e7a compuls\u00f3ria \u00e9 essencial para alcan\u00e7ar tratamento e vacina\u00e7\u00e3o em massa, e, em tempos de emerg\u00eancia, deveria ser tornada a regra e n\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o. Esperamos que o senado caminhe nessa dire\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo porque j\u00e1 \u00e9 amplamente verificado que as licen\u00e7as volunt\u00e1rias falharam e n\u00e3o podem continuar sendo a \u00fanica op\u00e7\u00e3o. O substitutivo precisa fazer da licen\u00e7a compuls\u00f3ria uma pol\u00edtica de Estado, que n\u00e3o esteja sujeita \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do governo nem \u00e0 press\u00f5es da ind\u00fastria farmac\u00eautica&#8221;, diz Villardi.<\/p>\n<p>Procurado, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirmou: &#8220;A Anvisa acompanha a tramita\u00e7\u00e3o dos projetos de lei sobre licenciamento compuls\u00f3rio de medicamentos e vacinas no Congresso Nacional e se manifestar\u00e1 oportunamente.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1798366\/oportunistas-usam-covid-para-quebrar-patentes-dizem-farmaceuticas?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria farmac\u00eautica acusa o projeto de lei de licenciamento compuls\u00f3rio de rem\u00e9dios e vacinas<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":7771,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-7770","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7770\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}