{"id":732,"date":"2021-03-21T17:34:39","date_gmt":"2021-03-21T20:34:39","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/03\/21\/nova-geracao-do-agronegocio-cria-startups-para-unir-campo-e-tecnologia\/"},"modified":"2021-03-21T17:34:39","modified_gmt":"2021-03-21T20:34:39","slug":"nova-geracao-do-agronegocio-cria-startups-para-unir-campo-e-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/03\/21\/nova-geracao-do-agronegocio-cria-startups-para-unir-campo-e-tecnologia\/","title":{"rendered":"Nova gera\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio cria startups para unir campo e tecnologia"},"content":{"rendered":"<p>Os filhos de produtores rurais que saem do campo para estudar e depois voltam para as fazendas, trazendo tecnologias e ferramentas de gest\u00e3o, n\u00e3o se destacam apenas ao assumir o comando das propriedades da fam\u00edlia. Esses jovens tamb\u00e9m est\u00e3o criando startups voltadas ao agroneg\u00f3cio, oferecendo solu\u00e7\u00f5es para problemas que conhecem de perto.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>A catarinense Horse Machine, por exemplo, foi fundada por Guilherme Kieling e Cleomar Matuchaki e cria m\u00e1quinas que ajudam nas colheitas de pequenas propriedades da Regi\u00e3o Sul do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 a mineira Mariana Vasconcelos, da Agrosmart, coleta e analisa dados para irriga\u00e7\u00e3o de planta\u00e7\u00f5es. Eduardo Rezende, tamb\u00e9m do interior de Minas, desenvolveu com a Agrosolutions um sistema de gerenciamento de propriedades rurais. No caso do ga\u00facho Elias Sgarbossa, da Z2S Sistemas, do Rio Grande do Sul, a ideia foi criar um sistema que automatiza a limpeza de ordenhadeiras.<\/p>\n<p>Segundo pesquisa da Agtechgarage, as startups voltadas para o campo se concentram em S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Paran\u00e1. E a maioria oferece servi\u00e7os de suporte \u00e0 agricultura de precis\u00e3o (como dados que ajudam o produtor a definir a quantidade de defensivos a ser aplicada), internet das coisas (IoT) e gest\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Com os resultados positivos do agroneg\u00f3cio, mesmo depois da pandemia do novo coronav\u00edrus e em um momento de crise para os demais setores, as pessoas est\u00e3o digitalizando suas fazendas. Mas alguns clientes tamb\u00e9m sentiram os impactos da covid-19. &#8220;Por mais que o produtor tenha segurado a receita e tenha tido um aumento da produtividade, muitos investimentos para inova\u00e7\u00e3o acabaram sendo represados&#8221;, avalia Rezende.<\/p>\n<p>Ainda assim, esses empreendedores sentem que h\u00e1 um aumento no n\u00famero de jovens iniciando neg\u00f3cios no campo e que o interesse das novas gera\u00e7\u00f5es em desenvolver projetos de tecnologia sinaliza a for\u00e7a do agroneg\u00f3cio. A seguir, algumas dessas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>\u0091MUITA FAZENDA AINDA N\u00c3O SE V\u00ca COMO EMPRESA\u0092<\/strong><\/p>\n<p>Eduardo Rezende, de 35 anos, \u00e9 filho e neto de produtores de caf\u00e9, eucalipto e criadores de gado no interior de Minas Gerais. Cresceu na fazenda, mas com um p\u00e9 na tecnologia. Ele chegou a morar em grandes cidades antes de voltar ao campo, mas via desde cedo que uma das principais barreiras, em um contexto de aumento da competitividade, era a baixa profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o das propriedades.<\/p>\n<p>Quando criou a startup Agrosolutions, h\u00e1 seis anos, empresa que oferece um sistema de gest\u00e3o agr\u00edcola para os produtores rurais, ele, que \u00e9 formado em ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 mirava nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es do campo, por perceber que a sucess\u00e3o familiar e o aumento da participa\u00e7\u00e3o dos filhos de propriet\u00e1rios no cotidiano das fazendas fariam crescer tamb\u00e9m a demanda por tecnologia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser um exemplo desse movimento, ele v\u00ea na pr\u00e1tica que as propriedades rurais est\u00e3o se digitalizando impulsionadas pela nova gera\u00e7\u00e3o. &#8220;Muitas fazendas ainda t\u00eam uma estrutura muito familiar, n\u00e3o \u00e9 como uma empresa, em que a parte financeira e cont\u00e1bil, por exemplo, s\u00e3o organizadas. Tudo acaba ficando na m\u00e3o do produtor, que na maior parte das vezes n\u00e3o tem familiaridade com tecnologia. E \u00e9 preciso melhorar a conectividade no campo.&#8221;<\/p>\n<p>Mas ele lembra que tamb\u00e9m est\u00e1 aumentando o perfil de produtores que se interessam por implementar outras t\u00e9cnicas de inova\u00e7\u00e3o em suas terras, como o uso de drones e de an\u00e1lise de solo por geolocaliza\u00e7\u00e3o, e esse \u00e9 o p\u00fablico-alvo das startups voltadas para o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Com a tecnologia cada vez mais presente no cotidiano das fazendas, a gest\u00e3o agr\u00edcola deve ganhar espa\u00e7o. E em vez de tentar convencer o produtor mais velho, Rezende foca no produtor mais jovem que busca por ferramentas para aumentar a efici\u00eancia. &#8220;No come\u00e7o, era dif\u00edcil explicar os ganhos de produtividade que a gest\u00e3o agr\u00edcola trazia a alguns produtores mais tradicionais. Com o aumento de participa\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es mais jovens na tomada de decis\u00f5es, tem ficado mais f\u00e1cil vender o nosso servi\u00e7o.&#8221;<\/p>\n<p>Ao adotarem um sistema de gest\u00e3o agr\u00edcola, as propriedades conseguem organizar processos internos, evitar a perda de produtos no estoque, fazer um controle melhor de pedidos de insumos e defensivos e ter ganhos de precis\u00e3o. A fazenda \u00e9 enxergada como uma empresa convencional, e o sistema controla desde o recebimento de produtos at\u00e9 o controle de manuten\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas.<\/p>\n<p>No caso de Rezende, a propriedade da fam\u00edlia foi o campo de provas da plataforma. Hoje, ele presta servi\u00e7o para 60 fazendas, de agricultores de caf\u00e9 a pecuaristas. &#8220;Mas a demanda \u00e9 muito maior. Nem 5% das propriedades hoje t\u00eam um sistema de gest\u00e3o. Mas nos pr\u00f3ximos anos, conforme as novas gera\u00e7\u00f5es forem assumindo o controle das fazendas, as plataformas v\u00e3o ganhar espa\u00e7o. Ainda h\u00e1 muito ch\u00e3o a percorrer para a tecnologia no agro.&#8221;<\/p>\n<p><strong>\u0091TECNOLOGIA 4.0 TAMB\u00c9M CABE NO AGRONEG\u00d3CIO\u0092<\/strong><\/p>\n<p>Crescendo em uma fam\u00edlia de produtores de milho e de pastagens, Mariana Vasconcelos, de 29 anos, viu de perto o aumento da demanda por tecnologia no campo. &#8220;E o produtor hoje, al\u00e9m dos problemas corriqueiros, tem de lidar com o desafio de ao mesmo tempo ter de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e contornar a falta de \u00e1gua e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mariana lembra que o clima sempre foi uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es do produtor rural &#8211; desde a inf\u00e2ncia, ela ouvia os pais reclamarem da chuva que veio de surpresa ou do tempo seco mais longo do que se esperava. Al\u00e9m disso, o uso de dados para implementar pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis na lavoura era quase fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>&#8220;Cresci no campo, acompanhando meu pai, que \u00e9 produtor no sul de Minas Gerais. As dificuldades na hora de tomar uma decis\u00e3o s\u00e3o muitas e o caminho era sempre o de confiar na intui\u00e7\u00e3o ou observar o que o vizinho estava fazendo&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Ao se formar em administra\u00e7\u00e3o, ela passou a se perguntar como trazer mais tecnologia para a propriedade dos pais e para o c\u00edrculo social deles. &#8220;Por que a gente n\u00e3o usa as tecnologias 4.0 para o agroneg\u00f3cio? O setor de tecnologia ainda tem muito a evoluir no Pa\u00eds, mas o Brasil \u00e9 autoridade no agroneg\u00f3cio. A inten\u00e7\u00e3o era juntar esses dois mundos.&#8221;<\/p>\n<p>Ela, que foi reconhecida em listas de jovens de destaque, como a de talentos com menos de 30 anos da revista<\/p>\n<p>Forbes, \u00e9 uma das fundadoras da Agrosmart, startup que oferece servi\u00e7os de agricultura de precis\u00e3o, como estudo de solo e clima para aumentar a efici\u00eancia da propriedade e reduzir custos. &#8220;Por muito tempo, cultivou-se a ideia de que a vida melhor estava na cidade e o importante era estudar para sair do campo. Isso est\u00e1 mudando.&#8221;<\/p>\n<p>Fundada em 2014, a empresa atende cerca de 800 mil hectares ou mais de 4 mil produtores. Com o servi\u00e7o, que \u00e9 oferecido a partir de R$ 99 por m\u00eas, algumas fazendas conseguiram reduzir em at\u00e9 60% o uso de \u00e1gua, 40% o de insumos e aumentar a produ\u00e7\u00e3o em at\u00e9 20%.<\/p>\n<p><strong>\u0091MEU FUTURO ESTAVA NA CIDADE, MAS ISSO MUDOU\u0092<\/strong><\/p>\n<p>Quando o filho de ex-criadores de gado e produtores de gr\u00e3os Elias Sgarbossa, de 28 anos, come\u00e7ou a faculdade, a ideia era n\u00e3o voltar para o campo, relembra o ga\u00facho de Ibiraiaras. &#8220;At\u00e9 meus pais diziam que a atividade rural era muito sacrificante, sem descanso e que dava pouco lucro. O futuro parecia estar na cidade. Mas, a\u00ed, tudo mudou.&#8221;<\/p>\n<p>Ele conta que, j\u00e1 no come\u00e7o da gradua\u00e7\u00e3o, percebeu que poderia aplicar na propriedade da fam\u00edlia o conhecimento t\u00e9cnico que estava recebendo e ajudar o pai a rever m\u00e9todos de trabalho, aumentar a produtividade e a lucratividade &#8211; e ainda vender solu\u00e7\u00f5es para outros produtores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia tinha muito trabalho com a limpeza dos equipamentos de ordenha, feito duas vezes por dia. O processo levava em torno de 30 minutos e era preciso cumprir diferentes par\u00e2metros, como a temperatura da \u00e1gua e a quantidade utilizada de detergente.<\/p>\n<p>O engenheiro desenvolveu, ent\u00e3o, um sistema que automatiza a limpeza das ordenhadeiras. &#8220;Era preciso ter uma limpeza eficiente, para que a qualidade n\u00e3o ca\u00edsse e evitar uma queda no pre\u00e7o cobrado pelo leite.&#8221; H\u00e1 cinco anos, ele protocolou o pedido de patente do prot\u00f3tipo e criou a startup Z2S Sistemas, com ajuda de um professor e de um colega da faculdade.<\/p>\n<p>&#8220;Era um problema cr\u00f4nico de v\u00e1rios pequenos e m\u00e9dios produtores. J\u00e1 existiam solu\u00e7\u00f5es para isso, mas que n\u00e3o eram totalmente automatizadas. Em algum momento, o produtor precisava estar l\u00e1 durante o procedimento para acompanhar a limpeza. Com o nosso sistema, a limpeza \u00e9 autom\u00e1tica.&#8221;<\/p>\n<p>A propriedade da fam\u00edlia serviu de teste para o equipamento, e a contagem bacteriana total (CBT) do leite, que \u00e9 um dos indicadores de qualidade, baixou de 40 mil para 2 mil. Com esse resultado, os produtores passaram a receber R$ 0,06 a mais por litro. O processo completo de limpeza passou a ser feito em 20 minutos e a startup de Elias, que j\u00e1 tem tr\u00eas equipamentos instalados, agora est\u00e1 em processo de captar investimentos.<\/p>\n<p><strong>&#8216;FAM\u00cdLIA FOI COBAIA DOS NOSSOS EQUIPAMENTOS&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Ofilho de pecuaristas ga\u00fachos Guilherme Kieling e o catarinense Cleomar Matuchaki, filho de produtores de tabaco, tinham em comum o objetivo de criar tecnologia a um custo baixo o suficiente para caber no bolso de pequenos agricultores.<\/p>\n<p>&#8220;A propriedade da fam\u00edlia \u00e9 pequena. E, desde cedo, sempre ouvia que tinha de estudar, para poder sair do campo&#8221;, diz Kieling. &#8220;Sempre fui curioso e me interessei por m\u00e1quinas. Da\u00ed, me perguntei: ser\u00e1 que posso transformar isso em um neg\u00f3cio \u00fatil para o produtor?&#8221;<\/p>\n<p>Com esse objetivo, eles fundaram h\u00e1 pouco mais de um ano a startup Horse Machine no interior de Santa Catarina, que desenvolve m\u00e1quinas voltadas especialmente para os pequenos produtores de frutas &#8211; um p\u00fablico expressivo na regi\u00e3o. A empresa \u00e9 parte de uma incubadora local e se prepara para captar investimentos fora.<\/p>\n<p>&#8220;Existe uma grande oferta de tecnologia para os grandes propriet\u00e1rios. Mas os pequenos n\u00e3o t\u00eam acesso a esses equipamentos. Nosso objetivo era melhorar a oferta para esses pequenos agricultores que t\u00eam problemas parecidos com os dos nossos pais&#8221;, diz Kieling.<\/p>\n<p>Ele conta que come\u00e7ou a testar as primeiras m\u00e1quinas h\u00e1 pouco mais de dois anos. &#8220;Amigos do interior e a pr\u00f3pria fam\u00edlia foram as \u0091cobaias\u0092. A partir delas, \u00edamos fazendo ajustes e divulgando o produto.&#8221;<\/p>\n<p>Hoje, s\u00e3o mais de 20 modelos projetados, sendo quatro tipos de m\u00e1quinas que ainda n\u00e3o eram oferecidas aos produtores. Esses equipamentos ajudam na cultura da ma\u00e7\u00e3, forte na regi\u00e3o de Crici\u00fama e S\u00e3o Joaquim, no interior catarinense.<\/p>\n<p>&#8220;Era uma cultura que a gente n\u00e3o conhecia de perto, mas nos aproximamos de produtores locais, que nos contavam as demandas que tinham. Uma das m\u00e1quinas, por exemplo, coleta os galhos, o que era feito manualmente, de forma lenta.&#8221;<\/p>\n<p>O trabalho que levava uma manh\u00e3 inteira, agora \u00e9 conclu\u00eddo em uma hora. Uma das empilhadeiras \u00e9 vendida por um quarto do pre\u00e7o de uma convencional e as m\u00e1quinas deles, que custam a partir de R$ 2 mil, est\u00e3o operando em mais de cem propriedades.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <strong>O Estado de S. Paulo.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1788152\/nova-geracao-do-agronegocio-cria-startups-para-unir-campo-e-tecnologia?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os filhos de produtores rurais que saem do campo para estudar e depois voltam para<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":733,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-732","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=732"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/732\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}