{"id":44365,"date":"2021-11-24T08:08:23","date_gmt":"2021-11-24T11:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/11\/24\/freddie-mercury-30-anos-sem-a-voz-mais-poderosa-do-rock\/"},"modified":"2021-11-24T08:08:23","modified_gmt":"2021-11-24T11:08:23","slug":"freddie-mercury-30-anos-sem-a-voz-mais-poderosa-do-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/11\/24\/freddie-mercury-30-anos-sem-a-voz-mais-poderosa-do-rock\/","title":{"rendered":"Freddie Mercury: 30 anos sem a voz mais poderosa do rock"},"content":{"rendered":"<p><em>The bad things in life were so few<\/em><br \/>As coisas ruins na vida eram t\u00e3o poucas<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Those days are all gone now, but one thing&#8217;s still true<br \/>Aqueles dias j\u00e1 se foram, mas uma coisa ainda \u00e9 certa<\/p>\n<p><em>When I look and I find<\/em><br \/>Quando eu olho eu vejo que<\/p>\n<p><em>I still love you<\/em><br \/>Ainda te amo<\/p>\n<p>Trecho da m\u00fasica <em>These Are The Days Of Our Lives<\/em>, Queen, 1991.<\/p>\n<p>No dia 24 de novembro de 1991, h\u00e1 30 anos, o mundo do <em>rock<\/em> ficava sem\u00a0um dos seus maiores talentos. Com apenas 45 anos, Freddie Mercury,\u00a0o vocalista, pianista e principal compositor da banda inglesa <em>Queen,<\/em>\u00a0perdia\u00a0a batalha contra o v\u00edrus da\u00a0aids.\u00a0Numa \u00e9poca em que a mais eficaz droga contra a doen\u00e7a ainda era o AZT (azidotimidina) e os coquet\u00e9is antirretrovirais n\u00e3o haviam sido descobertos, o preconceito contra os soropositivos era imenso.<\/p>\n<p>Talvez, por isso, apesar dos boatos insistentes dos tabloides brit\u00e2nicos, como o <em>The Sun<\/em>, que j\u00e1 vinham noticiando\u00a0durante todo aquele ano de 1991 que Freddie Mercury tinha aids, o astro <em>pop<\/em> s\u00f3 declarou oficialmente que era portador do v\u00edrus um dia antes de morrer.<\/p>\n<p>Os sinais de que o vocalista do <em>Queen<\/em>,\u00a0declaradamente homossexual,\u00a0convivia com o v\u00edrus pareciam claros para os f\u00e3s: a banda n\u00e3o fazia turn\u00eas desde 1986. Nas raras apari\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, ele estava bem mais magro e, nos dois clipes que foram feitos para promover o \u00e1lbum<em> Innuendo<\/em>,\u00a0as imagens eram em preto e branco e Freddie aparecia maquiado (<em>These Are The Days Of Our Lives )\u00a0<\/em>ou fantasiado (como em\u00a0<em>I\u00b4m Going Slightly Mad<\/em>).<\/p>\n<p>Para o baterista Roger Taylor, \u201ccoloc\u00e1-lo caracterizado era uma boa camuflagem. A maquiagem, a peruca, o preto e branco, ajudaram a esconder o fato de que Freddie j\u00e1 estava bem doente\u201d. Naquele que foi o \u00faltimo \u00e1lbum de est\u00fadio do Queen com Freddie Mercury, os f\u00e3s tamb\u00e9m consideraram a m\u00fasica<em> The Show Must Go On<\/em>\u00a0uma despedida em vida. Afinal, alguns trechos do <em>single<\/em> diziam \u201cO show tem que continuar \/ vou enfrentar com um sorriso \/ eu nunca vou desistir\u201d.<\/p>\n<p>O irland\u00eas Jim Hutton, namorado de Freddie Mercury at\u00e9 os \u00faltimos dias, contou que o exame fat\u00eddico foi feito em abril de 1987: \u201cQuando cheguei em casa, Freddie estava na cama. Logo me mostrou uma marca no ombro. Os m\u00e9dicos tinham tirado um peda\u00e7o da pele para fazer uns exames. O resultado tinha acabado de chegar. Freddie estava com aids. \u2018Se voc\u00ea quiser me deixar, eu vou entender\u2019, ele me disse. Eu esperava por um milagre, um diagn\u00f3stico errado\u201d, escreveu no livro <em>Mercury and Me<\/em>.<\/p>\n<p>Freddie Mercury, nascido em Zanzibar, atual Tanz\u00e2nia, em 5 de setembro de 1946, sob o nome de Farrokh Bulsara, realmente, n\u00e3o desistiu. No \u00faltimo ano de vida, mudou-se, com os outros tr\u00eas integrantes da banda, para a pacata cidade su\u00ed\u00e7a de Montreux para ficar pr\u00f3ximo ao est\u00fadio de grava\u00e7\u00f5es. \u201cFreddie dizia, eu posso ir hoje por algumas horas. E n\u00f3s aproveit\u00e1vamos para tirar o melhor dele. Ele dizia, escrevam qualquer coisa, que eu canto\u201d, rememorou o guitarrista Brian May em entrevista ao document\u00e1rio <em>Champions of the world<\/em>, editado quatro anos ap\u00f3s a morte de Freddie.<\/p>\n<p>O <em>Queen<\/em> reinou \u2013 perdoe o trocadilho \u2013 por duas d\u00e9cadas no cen\u00e1rio do pop rock. Desde que se uniram em 1971, Freddie Mercury, Brian May (hoje com 74 anos), Roger Taylor (72) e John Deacon (70 anos e atualmente afastado da cena musical) surpreenderam os cr\u00edticos com um rock progressivo, cheio de nuances e experi\u00eancias, como o uso de harpa na vers\u00e3o original de<em> Love of My Life<\/em>, vocais sobrepostos em <em>Somebody to Love<\/em>\u00a0ou ainda, um trecho de \u00f3pera no meio de <em>Bohemian Rhapsody<\/em>.<\/p>\n<p>Logo que eram lan\u00e7ados, seus <em>hits<\/em> viravam cl\u00e1ssicos e atingiam o topo das paradas, como <em>We Are The Champions<\/em>\u00a0e <em>We Will Rock You<\/em>, em 1977.<\/p>\n<p>Nos anos 1980, percebendo a mudan\u00e7a no rumo da m\u00fasica, o <em>Queen<\/em> deixou de\u00a0lado o r<em>ock\u00b4n roll<\/em> \u00a0e se aventurou no estilo d<em>isco<\/em> (o \u00e1lbum <em>Hot Space<\/em>\u00a0era a cara das discotecas) e principalmente, na m\u00fasica <em>Pop<\/em> (basta lembrar os sucessos <em>I\u00a0Want To Break\u00a0Free<\/em>\u00a0e <em>A Kind Of Magic)<\/em>. Para mostrar a versatilidade da banda, fizeram ainda trilhas sonoras para filmes, como<em> Flash Gordon<\/em> e <em>Highlander<\/em>.<\/p>\n<p>Em 2016, um\u00a0grupo de cientistas austr\u00edacos, checos e suecos investigou o vibrato e o\u00a0tom de voz de Freddie Mercury. A investiga\u00e7\u00e3o mostrou\u00a0que os vibrato (vibra\u00e7\u00f5es produzidas pelo tremor nervoso no diafragma e laringe para libertar a nota de voz) variam de 5,4 Hz a 6,9 Hz. Chegando a 6,9 Hz j\u00e1 \u00e9 extraordinariamente poderosa. Foi constatado que o vibrato da voz de\u00a0Freddie Mercury era de\u00a07,04 Hz, muito acima da m\u00e9dia. Tamanho alcance explica o sucesso da parceria com a cantora l\u00edrica espanhola Montserrat Cabell\u00e9 que, em 1988, gravou um \u00e1lbum inteiro com Freddie Mercury.<\/p>\n<p>No auge da forma, o <em>Queen<\/em> se exibiu no Brasil com dois shows no Morumbi, em mar\u00e7o de 1981. Nesta \u00e9poca, Freddie j\u00e1 destoava da imagem dos demais vocalistas de bandas de <em>rock<\/em>: cabelos curtos, bigod\u00e3o e sem camisa durante todo o <em>show<\/em>.\u00a0Mas foi no Rio de Janeiro, durante a primeira edi\u00e7\u00e3o do <em>Rock in Rio,\u00a0<\/em>que a banda\u00a0alcan\u00e7ou seu recorde de p\u00fablico (mais de 250 mil pessoas) em cada uma das noites (11 e 18 de janeiro de 1985).<\/p>\n<p>As composi\u00e7\u00f5es do <em>Queen<\/em> eram t\u00e3o populares no Brasil que o\u00a0pr\u00f3prio Freddie Mercury ficou surpreso ao ouvir toda plateia,\u00a0cantando a uma\u00a0s\u00f3 voz em uma pa\u00eds que n\u00e3o se fala ingl\u00eas, os versos da m\u00fasica <em>Love of\u00a0 My Life<\/em>.<\/p>\n<p>A morte do fant\u00e1stico vocalista impediu a banda de continuar sua trajet\u00f3ria e de lan\u00e7ar <em>hits<\/em> que ca\u00edam no gosto popular a cada ano. O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor tentaram, em v\u00e1rios momentos, ressuscitar a banda. Fosse em \u00e1lbuns p\u00f3stumos, fosse utilizando outro vocalista, como Paul Rodgers ou Adam Lambert. A imagem que Freddie Mercury construiu no imagin\u00e1rio de toda uma gera\u00e7\u00e3o sempre impede o total sucesso das empreitadas, j\u00e1 que as compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p>O \u00faltimo grande sucesso e que serviu para mostrar todo o esplendor do <em>Queen<\/em> para as novas gera\u00e7\u00f5es\u00a0acabou sendo o filme biogr\u00e1fico <em>Bohemian Rhapsody<\/em>, lan\u00e7ado em novembro de 2018, em que o norte-americano Rami Malek deu vida \u00e0 Mercury. Sua atua\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o perfeita que ele levou o Oscar de melhor ator.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Cultura<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1863096\/freddie-mercury-30-anos-sem-a-voz-mais-poderosa-do-rock?utm_source=rss-cultura&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The bad things in life were so fewAs coisas ruins na vida eram t\u00e3o poucas<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":44366,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-44365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44365\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}