{"id":57514,"date":"2022-02-20T12:08:37","date_gmt":"2022-02-20T15:08:37","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/02\/20\/geracao-suja-acelera-planos-de-transicao-energetica-na-amazonia\/"},"modified":"2022-02-20T12:08:37","modified_gmt":"2022-02-20T15:08:37","slug":"geracao-suja-acelera-planos-de-transicao-energetica-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/02\/20\/geracao-suja-acelera-planos-de-transicao-energetica-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o &#8216;suja&#8217; acelera planos de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil vive uma contradi\u00e7\u00e3o. Apesar da matriz el\u00e9trica invej\u00e1vel, com 83% de fontes renov\u00e1veis, o Pa\u00eds mant\u00e9m na Amaz\u00f4nia &#8211; s\u00edmbolo do meio ambiente &#8211; um parque gerador altamente poluente. Ali, 90% de toda a energia produzida vem de termoel\u00e9tricas movidas a \u00f3leo diesel, grande emissor de CO2.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Durante anos, isso n\u00e3o era motivo de preocupa\u00e7\u00f5es. Mas, em um mundo em que a sustentabilidade ganha cada vez mais relev\u00e2ncia, essa realidade come\u00e7a a incomodar a ponto de o governo iniciar um processo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do m\u00eas, o Minist\u00e9rio de Minas e Energia abriu uma consulta p\u00fablica para aprimorar as contrata\u00e7\u00f5es no Sistema Isolado, que inclui sete Estados do Norte e do Centro-Oeste e o arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha. Hoje, grande parte do Brasil \u00e9 atendida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), formado por uma ampla rede de transmiss\u00e3o que permite o interc\u00e2mbio de energia entre as regi\u00f5es. Se uma \u00e1rea gera menos, outra pode ajudar no abastecimento mandando mais energia.<\/p>\n<p>Na Amaz\u00f4nia, pela falta dessa interliga\u00e7\u00e3o, pela sensibilidade ambiental e por ter comunidades pequenas e dispersas, a energia el\u00e9trica \u00e9 produzida localmente. No total, s\u00e3o 251 sistemas isolados, tamb\u00e9m chamados pelo professor da UFRJ, Nivalde de Castro, de &#8220;ilhas de polui\u00e7\u00e3o&#8221;. Nesses sistemas, h\u00e1 desde pequenas comunidades, com popula\u00e7\u00e3o de 15 habitantes, at\u00e9 cidades maiores como Cruzeiro do Sul (AC) e Boa Vista (RR) &#8211; \u00fanica capital ainda n\u00e3o conectada ao Sistema Interligado Nacional -, com 80 mil e 419 mil pessoas, respectivamente.<\/p>\n<p>Mudar essa realidade n\u00e3o \u00e9 trivial. Por se tratar de sistemas que n\u00e3o se conversam, as fontes de gera\u00e7\u00e3o precisam ser seguras para evitar que a popula\u00e7\u00e3o fique sem energia. Para instalar plantas solares, por exemplo, \u00e9 preciso ter um backup, um tipo de usina que possa suprir a demanda quando n\u00e3o h\u00e1 sol para produzir energia. No resto do Pa\u00eds, quando a usina solar produz menos, ela \u00e9 compensada por outras fontes de energia, como e\u00f3lica e hidrel\u00e9trica.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 o desafio de fazer a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de uma forma mais acelerada. Precisamos de fontes que deem seguran\u00e7a na entrega de energia a qualquer momento&#8221;, diz o diretor dos Estudos de Energia da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), Erik Eduardo Rego. Uma alternativa, diz ele, s\u00e3o as usinas h\u00edbridas, como fotovoltaica e bateria ou biodiesel e diesel. &#8220;Estamos tentando estimular essa diversidade de solu\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Alternativas<\/strong><\/p>\n<p>Esses modelos de usinas j\u00e1 apareceram nos \u00faltimos leil\u00f5es. Em 2019, houve a contrata\u00e7\u00e3o de sete projetos (125,3 MW), que incluem usinas com biocombust\u00edvel e uma solu\u00e7\u00e3o h\u00edbrida (biocombust\u00edvel + fotovoltaica + armazenamento em bateria). A Brasil BioFuels (BBF) \u00e9 uma das empresas que t\u00eam apostado nesse mercado. Ela tem 22 t\u00e9rmicas em opera\u00e7\u00e3o no sistema isolado, a maioria bicombust\u00edvel (funcionam com diesel e biodiesel). Duas delas s\u00e3o totalmente a biodiesel. A empresa tamb\u00e9m est\u00e1 construindo duas usinas a biomassa, movidas a baga\u00e7o de dend\u00ea, diz o presidente da BBF, Milton Steagall.<\/p>\n<p>Outra alternativa, n\u00e3o renov\u00e1vel, mas menos poluente do que o diesel, \u00e9 o g\u00e1s natural. Nesse caso, a seguran\u00e7a energ\u00e9tica \u00e9 maior. A Eneva est\u00e1 construindo, em Boa Vista, a termoel\u00e9trica Jaguatirica II, que vai iniciar a opera\u00e7\u00e3o neste ano. A empresa produz g\u00e1s natural na Bacia do Amazonas, em Silves (AM), e vai abastecer a usina para atender a 70% do consumo de energia el\u00e9trica do Estado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o ambiental, as contrata\u00e7\u00f5es de energia para o Sistema Isolado devem buscar a redu\u00e7\u00e3o do custo da gera\u00e7\u00e3o e da Conta de Consumo de Combust\u00edveis (CCC) &#8211; um subs\u00eddio cobrado na conta de luz em todo o Pa\u00eds para ajudar na gera\u00e7\u00e3o desse sistema. No ano passado, o or\u00e7amento aprovado para a CCC foi de R$ 8,5 bilh\u00f5es e, neste ano, deve superar R$ 10 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Com a transi\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel reduzir os custos de gera\u00e7\u00e3o dos sistemas isolados e desonerar a tarifa dos demais consumidores de energia el\u00e9trica&#8221;, avalia o coordenador-geral da Expans\u00e3o Eletroenerg\u00e9tica do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, Gustavo Cerqueira Ata\u00edde. Ele avisa, no entanto, que o caminho n\u00e3o ser\u00e1 curto.<\/p>\n<p><strong>Risco e retorno<\/strong><\/p>\n<p>Nessa fase inicial, \u00e9 preciso encontrar as f\u00f3rmulas certas para a regi\u00e3o com o menor risco poss\u00edvel. A consulta p\u00fablica aberta pelo governo deve trazer algumas respostas para seguir essa trilha, diz o pesquisador s\u00eanior do Grupo de Estudos do Setor El\u00e9trico (Gesel\/UFRJ), Maur\u00edcio Moszkowicz.<\/p>\n<p>Segundo ele, al\u00e9m das fontes de energia, a quest\u00e3o dos prazos de contrata\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m precisa estar clara. Uma usina t\u00e9rmica pode ter 5 anos de contrata\u00e7\u00e3o, mas uma solar, por exemplo, precisa de 10 a 15 anos para pagar o investimento feito.<\/p>\n<p>Outro fator \u00e9 que no Sistema Isolado n\u00e3o se podem esperar pre\u00e7os semelhantes aos de uma usina no resto do Pa\u00eds. Ou seja, dificilmente uma usina solar &#8211; que tem pre\u00e7os baixos no Nordeste e no Sudeste &#8211; ter\u00e1 o mesmo custo. Isso porque essas plantas dependem de escala e do grau de insola\u00e7\u00e3o. &#8220;O desafio \u00e9 encontrar solu\u00e7\u00f5es e criar os incentivos para as empresas investirem sem aumentar os subs\u00eddios&#8221;, diz Moszkowicz.<\/p>\n<p>O superintendente da EPE, Bernardo Folly de Aguiar, afirma que a expectativa \u00e9 de que a depend\u00eancia pelo diesel seja reduzida primeiro em localidades com maior escala. Isso permite uma variedade de solu\u00e7\u00f5es. &#8220;Em Fernando de Noronha, por exemplo, a escala \u00e9 maior e permite uma mudan\u00e7a mais expressiva. Em locais menores, h\u00e1 maior dificuldade.&#8221; As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <strong>O Estado de S. Paulo.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1886170\/geracao-suja-acelera-planos-de-transicao-energetica-na-amazonia?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil vive uma contradi\u00e7\u00e3o. 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