{"id":74637,"date":"2022-06-02T17:08:19","date_gmt":"2022-06-02T20:08:19","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/06\/02\/por-que-o-orgulho-lgbt-e-comemorado-internacionalmente-em-junho-entenda\/"},"modified":"2022-06-02T17:08:19","modified_gmt":"2022-06-02T20:08:19","slug":"por-que-o-orgulho-lgbt-e-comemorado-internacionalmente-em-junho-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/06\/02\/por-que-o-orgulho-lgbt-e-comemorado-internacionalmente-em-junho-entenda\/","title":{"rendered":"Por que o Orgulho LGBT+ \u00e9 comemorado internacionalmente em junho? Entenda"},"content":{"rendered":"<p>Junho \u00e9 conhecido internacionalmente como o M\u00eas do Orgulho LGBT+, uma homenagem ao epis\u00f3dio que muitos historiadores consideram como o in\u00edcio da luta organizada pelos direitos dessa comunidade nos Estados Unidos e, paralelamente, em outros pa\u00edses ocidentais. Foi em 28 de junho de 1969 que os frequentadores do Stonewall Inn., bar gay no vilarejo de Greenwich, em Nova York, resolveram dar um basta nos anos de viol\u00eancia e persegui\u00e7\u00e3o policial aos seus membros e espa\u00e7os de conviv\u00eancia, causando o &#8220;levante&#8221; ou &#8220;revolta&#8221; que daria origem ao movimento LGBT+ de hoje.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, a pol\u00edcia de Nova York tinha o h\u00e1bito de invadir bares e baladas gays para prender quem encontrasse no caminho, mesmo que o indiv\u00edduo em quest\u00e3o n\u00e3o estivesse violando a lei. Em 29 de junho, ao tentar fazer o mesmo com um grupo de l\u00e9sbicas que estavam no Stonewall Inn, eles foram contra-atacados pelos outros frequentadores, que atiravam pedras, tijolos e moedas na viatura e davam in\u00edcio ao que mais tarde foi batizado de &#8220;levante&#8221; ou &#8220;revolta&#8221;, perdurando pelas semanas seguintes.<\/p>\n<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria exata de &#8220;quem atirou a primeira pedra&#8221; na Revolta de Stonewall \u00e9 incerta, mas muitos acreditam que uma das principais lideran\u00e7as a instigar o levante dos gays e l\u00e9sbicas frequentadores do bar foi a ativista transexual e drag queen Marsha P. Johnson. Em 2019, o jornal americano The New York Times entrevistou testemunhas vivas daquele epis\u00f3dio em busca de uma resposta, mas eles tamb\u00e9m divergem sobre a autoria do primeiro movimento, apesar de serem un\u00e2nimes ao creditar boa parte da animosidade a Marsha. <\/p>\n<\/p>\n<p>Acompanhada de Sylvia Rivera, outra mulher transexual e imigrante latina que trabalhava ao seu lado como prostituta, Marsha liderou uma passeata at\u00e9 o Central Park que come\u00e7ou naquele dia e se repetiu pelos pr\u00f3ximos. Era a primeira vez que a comunidade LGBT+ ocupava um espa\u00e7o p\u00fablico e em movimento, com placas, gritos e reivindica\u00e7\u00f5es de direitos b\u00e1sicos. Nascia, assim, a primeira Parada do Orgulho. <\/p>\n<\/p>\n<p><b>Movimento LGBT+ no Brasil<\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>Apesar de diferentes, os movimentos LGBT+ do Brasil e dos Estados Unidos carregam algumas semelhan\u00e7as. Talvez a principal delas seja que o nascimento de ambos se fez pela necessidade de uma estrutura social organizada frente \u00e0s viol\u00eancias policiais. Aqui, isso se tornou imperativo durante a ditadura militar. <\/p>\n<\/p>\n<p>Mesmo que o regime militar \u00e0 frente do Brasil entre 1964 e 1985 destinasse a censura e outras t\u00e1ticas de silenciamento ou intimida\u00e7\u00e3o a qualquer grupo de oposi\u00e7\u00e3o, havia uma persegui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u00e0 comunidade LGBT+, especialmente em S\u00e3o Paulo. No Estado, as opera\u00e7\u00f5es &#8220;Sapat\u00e3o&#8221; e &#8220;Tar\u00e2ntula&#8221;, lideradas pelo delegado Jos\u00e9 Wilson Richetti, do Departamento Estadual de Investiga\u00e7\u00f5es Criminais, tinham por objetivo a pris\u00e3o arbitr\u00e1ria de l\u00e9sbicas e travestis, respectivamente. <\/p>\n<\/p>\n<p>No Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo, portal mantido pelo governo do Estado, a predile\u00e7\u00e3o de Richetti \u00e9 explicada por aspas dele pr\u00f3prio, que defendia a ideia de &#8220;limpar a cidade dos assaltantes, traficantes de drogas, prostitutas, travestis, homossexuais e desocupados&#8221;. Ele mesmo declarava que cerca de 300 a 500 pessoas eram levadas diariamente \u00e0 delegacia.<\/p>\n<\/p>\n<p>Contra a persegui\u00e7\u00e3o, membros da comunidade LGBT+ come\u00e7aram a se organizar com publica\u00e7\u00f5es alternativas, como o Lampi\u00e3o da Esquina e o ChanacomChana, peri\u00f3dicos de nicho, vendidos \u00e0s escondidas em bancas de jornal ou bares, que traziam informa\u00e7\u00f5es sobre as opera\u00e7\u00f5es contra gays, l\u00e9sbicas e travestis. <\/p>\n<\/p>\n<p>Foi, inclusive, gra\u00e7as ao Chanacomchana e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de mulheres l\u00e9sbicas que temos o epis\u00f3dio conhecido como o &#8220;Stonewall brasileiro&#8221;. Em 19 de agosto de 1983, membros do Grupo A\u00e7\u00e3o L\u00e9sbica Feminista (Galf), organizadoras e leitoras da publica\u00e7\u00e3o, se revoltaram contra o dono do Ferro\u0092s Bar, que n\u00e3o queria mais a distribui\u00e7\u00e3o do peri\u00f3dico por ali, e protestaram em frente ao estabelecimento, dando origem tamb\u00e9m \u00e0 data em que hoje celebra-se o Dia do Orgulho L\u00e9sbico. <\/p>\n<\/p>\n<p>Apesar da articula\u00e7\u00e3o iniciada nesse per\u00edodo, o fim da ditadura militar coincidiu com a pandemia da Aids e o movimento LGBT+ organizado demorou anos at\u00e9 se reerguer novamente de forma organizada. Por aqui, a nossa primeira marcha foi em 1995, com poucas dezenas de pessoas andando pela Avenida Atl\u00e2ntica, em Copacabana, ap\u00f3s o fim da 17\u00aa confer\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex (ILGA).<\/p>\n<\/p>\n<p>A primeira Parada do Orgulho LGBT+ (\u00e0 \u00e9poca chamada apenas &#8220;Orgulho Gay&#8221;) viria apenas em 1997, na Avenida Paulista, na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo. Inspirado nas &#8220;marchas do orgulho&#8221; iniciadas por Marsha P. Johnson quase 30 anos antes e j\u00e1 popularizadas nos Estados Unidos, o evento que hoje \u00e9 o maior desse segmento em todo o mundo reuniu pouco mais de duas mil pessoas naquela edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<p>No ano seguinte, como mostra mat\u00e9ria publicada pelo <b>Estad\u00e3o<\/b>, o evento j\u00e1 contava com apoio dos sindicatos das costureiras e dos banc\u00e1rios, al\u00e9m de ter se espalhado por outras cinco capitais: Bras\u00edlia, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Rio. Aqui, o jornal descrevia o in\u00edcio da marcha: &#8220;Os carros passavam com os motoristas assustados, alguns com sorriso no rosto, admirando a passeata. Um arco-\u00edris de bal\u00f5es coloridos abriu passagem para  os participantes que aguardavam o in\u00edcio da parada.&#8221;<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1913510\/por-que-o-orgulho-lgbt-e-comemorado-internacionalmente-em-junho-entenda?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Junho \u00e9 conhecido internacionalmente como o M\u00eas do Orgulho LGBT+, uma homenagem ao epis\u00f3dio que<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":74638,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-74637","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74637\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}