{"id":43969,"date":"2021-11-20T12:08:51","date_gmt":"2021-11-20T15:08:51","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/11\/20\/cofundadora-do-black-lives-matter-diz-que-movimentos-precisam-ocupar-a-politica\/"},"modified":"2021-11-20T12:08:51","modified_gmt":"2021-11-20T15:08:51","slug":"cofundadora-do-black-lives-matter-diz-que-movimentos-precisam-ocupar-a-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/11\/20\/cofundadora-do-black-lives-matter-diz-que-movimentos-precisam-ocupar-a-politica\/","title":{"rendered":"Cofundadora do Black Lives Matter diz que movimentos precisam ocupar a pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) &#8211; Alicia Garza acordou na madrugada de 14 de julho de 2013 e chorou. No dia anterior, o vigia George Zimmerman havia sido inocentado pelo assassinato do adolescente negro Trayvon Martin, 17, atingido desarmado. Revoltada, Alicia pegou o celular e escreveu nas redes: &#8220;Eu continuo surpresa sobre como as vidas negras importam pouco. Pessoas negras. Eu amo voc\u00eas. Eu nos amo. Nossas vidas importam&#8221;.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, Garza viu que suas publica\u00e7\u00f5es haviam sido compartilhadas centenas de vezes, e que a hashtag Black Lives Matter \u2013Vidas Negras Importam\u2013 come\u00e7ava a viralizar. Com a ajuda das ativistas Patrisse Cullors e Opal Tometi, o movimento ganharia enorme repercuss\u00e3o internacional nos meses e anos que se sucederam, servindo como combust\u00edvel para uma s\u00e9rie de protestos contra a viol\u00eancia racial.<\/p>\n<p>O primeiro livro de Garza, &#8220;O Prop\u00f3sito do Poder&#8221; (ed. Zahar), acaba de ser lan\u00e7ado no Brasil. Nele, a organizadora social mistura relatos pessoais sobre sua luta como mulher negra com li\u00e7\u00f5es sobre a constru\u00e7\u00e3o dos movimentos, \u00e1rea na qual atua h\u00e1 20 anos.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Folha, ela afirma que, entre todos os acertos, o Black Lives Matter falhou ao hesitar em se envolver com a pol\u00edtica tradicional.<\/p>\n<p>Garza entende que o poder \u00e9 um instrumento indispens\u00e1vel para promover mudan\u00e7as a longo prazo, e diz que os movimentos sociais precisam deixar o conforto da arena cultural. Mais do que isso, ela argumenta, \u00e9 necess\u00e1rio buscar alian\u00e7as com quem ainda n\u00e3o faz parte do seu grupo.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Por que &#8220;O Prop\u00f3sito do Poder&#8221;?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Eu queria focar nossa energia em mudar as regras que foram criadas contra n\u00f3s. \u00c0s vezes as pessoas enxergam os problemas da sociedade como individuais, como problemas de personalidade, de moralidade, se voc\u00ea \u00e9 uma pessoa boa ou ruim. Mas n\u00e3o tem nada a ver com isso. Tem a ver com as regras que s\u00e3o feitas, que protegem alguns e deixam outros vulner\u00e1veis. Queria centrar o livro em torno do poder, porque \u00e9 por ele que estamos lutando. N\u00e3o estamos lutando para as pessoas serem mais legais, melhores.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Como surgiu a ideia do livro e quando voc\u00ea come\u00e7ou a escrev\u00ea-lo?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Comecei a escrever em 2017, logo ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o presidencial nos Estados Unidos. No in\u00edcio pensei que seria um livro que ajudaria a explicar o Black Lives Matter. Mas, quando comecei a escrever, percebi que o que mais apareciam eram li\u00e7\u00f5es sobre a constru\u00e7\u00e3o dos movimentos. O livro \u00e9 formado em parte por mem\u00f3rias e em parte por li\u00e7\u00f5es sobre organizar, e eu espero que resulte em duas coisas.<\/p>\n<p>Primeiro, que ajude o leitor a se envolver em seu pr\u00f3prio contexto pol\u00edtico e hist\u00f3rico. Como eu cheguei onde estou agora, como minhas ideias foram moldadas. E espero que tamb\u00e9m d\u00ea \u00e0s pessoas um contexto sobre como fazer um trabalho que mude o mundo, o que esperar, o que evitar, e sobre algumas das grandes quest\u00f5es que muitos movimentos ainda est\u00e3o lidando.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; \u00c9 poss\u00edvel para os movimentos sociais alterar profundamente a sociedade sem ocupar a pol\u00edtica tradicional?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Acho que n\u00e3o. No livro falo muito sobre a nossa ambival\u00eancia a respeito de mudar a pol\u00edtica, e sobre os motivos compreens\u00edveis para isso. A maioria das pessoas entende que existe corrup\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, e isso n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno s\u00f3 dos Estados Unidos. As pessoas n\u00e3o se engajam porque n\u00e3o querem ser corrompidas. Outras vezes n\u00e3o se engajam porque n\u00e3o acreditam que a pol\u00edtica possa ser mudada, acham que nada pode ser feito.<\/p>\n<p>O que argumento no livro \u00e9 que isso \u00e9 um grande erro. A pol\u00edtica \u00e9 o lugar onde as regras s\u00e3o feitas, onde o governo molda nossas vidas. Se a deixamos intocada, estamos deixando uma enorme arena de poder nas m\u00e3os de outras pessoas.<\/p>\n<p>Acho que temos duas perguntas. Primeiro, como reinventamos e reimaginamos uma forma de estar junto que n\u00e3o seja corrupta ou predat\u00f3ria. Segundo, como criamos uma cultura que d\u00ea suporte aos valores em torno dos motivos pelos quais temos essas regras em primeiro lugar. No livro falo sobre o sucesso do movimento conservador, e como eles foram capazes n\u00e3o s\u00f3 de mudar a lei, mas de alterar os valores que justificam sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante para n\u00f3s lutar nas duas arenas. Muitas vezes as pessoas ficam confort\u00e1veis na arena cultural, em vez de tamb\u00e9m lutar de verdade para mudar a arena pol\u00edtica.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Nas \u00faltimas d\u00e9cadas tivemos um fortalecimento das pautas identit\u00e1rias, e da ideia de que grupos minorit\u00e1rios devem ocupar a pol\u00edtica. Mas \u00e9 suficiente eleger uma pessoa negra que n\u00e3o esteja necessariamente engajada na agenda racial, ou uma mulher que n\u00e3o esteja realmente envolvida com as quest\u00f5es de g\u00eanero?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; N\u00e3o. \u00c9 uma transforma\u00e7\u00e3o incompleta. Representatividade \u00e9 ter pessoas que parecem com voc\u00ea em posi\u00e7\u00f5es de poder. Mas a mudan\u00e7a realmente acontece quando voc\u00ea tem pessoas que dividem os mesmos valores que voc\u00ea, e que lutam por esses valores em posi\u00e7\u00f5es de poder.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 dif\u00edcil porque parte do que estamos lidando \u00e9 ao mesmo tempo uma falta de profundidade quando discutimos as mudan\u00e7as pelas quais lutamos, mas tamb\u00e9m uma press\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 reformulando as coisas pelas quais lutamos. De muitos jeitos, ficamos tomados pelos enquadramentos da oposi\u00e7\u00e3o, em vez de definir por n\u00f3s mesmos os motivos pelos quais \u00e9 importante mudar n\u00e3o s\u00f3 a face do personagem da pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Existe na oposi\u00e7\u00e3o uma discuss\u00e3o em torno do porqu\u00ea a pol\u00edtica identit\u00e1ria \u00e9 um exerc\u00edcio f\u00fatil, e voc\u00ea v\u00ea pessoas na esquerda entrando nesse debate tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ter pessoas marginalizadas em posi\u00e7\u00f5es de poder. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre g\u00eanero ou sexualidade, \u00e9 tamb\u00e9m sobre valores, e como elas lutam para converter esses valores em leis, do mesmo jeito que a oposi\u00e7\u00e3o vem fazendo h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; No livro voc\u00ea tamb\u00e9m fala sobre se aliar com pessoas que pensam diferente do grupo do qual se faz parte. Como \u00e9 poss\u00edvel se juntar a quem tem objetivos distintos sem perder a ess\u00eancia do seu movimento?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Eu falo sobre se aliar com pessoas que s\u00e3o diferentes de voc\u00ea, mas tamb\u00e9m argumento que \u00e9 muito importante garantir que os valores estejam alinhados.<\/p>\n<p>H\u00e1 pessoas reais, experienciando problemas reais, que n\u00e3o se v\u00eaem em termos de r\u00f3tulos, esquerda, ou centro-esquerda, mas como algu\u00e9m que deseja mudan\u00e7as. Uma das li\u00e7\u00f5es [que podemos aprender] \u00e9 que ficamos confort\u00e1veis em trocar com pessoas com as quais dividimos a mesma linguagem. O que perdemos com isso \u00e9 que h\u00e1 muitas pessoas totalmente desorganizadas, procurando um lugar, uma casa. Para podermos construir mudan\u00e7as que possam trazer dignidade, h\u00e1 alian\u00e7as que podem ser feitas com pessoas que n\u00e3o escolheram um lado.<\/p>\n<p>N\u00e3o acredito que devamos investir muito tempo tentando mudar quem j\u00e1 est\u00e1 organizado. Precisamos lutar pelo cora\u00e7\u00e3o e pela mente de pessoas que ainda n\u00e3o t\u00eam uma posi\u00e7\u00e3o, mas que querem viver vidas com dignidade e ser respeitadas. Nossa oposi\u00e7\u00e3o procura essas pessoas, e as encoraja a escolher um lado. N\u00e3o demos ainda a nossa melhor resposta para esse dilema.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Com o fortalecimento das quest\u00f5es identit\u00e1rias, muitos ativistas cresceram e ganharam seguidores nas redes sociais falando sobre suas pr\u00f3prias experi\u00eancias. Talvez alguns deles possam ser considerados &#8220;ativistas celebridades&#8221;, como voc\u00ea chama no seu livro. A partir de que ponto a explora\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria imagem, a partir de causas relevantes, passa a ser problem\u00e1tica?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Eu defendo que existe ativismo e existe organizar. O ativismo sup\u00f5e que o indiv\u00edduo vai agir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas com as quais ele se importa. Organizar \u00e9 sobre juntar as pessoas para atuar coletivamente. \u00c9 muito importante n\u00e3o confundir os dois.<\/p>\n<p>Para mim existe um novo fen\u00f4meno que aconteceu na \u00faltima d\u00e9cada, no qual ativistas est\u00e3o se tornando celebridades. N\u00e3o \u00e9 algo que eu tenha visto antes, tenho 40 anos e estou fazendo esse trabalho por metade da minha vida.<\/p>\n<p>Agora pessoas que tomam uma atitude, como n\u00f3s, est\u00e3o aparecendo em programas de televis\u00e3o, na capa de revistas. N\u00e3o \u00e9 ruim ter essa plataforma, mas o que eu pergunto \u00e9: quem s\u00e3o as suas pessoas, em defesa de qual comunidade voc\u00ea est\u00e1 usando sua plataforma para chamar a aten\u00e7\u00e3o e para que mais pessoas tomem uma atitude. Se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 fazendo isso, ent\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 construindo uma marca pessoal, e tentando ser um &#8220;entertainer&#8221;, o que \u00e9 um empreendimento diferente de promover mudan\u00e7as sociais.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; No livro voc\u00ea diz que a interseccionalidade n\u00e3o \u00e9 uma &#8220;olimp\u00edada da opress\u00e3o&#8221;, e que essa rivalidade fica expl\u00edcita quando algu\u00e9m fala &#8220;sou uma mulher negra, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o tem nada a me dizer&#8221;. No Brasil vemos uma interpreta\u00e7\u00e3o particular do que se chama de lugar de fala, conceito que muitas vezes \u00e9 aplicado como um monop\u00f3lio do discurso, para encerrar um debate. O que voc\u00ea acha desse comportamento? Isso prejudica ou fortalece a pol\u00edtica identit\u00e1ria?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Eu sempre acredito que o di\u00e1logo \u00e9 importante, e que perdemos profundidade se estamos constantemente excluindo outras pessoas, dizendo que a pr\u00f3pria experi\u00eancia pessoal \u00e9 a coisa mais importante. No fim das contas, as experi\u00eancias das mulheres s\u00e3o incrivelmente diversas, e nenhuma mulher fala por todas, embora existam semelhan\u00e7as que v\u00eam de situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a. Dialogar \u00e9 a melhor forma de expor algu\u00e9m a injusti\u00e7as que talvez n\u00e3o veja ou experiencie. Mas h\u00e1 um desafio&#8230; Mudar de opini\u00e3o \u00e0s vezes leva tempo, paci\u00eancia e humildade.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Voc\u00ea diz no livro que &#8220;hashtags n\u00e3o iniciam movimentos, pessoas sim&#8221;. Como o Black Lives Matter conseguiu evoluir de uma hashtag para um movimento de sucesso, com impacto internacional?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Um dos grandes componentes do sucesso do Black Lives Matter sempre foram os relacionamentos. Quando come\u00e7amos, usamos nossas redes de contatos, de organizadores, ativistas, artistas, e as redes sociais para fazer do movimento uma conversa.<\/p>\n<p>Fizemos coisas como reunir pessoas para conversar sobre importantes t\u00f3picos que moldavam nossas vidas. Conectamos pessoas que estavam tentando descobrir como montar disciplinas para seus estudantes em torno do antiracismo, ou ajud\u00e1-los a entender o assassinato de Trayvon Martin.<\/p>\n<p>J\u00e1 existiam muitas organiza\u00e7\u00f5es lutando pelos direitos de pessoas negras. O Black Lives Matter tinha que ser um hub onde essas organiza\u00e7\u00f5es que j\u00e1 estavam fazendo esse trabalho pudessem se conectar e trabalhar juntas em projetos que aumentassem nossa for\u00e7a e nosso poder.<\/p>\n<p>Acho que a receita secreta para os movimentos \u00e9 qu\u00e3o bem eles constroem e reconstroem relacionamentos, e qu\u00e3o bem constroem e reconstroem conex\u00f5es entre pessoas que talvez j\u00e1 tenham muito em comum, mas que nunca perceberam isso.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Folha &#8211; Como voc\u00ea avalia o impacto do Black Lives Matter na redu\u00e7\u00e3o do racismo e da viol\u00eancia policial? Houve um progresso importante nesse sentido desde que o movimento come\u00e7ou?<\/span><\/p>\n<p>Alicia Garza &#8211; Esse movimento e o carimbo dessa gera\u00e7\u00e3o nele certamente mudaram n\u00e3o s\u00f3 esse pa\u00eds, mas o mundo. Agora h\u00e1 conversas acontecendo em voz alta que antes eram um sussurro. Conversas sobre viol\u00eancia policial, criminalidade, racismo, supremacia branca, que t\u00ednhamos medo de ter. Conversas sobre quem estava sendo deixado para tr\u00e1s na nossa comunidade enquanto est\u00e1vamos lutando por mais poder. Essas mudan\u00e7as ainda est\u00e3o acontecendo, mas acho que o livro ajuda a entender como chegamos onde estamos agora, para entender melhor o que precisamos fazer.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Alicia Garza, 40 <\/span><\/p>\n<p>Cofundadora do movimento Black Lives Matter, a organizadora social \u00e9 bacharel em antropologia e sociologia pela Universidade da Calif\u00f3rnia, San Diego. Autora de &#8220;O Prop\u00f3sito do Poder&#8221;, de 2021, \u00e9 apresentadora do podcast &#8220;Lady Don&#8217;t Take No&#8221;<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1862103\/cofundadora-do-black-lives-matter-diz-que-movimentos-precisam-ocupar-a-politica?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) &#8211; Alicia Garza acordou na madrugada de 14 de julho<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":43970,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-43969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43969\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}