{"id":68447,"date":"2022-04-24T19:08:31","date_gmt":"2022-04-24T22:08:31","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/04\/24\/macron-supera-desgaste-e-vence-na-franca\/"},"modified":"2022-04-24T19:08:31","modified_gmt":"2022-04-24T22:08:31","slug":"macron-supera-desgaste-e-vence-na-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/04\/24\/macron-supera-desgaste-e-vence-na-franca\/","title":{"rendered":"Macron supera desgaste e vence na Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>MICHELE OLIVEIRA<br \/>MIL\u00c3O, IT\u00c1LIA (FOLHAPRESS) &#8211; Cinco anos ap\u00f3s chegar ao poder como um novato, Emmanuel Macron, 44, resgatou, neste domingo (24), uma tend\u00eancia que andava fora de moda na Fran\u00e7a havia 20 anos -a reelei\u00e7\u00e3o. Antes dele, s\u00f3 Jacques Chirac (1995-2007), Fran\u00e7ois Mitterrand (1981-1995) e Charles de Gaulle (1959-1969) haviam sido eleitos para um segundo mandato na Quinta Rep\u00fablica francesa, como \u00e9 chamado o per\u00edodo ap\u00f3s 1958.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>A vit\u00f3ria de agora foi mais apertada do que aquela que o levou ao poder em 2017 e veio marcada, no discurso da vit\u00f3ria, pela promessa de mudan\u00e7as e por acenos a outros campos, vindos de um sujeito que assumiu se dizendo &#8220;nem de esquerda nem de direita&#8221;. O peso de ter novamente barrado a ultradireita, por\u00e9m, tem simbolismos importantes.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um sinal de refortalecimento para ele, porque a chance de vit\u00f3ria de Marine Le Pen pareceu muito real no primeiro turno. E ele alcan\u00e7a algo que os dois presidentes que o antecederam n\u00e3o conseguiram&#8221;, avalia Sylvain Kahn, ge\u00f3grafo e professor de assuntos europeus do departamento de hist\u00f3ria da Sciences Po, em Paris -a refer\u00eancia \u00e9 a Nicolas Sarkozy e Fran\u00e7ois Hollande, que se limitaram a um \u00fanico mandato.<\/p>\n<p>Poucos poderiam imaginar que aquele candidato de 2017 chegaria t\u00e3o longe. Novato, tanto pela idade como pela trajet\u00f3ria pol\u00edtico-partid\u00e1ria. Macron se tornou presidente aos 39 anos, o mais jovem da hist\u00f3ria do pa\u00eds -antes dele, s\u00f3 Lu\u00eds Napole\u00e3o Bonaparte, em 1848, aos 40. E chegou ao poder sem nunca antes ter sido eleito para um cargo.<\/p>\n<p>Depois de trabalhar para o banco Rothschild (o que contribui ainda hoje para a pecha de &#8220;presidente dos ricos&#8221;), tornou-se secret\u00e1rio-geral-adjunto da Presid\u00eancia sob o socialista Hollande, de quem tamb\u00e9m foi ministro da Economia entre 2014 e 2016. Deixou o governo para lan\u00e7ar o pr\u00f3prio partido, A Rep\u00fablica em Marcha, que, nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de 2017, conseguiu 308 cadeiras e lhe garantiu a maioria na Assembleia Nacional.<\/p>\n<p>Ascendeu como um pol\u00edtico independente, prometendo romper com a pol\u00edtica tradicional e se posicionando como um centrista radical. Hoje considerado de centro-direita por sua pol\u00edtica reformista liberal, \u00e9 apontado como um dos respons\u00e1veis pelo colapso dos dois partidos hist\u00f3ricos, socialistas e republicanos \u2013que, no primeiro turno, receberam \u00ednfimos 6,5% dos votos, na somat\u00f3ria de Anne Hidalgo e Val\u00e9rie P\u00e9cresse.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, viu uma maior mobiliza\u00e7\u00e3o entre os eleitores de candidatos com discurso radical antissistema. Na primeira etapa do pleito, somaram 52% os votos concedidos a Le Pen, ao ultraesquerdista Jean-Luc M\u00e9lenchon e ao ultradireitista \u00c9ric Zemmour.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda hoje Macron permanece um mist\u00e9rio: um l\u00edder que veio do nada, n\u00e3o pertence a nenhum sistema partid\u00e1rio, desafia r\u00f3tulos ideol\u00f3gicos e \u00e9 estranhamente sem ra\u00edzes&#8221;, escreveu a jornalista e sua bi\u00f3grafa Sophie Pedder na revista The Economist.<\/p>\n<p>Casado desde 2007 com Brigitte Trogneux, 24 anos mais velha e que foi sua professora na escola, Macron n\u00e3o tem filhos.<\/p>\n<p>Conturbado tanto no \u00e2mbito dom\u00e9stico quanto no externo, seu primeiro mandato foi marcado, na primeira metade, pelo movimento dos Coletes Amarelos, uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es de rua que o for\u00e7ou a recuar de uma taxa que aumentaria o pre\u00e7o dos combust\u00edveis. E, na reta final, pelos dois anos da pandemia de Covid-19 e pela Guerra da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Foi na crise sanit\u00e1ria que Macron fortaleceu seu protagonismo como l\u00edder na Uni\u00e3o Europeia, uma bandeira desde sempre na origem de seu posicionamento. Desde que chegou ao Pal\u00e1cio do Eliseu, proclamava a necessidade de uma &#8220;Europa soberana&#8221;, aut\u00f4noma tanto do ponto de vista de Defesa como econ\u00f4mico. Ao lado da Alemanha de Angela Merkel, arquitetou o plano de recupera\u00e7\u00e3o da pandemia, de EUR 750 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Enquanto \u00e9 reconhecido por ter tornado a Fran\u00e7a mais atrativa para os novos neg\u00f3cios e pela recupera\u00e7\u00e3o interna da crise econ\u00f4mica causada pela pandemia -o desemprego \u00e9 o menor em quase 14 anos-, ao mesmo tempo encontra um pa\u00eds dividido e abalado pelo custo de vida em alta nos \u00faltimos meses, um dos impactos do aumento do pre\u00e7o da energia.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma Presid\u00eancia muito mais forte na pol\u00edtica externa e mais fraca internamente, o que se pode notar pelos resultados do primeiro turno e pela falta de apoio entre os jovens&#8221;, avalia a analista Teresa Coratella, do Conselho Europeu de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Na faixa entre 18 e 34 anos, Macron teve menos votos do que seus advers\u00e1rios principais, Le Pen e M\u00e9lenchon.<\/p>\n<p>Segundo Coratella, para o rec\u00e9m-reeleito come\u00e7a agora o per\u00edodo mais dif\u00edcil de sua Presid\u00eancia. No plano dom\u00e9stico, a miss\u00e3o de melhorar seu relacionamento com os franceses e de convenc\u00ea-los de que seu projeto europeu n\u00e3o amea\u00e7a os interesses nacionais. Internacionalmente, uma guerra dentro da Europa, da qual ainda n\u00e3o se v\u00ea a sa\u00edda.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/mundo\/1903978\/macron-supera-desgaste-e-vence-na-franca-mas-2-mandato-guarda?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MICHELE OLIVEIRAMIL\u00c3O, IT\u00c1LIA (FOLHAPRESS) &#8211; Cinco anos ap\u00f3s chegar ao poder como um novato, Emmanuel<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":68448,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-68447","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68447\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}