{"id":5275,"date":"2021-04-12T11:24:51","date_gmt":"2021-04-12T14:24:51","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/04\/12\/oncas-da-amazonia-vivem-em-arvores-durante-um-terco-do-ano-mostra-estudo\/"},"modified":"2021-04-12T11:24:51","modified_gmt":"2021-04-12T14:24:51","slug":"oncas-da-amazonia-vivem-em-arvores-durante-um-terco-do-ano-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/04\/12\/oncas-da-amazonia-vivem-em-arvores-durante-um-terco-do-ano-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"On\u00e7as da Amaz\u00f4nia vivem em \u00e1rvores durante um ter\u00e7o do ano, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; As on\u00e7as-pintadas que vivem dentro da RDSM (Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1), no Amazonas, chegam a viver at\u00e9 cerca de quatro meses por ano sobre as \u00e1rvores, no per\u00edodo em que o rio Amazonas inunda a regi\u00e3o e a floresta pode ficar de 0,5 metro a 7 metros debaixo d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>On\u00e7as podem nadar e subir em \u00e1rvores -s\u00e3o bichos extremamente habilidosos-, mas essa \u00e9 a primeira vez que cientistas observam felinos com um porte t\u00e3o grande passarem um tempo longo nas alturas, totalmente adaptados para sobreviverem nas condi\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia. Ali, mesmo cercadas pela \u00e1gua, elas se alimentam, se reproduzem e criam seus filhotes.<\/p>\n<p>O comportamento dos animais de Mamirau\u00e1 foi descrito por pesquisadores brasileiros na revista cient\u00edfica Ecology em um artigo publicado em janeiro deste ano.<\/p>\n<p>A RDSM ocupa uma \u00e1rea de mais de 11 mil quil\u00f4metros quadrados na regi\u00e3o de Tef\u00e9 (cidade a cerca de 522 km de Manaus). Ela foi a primeira reserva de desenvolvimento sustent\u00e1vel implantada no Brasil. Ali, pesquisa cient\u00edfica e conserva\u00e7\u00e3o convivem com as popula\u00e7\u00f5es locais, que usam os recursos naturais da reserva seguindo planos de manejo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Foi o contato com os moradores locais que primeiramente alertou os cientistas do IDSM (Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1), que faz pesquisas na \u00e1rea, com rela\u00e7\u00e3o ao comportamento incomum das on\u00e7as, conta Emiliano Ramalho, bi\u00f3logo, diretor t\u00e9cnico-cient\u00edfico do instituto e um dos autores do artigo na Ecology.<\/p>\n<p>&#8220;Uma \u00e1rea inteiramente de v\u00e1rzea como Mamirau\u00e1, com florestas que alagam todos os anos, \u00e9 um ambiente peculiar, e os animais que vivem ali t\u00eam de ser adapt\u00e1veis, assim como as pessoas&#8221;, diz Ramalho. &#8220;Animais de ch\u00e3o n\u00e3o conseguem sobreviver&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Seguindo os relatos dos moradores, os cientistas resolveram monitorar os animais para saber se eles n\u00e3o davam uma escapadinha para \u00e1reas secas durante as inunda\u00e7\u00f5es. Com esse objetivo, os pesquisadores capturaram algumas on\u00e7as e colocaram coleiras com rastreadores em cada uma delas. No estudo est\u00e1 descrito o comportamento de oito animais, machos e f\u00eameas.<\/p>\n<p>Com o rastreamento, os cientistas notaram que nem as f\u00eameas largaram Mamirau\u00e1 durante as cheias, que podem durar cerca de quatro meses. Ou seja, o ciclo de vida dos animais est\u00e1 todo adaptado \u00e0 regi\u00e3o, mesmo com os alagamentos sazonais.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o existia a descri\u00e7\u00e3o de uma popula\u00e7\u00e3o inteira de on\u00e7as capaz de sobreviver em cima de \u00e1rvores por um per\u00edodo desses. \u00c9 um comportamento in\u00e9dito para felinos desse porte&#8221;, afirma o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>As on\u00e7as da Amaz\u00f4nia t\u00eam diferen\u00e7as f\u00edsicas que facilitam a sobreviv\u00eancia na regi\u00e3o. Quando comparadas \u00e0s do Pantanal, por exemplo, os animais da mesma esp\u00e9cie que vivem na Amaz\u00f4nia s\u00e3o menores, podendo ter at\u00e9 metade do peso de uma on\u00e7a pantaneira.<\/p>\n<p>&#8220;A on\u00e7a do Pantanal dificilmente sobreviveria na Amaz\u00f4nia; por ser maior, ela precisaria de muito mais comida. A sele\u00e7\u00e3o natural escolheu os animais menores para viverem na floresta amaz\u00f4nica, onde ser grande n\u00e3o \u00e9 uma vantagem&#8221;, diz Ramalho.<\/p>\n<p>Os animais amazonenses pesam entre 50 e 70 quilos, enquanto as on\u00e7as do Pantanal podem chegar a 120 quilos.<\/p>\n<p>Assim, bichos menores que vivem nas \u00e1rvores, como as pregui\u00e7as e os macacos-bugios (ou guariba), satisfazem as on\u00e7as durante os alagamentos.<\/p>\n<p>No fim das contas, o ambiente de Mamirau\u00e1 e a dieta que as on\u00e7as t\u00eam ali parecem fazer muito bem. A quantidade de animais da esp\u00e9cie na reserva floresceu: Ramalho estima que existam dez on\u00e7as a cada 100 quil\u00f4metros quadrados em Mamirau\u00e1, enquanto em outras partes da Amaz\u00f4nia a quantidade de on\u00e7as para uma mesma \u00e1rea ficaria entre duas e quatro.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de ser um ambiente dif\u00edcil para se viver, \u00e9 tamb\u00e9m muito produtivo. Quando a \u00e1gua seca, o barro com os nutrientes fertiliza o solo. Uma quantidade muito grande de esp\u00e9cies vivem na regi\u00e3o&#8221;, diz Ramalho.<\/p>\n<p>Se hoje a popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as \u00e9 grande, o bi\u00f3logo alerta que o cen\u00e1rio de conserva\u00e7\u00e3o na \u00e1rea pode mudar rapidamente ao passo que as \u00e1reas protegidas sofrem degrada\u00e7\u00e3o. No m\u00eas de mar\u00e7o, o desmatamento na Amaz\u00f4nia foi o maior dos \u00faltimos seis anos, segundo dados do Deter, sistema de monitoramento de desmate do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).<\/p>\n<p>Para Ramalho, o investimento em pesquisa na Amaz\u00f4nia deve ser cont\u00ednuo para proteger a floresta. &#8220;S\u00f3 assim teremos conhecimento para implementar estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/brasil\/1794551\/oncas-da-amazonia-vivem-em-arvores-durante-um-terco-do-ano-mostra-estudo?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; As on\u00e7as-pintadas que vivem dentro da RDSM (Reserva de Desenvolvimento<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":5276,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-5275","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5275","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5275"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5275\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5275"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5275"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5275"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}