{"id":49753,"date":"2022-01-01T12:08:11","date_gmt":"2022-01-01T15:08:11","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/01\/01\/transicao-energetica-gera-euforia-em-mg-e-apreensao-no-rs\/"},"modified":"2022-01-01T12:08:11","modified_gmt":"2022-01-01T15:08:11","slug":"transicao-energetica-gera-euforia-em-mg-e-apreensao-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2022\/01\/01\/transicao-energetica-gera-euforia-em-mg-e-apreensao-no-rs\/","title":{"rendered":"Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica gera euforia em MG e apreens\u00e3o no RS"},"content":{"rendered":"<p>NICOLA PAMPLONA E DANILO VERPA<br \/>JANA\u00daBA, MG, E CANDIOTA, RS (FOLHAPRESS) &#8211; As diferen\u00e7as entre as cidades de Jana\u00faba, no norte de Minas Gerais, e Candiota, no sul do Rio Grande do Sul, v\u00e3o hoje bem al\u00e9m do clima e dos sotaques de cada regi\u00e3o brasileira. Separadas por cerca de 2.700 quil\u00f4metros, as duas vivem expectativas bem distintas sobre o futuro.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>A primeira \u00e9 um dos principais focos de investimento em energia solar no pa\u00eds e convive hoje com milhares de trabalhadores egressos de outras partes do pa\u00eds, que lotam hot\u00e9is e restaurantes, movimentando a economia local e gerando emprego e renda.<\/p>\n<p>Conhecida como a capital nacional do carv\u00e3o, a segunda vive um clima de incerteza diante das press\u00f5es cada vez maiores pela redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa pelo setor de energia.<\/p>\n<p>A reportagem visitou as duas cidades entre o fim de novembro e o in\u00edcio de dezembro para entender os efeitos locais da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, acelerada nos \u00faltimos anos com o barateamento das fontes renov\u00e1veis e os alertas sobre os riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Com as obras, primeiro de subesta\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o de energia e depois de usinas, Jana\u00faba viu seu PIB ultrapassar a casa de R$ 1 bilh\u00e3o em 2016. Em 2019, a riqueza gerada no munic\u00edpio chegou a R$ 1,3 bilh\u00e3o, mais de 2,5 vezes o registrado em 2010.<\/p>\n<p>Candiota, por outro lado, sofreu um baque em meados da d\u00e9cada passada, com o fechamento de duas m\u00e1quinas geradoras da t\u00e9rmica a carv\u00e3o Candiota 2 e, apesar de recupera\u00e7\u00e3o recente com a inaugura\u00e7\u00e3o de uma nova usina, atingiu em 2019 um PIB semelhante ao que tinha em 2010.<\/p>\n<p>Impulsionada pela queda no pre\u00e7o dos pain\u00e9is e por subs\u00eddios rateados pelos consumidores de eletricidade, a pot\u00eancia de usinas solares no pa\u00eds decuplicou em cinco anos. Tamb\u00e9m subsidiado, o carv\u00e3o perdeu capacidade com o fechamento de tr\u00eas unidades geradoras.<\/p>\n<p>Para especialistas, a tend\u00eancia \u00e9 que a diferen\u00e7a entre os dois mercados se acentue nos pr\u00f3ximos anos. Proje\u00e7\u00f5es da EPE (Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica) apontam que o Brasil ganhar\u00e1 novos 5,4 GW (gigawatts) em energia solar at\u00e9 2030, enquanto a capacidade de gera\u00e7\u00e3o a carv\u00e3o ser\u00e1 reduzida.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria de carv\u00e3o reclama que o fim dos subs\u00eddios \u00e0 compra do combust\u00edvel, que custaram R$ 750 milh\u00f5es em 2021, fechar\u00e1 unidades existentes ao fim dos contratos de venda de energia e inviabiliza tr\u00eas novos projetos com investimentos previstos em cerca de R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O apoio \u00e9 rateado por todos os consumidores de energia no pa\u00eds por meio de um encargo setorial que ser\u00e1 extinto em 2027. Para 2022, a cifra deve superar R$ 900 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O setor defende uma &#8220;transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa&#8221;, que manteria as usinas atuais em funcionamento at\u00e9 a viabiliza\u00e7\u00e3o de novas tecnologias para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es e para outros usos do carv\u00e3o, como a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis e fertilizantes.<\/p>\n<p>Alega ainda que a gera\u00e7\u00e3o a carv\u00e3o \u00e9 barata e tem peso ainda pequeno na matriz energ\u00e9tica e no volume de emiss\u00f5es do pa\u00eds. E defende que novas tecnologias de redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o e captura de carbono come\u00e7am a se mostrar vi\u00e1veis no mundo.<\/p>\n<p>Mas admite que ser\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil financiar novos projetos. &#8220;A discuss\u00e3o sobre financiamento \u00e9 problema crucial para ind\u00fastria do carv\u00e3o&#8221;, diz o presidente da ABCM (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Carv\u00e3o Mineral), Fernando Luiz Zancan.<\/p>\n<p>Alegando que \u00e9 importante preservar a economia de cidades dependentes do carv\u00e3o na regi\u00e3o Sul, o governo federal lan\u00e7ou em agosto um programa para desenvolver usos sustent\u00e1veis para o combust\u00edvel, mas nem o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social) quer financiar mais o setor.<\/p>\n<p>A sa\u00edda do banco desse mercado, anunciada em julho, segue exemplo de Europa e China, que restringiram o apoio ao combust\u00edvel. &#8220;Os fundos de investimento est\u00e3o fechando seus portf\u00f3lios a carv\u00e3o&#8221;, acrescenta o coordenador do Portf\u00f3lio de Energia do ICS (Instituto Clima e Sociedade), Roberto Kishinami<\/p>\n<p>O ex-presidente da EPE Maur\u00edcio Tolmasquim diz n\u00e3o ver sentido em manter subs\u00eddios a energias f\u00f3sseis, principalmente depois que o relat\u00f3rio da COP26 pediu o fim dos programas de apoio a fontes mais poluentes e deu in\u00edcio \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do mercado de carbono.<\/p>\n<p>&#8220;Em pa\u00edses que t\u00eam quantidade de carv\u00e3o muito grande, com usinas relativamente novas, o custo de desligar seria maior&#8221;, diz. &#8220;Mas, no Brasil, estamos falando em t\u00e9rmicas antigas, ineficientes e com a vida \u00fatil acabando. N\u00e3o tem sentido ficar prorrogando isso.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1872814\/transicao-energetica-gera-euforia-em-mg-e-apreensao-no-rs?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NICOLA PAMPLONA E DANILO VERPAJANA\u00daBA, MG, E CANDIOTA, RS (FOLHAPRESS) &#8211; As diferen\u00e7as entre as<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":49754,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-49753","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49753"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49753\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49754"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}