{"id":6713,"date":"2021-04-19T12:10:01","date_gmt":"2021-04-19T15:10:01","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/04\/19\/viagens-a-negocios-nao-voltarao-ao-pre-covid\/"},"modified":"2021-04-19T12:10:01","modified_gmt":"2021-04-19T15:10:01","slug":"viagens-a-negocios-nao-voltarao-ao-pre-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/04\/19\/viagens-a-negocios-nao-voltarao-ao-pre-covid\/","title":{"rendered":"Viagens a neg\u00f3cios n\u00e3o voltar\u00e3o ao pr\u00e9-covid"},"content":{"rendered":"<p>S\u00f3cio-administrador do escrit\u00f3rio Machado Meyer Advogados, Tito Andrade era conhecido dos funcion\u00e1rios do Aeroporto de Congonhas, em S\u00e3o Paulo. Antes da pandemia, costumava v\u00ea-los pelo menos duas vezes por semana: na ida e na volta de suas viagens a neg\u00f3cios. Com unidades em Bras\u00edlia, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o escrit\u00f3rio frequentemente enviava seus advogados a essas cidades para reuni\u00f5es. Nos \u00faltimos 12 meses, por\u00e9m, Andrade viajou apenas cinco vezes. Voos devem voltar \u00e0 rotina de Andrade assim que for poss\u00edvel, diz ele, mas n\u00e3o com a mesma frequ\u00eancia. O advogado imagina que a redu\u00e7\u00e3o pode chegar a 40% na compara\u00e7\u00e3o com o pr\u00e9-pandemia.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>A estimativa de Andrade \u00e9 um pouco mais dr\u00e1stica do que a da consultoria Bain &amp; Company, que projeta um recuo definitivo de 35% para o segmento de viagens corporativas, o que afetar\u00e1 empresas a\u00e9reas, hot\u00e9is, ag\u00eancias de turismo e toda uma cadeia relacionada ao setor.<\/p>\n<p>Dados da Global Business Travel Association (associa\u00e7\u00e3o internacional do setor) indicam que essa ind\u00fastria movimentou US$ 1,4 trilh\u00e3o em 2018 globalmente &#8211; pouco mais da metade disso apenas nos EUA e na China. No Brasil, foram US$ 30 bilh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por pagar passagens a\u00e9reas mais caras e di\u00e1rias em hot\u00e9is de luxo, o turismo corporativo passar\u00e1 por uma transforma\u00e7\u00e3o profunda decorrente da necessidade de as empresas economizarem e ap\u00f3s elas terem conferido que muitas viagens n\u00e3o s\u00e3o mais necess\u00e1rias com a populariza\u00e7\u00e3o das videoconfer\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;O efeito dessa acelera\u00e7\u00e3o do trabalho remoto vai comer mais ou menos 35% das viagens a neg\u00f3cios de forma permanente. Essa \u00e9 a nossa primeira estimativa, mas pode ser mais&#8221;, destaca o consultor Andr\u00e9 Castellini, s\u00f3cio da Bain.<\/p>\n<p>O que conseguir sobreviver desse setor deve enfrentar uma retomada lenta. Um estudo da consultoria McKinsey mostra que viagens internacionais a neg\u00f3cios originadas nos EUA levaram cinco anos para se recuperar completamente ap\u00f3s a crise de 2008, enquanto as viagens a lazer levaram apenas dois anos.<\/p>\n<p>Castellini, da Bain &amp; Company, conta que, em reuni\u00f5es com executivos de empresas, quando pergunta sobre o lado positivo da quarentena, a maioria cita o fato de estar viajando menos e tendo mais tempo com a fam\u00edlia. Segundo ele, na pr\u00f3pria Bain, a redu\u00e7\u00e3o nas viagens deve chegar a 40%. Hoje, os funcion\u00e1rios est\u00e3o viajando 15% do que costumavam.<\/p>\n<p>O corte, diz Castellini, ser\u00e1 sobretudo em atividades internas, como recrutamento. Antes da pandemia, nas tr\u00eas rodadas de entrevistas que a empresa fazia com candidatos de fora do Pa\u00eds, um funcion\u00e1rio era enviado para fazer a sele\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a pandemia, as duas primeiras fases ser\u00e3o online. Das viagens a treinamento, 25% devem ser eliminadas na consultoria.<\/p>\n<p>No escrit\u00f3rio Machado Meyer, viagens que tinham como objetivo construir rela\u00e7\u00f5es com clientes devem ser retomadas. Mas aquelas em que o advogado perdia o dia todo em deslocamento para fazer apenas uma reuni\u00e3o ser\u00e3o extintas.<\/p>\n<p>&#8220;Algumas reuni\u00f5es presenciais s\u00e3o importantes e permitem decis\u00f5es mais r\u00e1pidas, al\u00e9m de uma compreens\u00e3o mais clara do que o interlocutor est\u00e1 pensando. Por outro lado, tinha reuni\u00f5es e viagens que eram desnecess\u00e1rias e que provavelmente vamos continuar fazendo por v\u00eddeo&#8221;, diz Andrade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das viagens dom\u00e9sticas semanais que realizava, o advogado costumava ir seis vezes por ano ao exterior a trabalho. A Europa e os EUA eram os destinos mais frequentes, mas a \u00c1sia tamb\u00e9m aparecia nos roteiros e, nesse caso, a viagem era em classe executiva.<\/p>\n<p><strong>Setor a\u00e9reo<\/strong><\/p>\n<p>O setor corporativo \u00e9 o maior respons\u00e1vel pela demanda por passagens executivas e pernoites em hot\u00e9is de luxo. Antes da pandemia, as passagens em primeira classe e na executiva eram, em m\u00e9dia, cinco vezes mais caras do que as da econ\u00f4mica. Com isso, esses bilhetes eram cruciais na receita das empresas, representando 30% do faturamento das companhias internacionais. Agora, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transportes A\u00e9reos (Iata), a diferen\u00e7a de pre\u00e7o entre as classes premium e a mais barata \u00e9 apenas o dobro. Essas tarifas mais baratas devem dificultar a recupera\u00e7\u00e3o do setor a\u00e9reo, de acordo com a entidade.<\/p>\n<p>No caso da Gol, como a empresa tinha poucos voos internacionais, esse impacto da classe executiva \u00e9 limitado. Ainda assim, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de passageiros a neg\u00f3cios. Relat\u00f3rio do Ita\u00fa BBA aponta que, antes da pandemia, 70% da receita da empresa com venda de passagens era gerada no segmento corporativo, apesar de ele representar apenas 30% do n\u00famero de passageiros. Hoje, essa participa\u00e7\u00e3o da receita \u00e9 de 25%.<\/p>\n<p>Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em dezembro, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, reconheceu que um ter\u00e7o das viagens corporativas deve desaparecer. &#8220;Mas inspe\u00e7\u00f5es de engenharia e reuni\u00f5es para vendas v\u00e3o continuar presenciais. Uma reuni\u00e3o presencial vai acabar sendo at\u00e9 um diferencial competitivo&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Na Azul, entre 60% e 65% dos passageiros eram corporativos antes da pandemia. Questionado sobre uma redu\u00e7\u00e3o permanente desse mercado, o presidente da companhia a\u00e9rea, John Rodgerson, disse que outras demandas podem substituir a que se tinha antes, como a de profissionais viajando para o litoral para trabalhar remotamente. &#8220;Claro que o mercado vai ser diferente, mas o setor a\u00e9reo est\u00e1 crescendo no Brasil. Nos EUA, onde o mercado estava est\u00e1vel, a recupera\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo r\u00e1pida. Imagina aqui, onde havia crescimento.&#8221;<\/p>\n<p>Em nota, a Latam informou que \u00e9 &#8220;fato que as viagens corporativas t\u00eam impacto relevante e direto nas receitas do setor, pois, historicamente, apresentam um t\u00edquete m\u00e9dio mais alto e isso contribui em larga escala para margem da companhia&#8221;. &#8220;A Latam permanece acompanhando este cen\u00e1rio e acredita que haver\u00e1, no futuro, uma jornada mais h\u00edbrida, permitindo, aos poucos, a volta do passageiro corporativo.&#8221; As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <strong>O Estado de S. Paulo.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1796612\/viagens-a-negocios-nao-voltarao-ao-pre-covid?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3cio-administrador do escrit\u00f3rio Machado Meyer Advogados, Tito Andrade era conhecido dos funcion\u00e1rios do Aeroporto de<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":6714,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-6713","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6713","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6713"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6713\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6714"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}