{"id":76474,"date":"2022-06-13T22:08:17","date_gmt":"2022-06-14T01:08:17","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/06\/13\/endividamento-cresce-no-pais-e-cria-contingente-de-devedores-cronicos\/"},"modified":"2022-06-13T22:08:17","modified_gmt":"2022-06-14T01:08:17","slug":"endividamento-cresce-no-pais-e-cria-contingente-de-devedores-cronicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/06\/13\/endividamento-cresce-no-pais-e-cria-contingente-de-devedores-cronicos\/","title":{"rendered":"Endividamento cresce no Pa\u00eds e cria contingente de &#8216;devedores cr\u00f4nicos&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A bibliotec\u00e1ria Caroline Realon, 30 anos, define-se como devedora contumaz. Com um boleto da companhia de energia protestado e d\u00edvidas de R$ 7 mil no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, ela conta que lida com a inadimpl\u00eancia desde quando obteve seu primeiro cart\u00e3o de cr\u00e9dito, ainda na adolesc\u00eancia. &#8220;Entro e saio do Serasa, gasto mais do que ganho&#8221;, diz Caroline, que sofre de um certo desalento sobre a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o financeira: &#8220;Fico enrolando para pagar as contas. Vou deixar rolar e pagar quando der, porque n\u00e3o d\u00e1 para lutar contra os juros.&#8221;<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>O caso da bibliotec\u00e1ria ilustra a situa\u00e7\u00e3o financeira atual de milh\u00f5es de brasileiros. Dados do Serasa mostram um contingente de 65,7 milh\u00f5es de pessoas com contas vencidas, e o valor m\u00e9dio da d\u00edvida \u00e9 superior a R$ 4 mil &#8211; ambos os dados est\u00e3o perto da m\u00e1xima hist\u00f3rica e t\u00eam tend\u00eancia de alta at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p>Como no exemplo de Caroline, quem est\u00e1 devendo geralmente carrega o problema h\u00e1 muito tempo: segundo a empresa de an\u00e1lise de cr\u00e9dito Boa Vista, 83% das d\u00edvidas t\u00eam atrasos superiores a 90 dias.<\/p>\n<p>De acordo com Lauro Leite, presidente da Return, empresa de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito do Santander, al\u00e9m dos problemas com perda de emprego ou gastos inesperados, a falta de organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajuda a tornar as d\u00edvidas uma &#8220;bola de neve&#8221;. Ele diz, por exemplo, que \u00e9 comum o brasileiro pegar dinheiro emprestado de um cart\u00e3o de cr\u00e9dito para pagar a conta de outro. &#8220;O brasileiro \u00e9 cheio de cart\u00f5es&#8221;, diz.<\/p>\n<p>E, mesmo quem sai da lista de negativados, costuma voltar pouco tempo depois, segundo Eric Garmes de Oliveira, cofundador da Paschoalatto, que cobra d\u00edvidas para os principais bancos do Pa\u00eds. Para quem est\u00e1 preso nesse c\u00edrculo vicioso, diz ele, uma das recomenda\u00e7\u00f5es \u00e9 sempre mostrar disposi\u00e7\u00e3o em negociar e resolver a quest\u00e3o. &#8220;Isso \u00e9 importante para evitar que a d\u00edvida seja cobrada judicialmente&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Na luta para sair da lista de devedores h\u00e1 quatro anos, o representante comercial Anderson Kazuo, 32 anos, j\u00e1 fez diversas negocia\u00e7\u00f5es. Tudo come\u00e7ou em 2018, quando teve despesas extras com seu carro, mas n\u00e3o conseguiu manter as parcelas em dia. A partir da\u00ed, o problema s\u00f3 piorou: hoje, deve R$ 18 mil ao banco e ainda busca uma sa\u00edda para a quita\u00e7\u00e3o. A d\u00edvida s\u00f3 cresceu. &#8220;Fiz d\u00edvidas no cart\u00e3o o para pagar o conserto de um carro&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Nas conversas com o banco credor, no entanto, Anderson diz que nenhuma solu\u00e7\u00e3o ofertada atendeu \u00e0s suas necessidades. Segundo ele, a institui\u00e7\u00e3o s\u00f3 oferecia apenas a redu\u00e7\u00e3o da parcela mensal &#8211; o que, no fim das contas, ampliaria o total da d\u00edvida. &#8220;Tem uma oferta na Serasa reduzindo o valor pela metade, ent\u00e3o vou ver se consigo utilizar parte do meu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o) para finalizar esse empr\u00e9stimo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>HORIZONTE RUIM<\/strong><\/p>\n<p>E a situa\u00e7\u00e3o deve piorar. Economista da Serasa, Luiz Rabi afirma que a trajet\u00f3ria da inadimpl\u00eancia \u00e9 de alta, por causa da conflu\u00eancia negativa de renda em baixa, juro em alta e infla\u00e7\u00e3o galopante. &#8220;\u00c9 um momento ruim do ponto de vista financeiro. N\u00e3o vai ser simples diminuir o n\u00famero de inadimplentes&#8221;, diz.<\/p>\n<p>De acordo com a Boa Vista, o registro inadimplentes voltou a crescer em maio, pela quarta vez seguida. Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas em 2021, o indicador de d\u00edvidas em atraso subiu 12,7%. Segundo a entidade, a curva continuar &#8220;acelerada&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Rabi, em momentos de dificuldade, o consumidor prefere atrasar contas do dia a dia &#8211; como \u00e1gua e luz &#8211; do que ficar devendo para o banco, o que geralmente resulta em uma inclus\u00e3o mais r\u00e1pida nos servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito. E o brasileiro quer evitar isso, porque ter &#8220;nome limpo&#8221; para o parcelamento de necessidades de consumo.<\/p>\n<p>Para Elle Braude, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), o primeiro passo diante do endividamento \u00e9 buscar ajuda &#8211; muitas vezes, vale consultar um especialista. Isso porque o endividado deve ter em mente que as ofertas de refinanciamento dos bancos n\u00e3o s\u00e3o, em geral, a melhor op\u00e7\u00e3o para o cliente.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1916320\/endividamento-cresce-no-pais-e-cria-contingente-de-devedores-cronicos?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bibliotec\u00e1ria Caroline Realon, 30 anos, define-se como devedora contumaz. 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