{"id":49067,"date":"2021-12-27T13:08:23","date_gmt":"2021-12-27T16:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/12\/27\/quem-decide-criar-boi-nao-o-faz-por-ser-bandido-ou-burro-diz-antropologo\/"},"modified":"2021-12-27T13:08:23","modified_gmt":"2021-12-27T16:08:23","slug":"quem-decide-criar-boi-nao-o-faz-por-ser-bandido-ou-burro-diz-antropologo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/12\/27\/quem-decide-criar-boi-nao-o-faz-por-ser-bandido-ou-burro-diz-antropologo\/","title":{"rendered":"Quem decide criar boi n\u00e3o o faz por ser bandido ou burro, diz antrop\u00f3logo"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Quando desembarcam na Amaz\u00f4nia, os antrop\u00f3logos costumam estudar culturas ind\u00edgenas amea\u00e7adas. O norte-americano Jeffrey Hoelle, professor da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Barbara, seguiu o caminho inverso. Ele se dedicou a entender por que o &#8220;ethos&#8221; da pecu\u00e1ria, principal vetor de desmatamento da floresta, se espalhou t\u00e3o rapidamente pela regi\u00e3o, inclusive entre os tradicionais seringueiros do Acre.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>O resultado est\u00e1 no livro &#8220;Caub\u00f3is da Floresta: O Crescimento da Pecu\u00e1ria e a Cultura de Gado na Amaz\u00f4nia Brasileira&#8221;, rec\u00e9m-publicado pela Edufac (Editora da Universidade Federal do Acre), em vers\u00e3o eletr\u00f4nica. Trata-se de uma tradu\u00e7\u00e3o do livro publicado em 2015 nos Estados Unidos, com o t\u00edtulo de &#8220;Rainforest Cowboys&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O desafio na Amaz\u00f4nia \u00e9 tratar o uso da terra e o desmatamento n\u00e3o apenas como atividades econ\u00f4micas ou algo que possa ser controlado com tecnologia, repress\u00e3o e pol\u00edticas p\u00fablicas. Precisamos tamb\u00e9m entender as dimens\u00f5es sociais e culturais dessas atividades, que t\u00eam um papel-chave nesse apelo para derrubar&#8221;, afirma o antrop\u00f3logo de 45 anos.<\/p>\n<p>O trabalho de campo de Hoelle foi no Acre, terra do l\u00edder seringalista Chico Mendes, assassinado em 1988. Foi ali que governos estaduais do PT tentaram implantar o &#8220;governo da floresta&#8221; ou &#8220;florestania&#8221;, com pol\u00edticas voltadas para o agroextrativismo.<\/p>\n<p>Em 2018, o Acre deu a maior vota\u00e7\u00e3o relativa ao presidente Jair Bolsonaro (hoje no PL) no segundo turno, com 77% dos votos v\u00e1lidos. Por outro lado, o PT perdeu a hegemonia no poder estadual ap\u00f3s duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia registrou entre agosto de 2020 e julho de 2021 a maior taxa de desmatamento em 15 anos, com uma perda de 13.235 km\u00b2. Os n\u00fameros s\u00e3o do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).<br \/>A seguir, a entrevista concedida \u00e0 Folha, por email.<br \/>*<br \/><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; A grande maioria dos antrop\u00f3logos vai \u00e0 Amaz\u00f4nia para pesquisar povos ind\u00edgenas. Por que o sr. decidiu estudar a cultura do gado?<\/span><\/p>\n<p>Jeffrey Hoelle &#8211; \u00c9 verdade que a maioria dos antrop\u00f3logos vai \u00e0 Amaz\u00f4nia para trabalhar com povos ind\u00edgenas. Isso est\u00e1 ligado diretamente ao interesse do antrop\u00f3logo em entender a diversidade humana, e a Amaz\u00f4nia \u00e9 um um lugar culturalmente diverso e fascinante.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado \u00e0s inclina\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do campo, muitas vezes alinhadas com grupos marginalizados, e com o antrop\u00f3logo tentando promover a compreens\u00e3o e o respeito, ou ajudar a defender as popula\u00e7\u00f5es amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou t\u00e3o diferente, mas acho que precisamos entender melhor as amea\u00e7as contra as culturas e o meio ambiental. Existe um sistema destrutivo que come os mundos. Isso est\u00e1 reconhecido, por exemplo, pelo antrop\u00f3logo Eduardo Viveiros de Castro como um &#8220;oceano branco&#8221; que amea\u00e7a engolir as aldeias ind\u00edgenas remanescentes, ou o &#8220;povo da mercadoria&#8221;, do l\u00edder yanomami Davi Kopenawa.<\/p>\n<p>Mas o que s\u00e3o, exatamente, essas estruturas que produzem destrui\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Se tentarmos pensar mais especificamente sobre o desmatamento da Amaz\u00f4nia, como podemos entender por que as pessoas escolhem criar gado ou transformar a floresta para outros usos do solo?<\/p>\n<p>Foi o que tentei fazer aqui, ter uma vis\u00e3o antropol\u00f3gica para entender a pecu\u00e1ria no Acre. Queria entender por que fazia sentido econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m o que significava ser dono de bois.<\/p>\n<p>Isso significou olhar tudo que envolvia o gado \u2013carne, churrascos, idealiza\u00e7\u00f5es de pasto como belo, as rela\u00e7\u00f5es entre cria\u00e7\u00e3o de gado e masculinidade, ideias de desenvolvimento e de progresso, saudade urbana por um rural pastoril.<\/p>\n<p>Ainda que esses elementos possam existir em qualquer lugar onde as pessoas criam gado, eles ganham uma import\u00e2ncia adicional na Amaz\u00f4nia, onde a floresta \u00e9 o obst\u00e1culo e a competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; V\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil desenvolveram uma cultura do gado, do Sul ao sert\u00e3o nordestino. Quais as especificidades da cultura do gado na Amaz\u00f4nia e no Acre?<\/span><\/p>\n<p>Jeffrey Hoelle &#8211; A diferen\u00e7a \u00e9 que as varia\u00e7\u00f5es regionais do caub\u00f3i no Brasil est\u00e3o diretamente ligadas \u00e0s ra\u00edzes na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, cada uma adaptada a novos contextos ambientais (por exemplo, a vestimenta de couro do vaqueiro nordestino para proteg\u00ea-los da caatinga).<\/p>\n<p>Mas a cultura do gado na Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 compreens\u00edvel em termos de ra\u00edzes brasileiras. O caub\u00f3i se parece com o que eu poderia ver na minha cidade natal no Texas: fivela de cinto, botas, jeans, camisa xadrez.<\/p>\n<p>Para entender por que tem isso na Amaz\u00f4nia, e n\u00e3o o ga\u00facho, \u00e9 preciso pensar em como esse modelo de caub\u00f3i chegou aqui. Ele se espalhou dos EUA para o Brasil por meio de fazendas em S\u00e3o Paulo e, principalmente pela cultura pop de Barretos, sua m\u00fasica, sua moda e sua ind\u00fastria cultural.<\/p>\n<p>Essa cultura chegou ao Acre por meio da migra\u00e7\u00e3o e do contato direto, e indiretamente, pela TV e pelo r\u00e1dio. Mas, para entender por que se enraizou e se espalhou, \u00e9 preciso considerar o significado dos caub\u00f3is como um modelo cultural importado. \u00c9 uma identidade rural assertiva, que se orgulha e n\u00e3o se desculpa por ser rural. D\u00e1 ao pecuarista, mas tamb\u00e9m \u00e0 popula\u00e7\u00e3o rural em geral, uma forma de se expressar que n\u00e3o \u00e9 ridicularizada e tamb\u00e9m n\u00e3o se limita a uma regi\u00e3o espec\u00edfica, como o vaqueiro ou o ga\u00facho.<\/p>\n<p>Agora, a pecu\u00e1ria ganha uma dimens\u00e3o espec\u00edfica na Amaz\u00f4nia, onde o estabelecimento de pastagens exige o corte da floresta. A floresta, e por extens\u00e3o o &#8220;mato&#8221;, \u00e9 o competidor. Criar um &#8220;pasto bem limpinho&#8221; no meio da mata \u00e9 visto como uma grande conquista. Isso mostra a todos que essa pessoa \u00e9 muito trabalhadora. Eles est\u00e3o contribuindo com a miss\u00e3o de desenvolver a Amaz\u00f4nia e ajudar o Brasil a chegar onde deveria estar no mundo!<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; No Acre, a expans\u00e3o da pecu\u00e1ria bovina em larga escala alimentou os ataques dos fazendeiros a seringueiros, culminando no assassinato de Chico Mendes e na cria\u00e7\u00e3o da Resex com o mesmo nome. Por que muitos dos antigos seringueiros e seus descendentes passaram a criar gado?<\/span><\/p>\n<p>Jeffrey Hoelle &#8211; Para os seringueiros mais antigos, a ado\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria foi uma decis\u00e3o dif\u00edcil. Eram seringueiros que conheceram a floresta e lutaram para defend\u00ea-la. Mas a ideia que alguns de n\u00f3s podemos ter sobre o seringueiro como sin\u00f4nimo de extrativista n\u00e3o \u00e9 necessariamente como muitos deles se veem. Criar gado n\u00e3o \u00e9 necessariamente anti\u00e9tico, mas as manchetes fazem parecer assim.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, os tempos mudaram. Os produtos florestais, principalmente durante o per\u00edodo de minha pesquisa, estavam em decl\u00ednio ou diminuindo sua import\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao gado. Os seringueiros se depararam com dif\u00edceis decis\u00f5es de tentar lucrar apenas com o extrativismo ou diversificar de alguma forma para ganhar mais dinheiro, e isso poderia ser por meio do gado ou do trabalho assalariado. Muitos fizeram um pouco de ambos. Alguns resistiram ao gado, mas eu vi essa mudan\u00e7a ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Os jovens podem ter ouvido falar de Chico Mendes, mas n\u00e3o eram t\u00e3o comprometidos com a identidade de seringueiro. E \u00e9 importante mencionar que, apesar de toda a propaganda que o governo fazia para promover os seringueiros, ser seringueiro n\u00e3o \u00e9 exatamente um elogio no Acre.<\/p>\n<p>Para eles, a ado\u00e7\u00e3o de gado n\u00e3o seria uma oposi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Seria visto como um avan\u00e7o no mundo. Mas, se s\u00f3 perguntamos: &#8220;Voc\u00ea \u00e9 seringueiro? Gosta da floresta, n\u00e9?&#8221;, quem vai dizer n\u00e3o? Temos de entender as press\u00f5es que enfrentam e as mudan\u00e7as internas e reconhecer que eles precisam de apoio, e n\u00e3o de nossos sonhos de guardi\u00f5es da floresta.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Em 2018, o Acre, um antigo reduto do PT, surpreendeu ao dar a maior vota\u00e7\u00e3o a Bolsonaro no segundo turno, proporcionalmente. Trata-se um reflexo do avan\u00e7o da pecu\u00e1ria no estado?<\/span><\/p>\n<p>Jeffrey Hoelle &#8211; Quando visitei o estado no in\u00edcio de 2018, todos falavam sobre o crime e gangues. N\u00e3o sei como as pessoas votaram no Brasil (nem no meu pr\u00f3prio pa\u00eds), mas sei que elas estavam insatisfeitas. Eles queriam melhorias e n\u00e3o havia muitas op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No livro, falo sobre o apelo a uma \u00e9poca de ouro em outras partes do mundo e como isso se relaciona com o Acre e a fronteira. As pessoas querem que as coisas sejam como antes ou, mais precisamente, como imaginam que as coisas seriam se fossem melhores. Eles querem usar a terra da maneira que acharem melhor. Eles querem um pasto limpo, ruas seguras e boas escolas. Mas tamb\u00e9m, at\u00e9 certo ponto, um mundo que se parece com o passado. Querem um pouco de controle sobre suas vidas.<\/p>\n<p>O que pude ver \u00e9 como o ressentimento com a fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental, que frustrou os impulsos para ac\u00famulo, expans\u00e3o e autossufici\u00eancia, se misturou com outras esferas de descontentamento. E Bolsonaro prometeu liberar, fazer as coisas como antigamente.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Em que medida a migra\u00e7\u00e3o de extrativistas para a cria\u00e7\u00e3o de gado \u00e9 decorrente da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas?<\/span><\/p>\n<p>Jeffrey Hoelle &#8211; Os produtores rurais quase sempre se ressentem da falta de apoio do governo. O fato \u00e9 que \u00e9 complicado apoiar as comunidades rurais na Amaz\u00f4nia.<br \/>No caso do Acre, isso ocorreu, mas o governo tentou de fato apoiar o extrativismo. A castanha-do-par\u00e1 era forte em todas as comunidades, e as comunidades onde eu trabalhei extra\u00edam borracha para o projeto Natex [f\u00e1brica estatal de camisinhas].<\/p>\n<p>Sempre se pode culpar ao governo. Mas nessa \u00e9poca era \u00f3bvio que o Governo da Floresta [em administra\u00e7\u00f5es petistas do Acre entre 1998 e 2011] tentou fazer algo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lembrar tamb\u00e9m que era uma nova maneira de fazer as coisas. Tentar apoiar as pessoas e a floresta ao mesmo tempo \u00e9 um grande passo, e vai de encontro \u00e0 maneira como os humanos t\u00eam feito assentamentos na fronteira agr\u00edcola h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>O que o governo fez pode n\u00e3o ter sido suficiente, houve a tentativa. E isso foi parte de um momento maior, por volta dos anos 2010, quando as pol\u00edticas e programas socioambientais estavam se espalhando pela Amaz\u00f4nia, e as taxas de desmatamento estavam diminuindo. Os especialistas previam um poss\u00edvel fim do desmatamento na regi\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas e \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o dirigidas \u00e0 Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando para o fim da d\u00e9cada, o desmatamento est\u00e1 em alta. Bolsonaro teve um papel nisso por meio do seu discurso e do desmantelamento de institui\u00e7\u00f5es-chave. Mas as taxas de desmatamento come\u00e7aram a crescer bem antes de ele assumir o poder.<\/p>\n<p>O desafio na Amaz\u00f4nia \u00e9 tratar o uso da terra e o desmatamento n\u00e3o apenas como atividades econ\u00f4micas ou algo que pode ser controlado com tecnologia, repress\u00e3o e pol\u00edticas p\u00fablicas. Precisamos tamb\u00e9m entender as dimens\u00f5es sociais e culturais dessas atividades, que t\u00eam um papel-chave nesse apelo para derrubar.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Qual o seu conselho para o discurso ambientalista, que n\u00e3o consegue penetrar na opini\u00e3o p\u00fablica amaz\u00f4nica?<\/span><\/p>\n<p>Primeiro, \u00e9 preciso entender a perspectiva local. Por que as pessoas criam boi? N\u00e3o s\u00e3o decis\u00f5es de bandidos ou de pessoas burras. Tente se colocar no lugar delas. Criar boi faz sentido porque uma pessoa distante vai comprar a sua picanha. Faz sentido criar pasto porque agora tem terra &#8220;melhorada&#8221; que vale mais e d\u00e1 uma base para titular a terra. E faz sentido pelas muitas raz\u00f5es que explico no livro.<\/p>\n<p>Agora, faz menos sentido para todos n\u00f3s, no longo prazo. Ent\u00e3o, primeiro, \u00e9 preciso entender. Depois, trabalhar para mudar as estruturas. Isso \u00e9 algo que as pessoas ricas e pobres afirmam: a cria\u00e7\u00e3o de estruturas eficazes para coagir ou incentivar. Essas estruturas t\u00eam de ser justas por meio dos v\u00e1rios atores da Amaz\u00f4nia, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras regi\u00f5es do Brasil e ao plano internacional.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Jeffrey Hoelle, 45<\/span><br \/>Formado em psicologia na Universidade Southwestern, tem mestrado em estudos latino-americanos pela Universidade do Texas em Austin e doutorado em antropologia pela Universidade da Fl\u00f3rida. Desde 2012, leciona na Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Barbara<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/brasil\/1871654\/quem-decide-criar-boi-nao-o-faz-por-ser-bandido-ou-burro-diz-antropologo?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Quando desembarcam na Amaz\u00f4nia, os antrop\u00f3logos costumam estudar culturas ind\u00edgenas amea\u00e7adas. O norte-americano<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":49068,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-49067","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49067\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}