{"id":42997,"date":"2021-11-13T16:09:55","date_gmt":"2021-11-13T19:09:55","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/11\/13\/eleicao-na-argentina-deve-confirmar-vitoria-da-oposicao\/"},"modified":"2021-11-13T16:09:55","modified_gmt":"2021-11-13T19:09:55","slug":"eleicao-na-argentina-deve-confirmar-vitoria-da-oposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/11\/13\/eleicao-na-argentina-deve-confirmar-vitoria-da-oposicao\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00e3o na Argentina deve confirmar vit\u00f3ria da oposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Nos \u00faltimos dois meses, o presidente Alberto Fern\u00e1ndez fez mais eventos de campanha do que muitos dos candidatos que disputam as elei\u00e7\u00f5es deste domingo (14). No per\u00edodo, reuni\u00f5es com ministros ou despachos de seu gabinete na Casa Rosada foram substitu\u00eddos por visitas a bairros pobres, com\u00edcios em diferentes prov\u00edncias e entrevistas a ve\u00edculos alinhados ao governo, como \u00e9 t\u00edpico no peronismo.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>O esfor\u00e7o tem justificativa. Se os peronistas repetirem os maus resultados das prim\u00e1rias em setembro, os dois anos restantes da gest\u00e3o de Fern\u00e1ndez v\u00e3o ocorrer em mares ainda mais turbulentos.<\/p>\n<p>Ainda que o pleito legislativo seja dividido por distritos, \u00e9 simb\u00f3lico que o governo tenha perdido nas prim\u00e1rias por dez pontos percentuais no cen\u00e1rio geral, num resultado acachapante: derrota em 18 dos 24 distritos do pa\u00eds, incluindo a prov\u00edncia de Buenos Aires, que concentra 38% do eleitorado nacional.<\/p>\n<p>Neste domingo, 34 milh\u00f5es de eleitores v\u00e3o \u00e0s urnas para eleger 127 deputados \u2013de um total de 257\u2013 e 24 senadores \u2013de 72. Enquanto todas as prov\u00edncias do pa\u00eds v\u00e3o escolher deputados, apenas oito votar\u00e3o para senadores: C\u00f3rdoba, Corrientes, Tucum\u00e1n, Chubut, Santa F\u00e9, Catamarca, Mendoza e La Pampa.<\/p>\n<p>As principais pesquisas apontam que as cifras do pleito ser\u00e3o as mesmas das prim\u00e1rias, ou seja, avan\u00e7o da principal alian\u00e7a opositora, a Juntos por el Cambio (JpC), de centro-direita, capitaneada pelo Proposta Republicana, partido do ex-presidente Mauricio Macri. Alguns institutos, por\u00e9m, apontam leve recupera\u00e7\u00e3o da coaliz\u00e3o governista, a Frente de Todos (FdT), de diferentes grupos peronistas, mas sem amea\u00e7ar um triunfo da oposi\u00e7\u00e3o. H\u00e1, ainda, sondagens que preveem derrota ainda mais expressiva para o governo.<\/p>\n<p>Uma das regi\u00f5es em que a disputa \u00e9 mais acirrada \u00e9 a prov\u00edncia de Buenos Aires, onde os peronistas dedicaram especial aten\u00e7\u00e3o ap\u00f3s perderem por quatro pontos percentuais. Segundo a consultoria Ra\u00fal Arag\u00f3n &amp; Asociados, o representante do Juntos por el Cambio, Diego Santilli, lidera com 39% das inten\u00e7\u00f5es de voto, mas a peronista Victoria Tolosa Paz diminuiu a diferen\u00e7a e agora tem 37%.<\/p>\n<p>Na capital do pa\u00eds, a cidade de Buenos Aires \u2013que tem status de prov\u00edncia\u2013, a dist\u00e2ncia \u00e9 maior para a oposi\u00e7\u00e3o. Segundo a Consultora de Imagem e Gest\u00e3o Pol\u00edtica, a ex-governadora Mar\u00eda Eugenia Vidal (JpC) lidera com 46% das inten\u00e7\u00f5es de voto, contra 25% do peronista Leandro Santoro (FdT).<\/p>\n<p>\u00c9 em Buenos Aires, tamb\u00e9m, que a ultradireita tem mais apoio. A alian\u00e7a Avanza Libertad, com o economista Javier Milei \u00e0 frente, conquistar\u00e1, segundo as sondagens, 15% dos votos, o que a colocaria como a terceira for\u00e7a pol\u00edtica na capital argentina. Em n\u00edvel nacional, por\u00e9m, re\u00fane s\u00f3 5% da prefer\u00eancia.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda entre 15% e 19% de indecisos, e 74% afirmam que votar\u00e3o no mesmo candidato das prim\u00e1rias.<\/p>\n<p>Do ponto de vista pol\u00edtico, a derrota do peronismo ser\u00e1 mais do que simb\u00f3lica do enfraquecimento do presidente Fern\u00e1ndez, hoje com 33% de aprova\u00e7\u00e3o, de acordo com a consultora Isonom\u00eda.<\/p>\n<p>A queda de sua popularidade come\u00e7ou ap\u00f3s esc\u00e2ndalos durante a pandemia, como a festa de anivers\u00e1rio de sua mulher, realizada na resid\u00eancia oficial de Olivos, num momento em que havia duras medidas de quarentena na regi\u00e3o metropolitana de Buenos Aires. Outro epis\u00f3dio foi o da &#8220;vacina\u00e7\u00e3o vip&#8221;, em que uma s\u00e9rie de pessoas bem relacionadas furaram a fila para receber as doses de vacinas contra o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8220;Esta elei\u00e7\u00e3o pode ser um divisor de \u00e1guas na pol\u00edtica argentina, porque o que est\u00e1 sendo medido, mais do que a popularidade de Fern\u00e1ndez ou quem vai ocupar que posto no Congresso, \u00e9 a resposta \u00e0s perguntas &#8216;Cristina, sim&#8217; ou &#8216;Cristina, n\u00e3o'&#8221;, afirma o analista pol\u00edtico Jorge Giacobbe. &#8220;Ou seja, se a preponder\u00e2ncia dela na pol\u00edtica argentina continua. Se o peronismo obtiver menos de 30%, \u00e9 porque o pr\u00f3prio eleitorado peronista n\u00e3o quer mais Cristina e sua imagem pode estar come\u00e7ando a se dissolver.&#8221;<\/p>\n<p>Giacobbe se refere, claro, \u00e0 vice-presidente Cristina Kirchner, l\u00edder do peronismo. &#8220;Na Argentina, hoje n\u00e3o h\u00e1 sequer uma polariza\u00e7\u00e3o entre Macri e Cristina, trata-se de votar em Cristina ou contra Cristina&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>De fato, a ex-presidente foi quem liderou as mudan\u00e7as no gabinete de Fern\u00e1ndez ap\u00f3s a derrota nas prim\u00e1rias e definiu a estrat\u00e9gia de campanha. &#8220;N\u00e3o a vejo tentando assumir a Presid\u00eancia, mas ela quer seguir influenciando os rumos do governo. Se nos primeiros dois anos ela deixou a tarefa com Alberto, agora, com ele enfraquecido, seu poder aumenta, e sua agenda deve ficar mais evidente&#8221;, diz o analista.<\/p>\n<p>Entre as cr\u00edticas abertas que Cristina faz ao mandat\u00e1rio est\u00e1 a pressa de Fern\u00e1ndez para fechar um acordo com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, para o qual a Argentina deve US$ 44 bilh\u00f5es, al\u00e9m de debates em torno de gastos sociais e da volta de uma pol\u00edtica protecionista nas rela\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p>Uma derrota mais acentuada do peronismo neste domingo pode fazer com que os governistas fiquem sem a possibilidade de ter qu\u00f3rum para iniciar uma sess\u00e3o no Senado sem o apoio da oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se tamb\u00e9m perder cadeiras de deputados, o peronismo pode ver o comando da C\u00e2mara, chefiada hoje por Sergio Massa, mudar de lado, o que colocaria um opositor na linha de sucess\u00e3o presidencial.<\/p>\n<p>No campo econ\u00f4mico, a tarefa do governo nos \u00faltimos dois anos de gest\u00e3o de Fern\u00e1ndez tampouco \u00e9 simples. Com infla\u00e7\u00e3o acumulada de 52,5% no ano, desemprego na casa dos 10,2% e 40% da popula\u00e7\u00e3o na pobreza, o governo vem recorrendo a diferentes estrat\u00e9gias para esticar o cobertor social.<\/p>\n<p>Congelou os pre\u00e7os de mais de 1.400 produtos at\u00e9 janeiro, proibiu demiss\u00f5es e elaborou planos sociais.<\/p>\n<p>&#8220;Imprimir dinheiro, como o governo faz agora, significa manter a infla\u00e7\u00e3o alta, e os pre\u00e7os n\u00e3o podem ficar congelados para sempre. Ser\u00e1 necess\u00e1ria uma pol\u00edtica de ajuste&#8221;, diz o economista Gabriel Rubinstein.<\/p>\n<p>Embora uma hiperinfla\u00e7\u00e3o seja, a princ\u00edpio, descartada pelos economistas, um cen\u00e1rio de recess\u00e3o com infla\u00e7\u00e3o \u00e9 o mais prov\u00e1vel para 2022. &#8220;Uma das principais quest\u00f5es \u00e9 como viabilizar a entrada de dinheiro no pa\u00eds. Os investidores n\u00e3o vir\u00e3o se houver um risco m\u00ednimo confiscat\u00f3rio, e \u00e9 por isso que medidas que deem sinal de estabilidade e compromisso s\u00e3o importantes&#8221;, afirma Rubinstein.<\/p>\n<p>Assim, \u00e0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o, o cen\u00e1rio \u00e9 de polariza\u00e7\u00e3o na Argentina, com uma agenda marcada pelas preocupa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pela quest\u00e3o da seguran\u00e7a. O assassinato de um comerciante em La Matanza, o distrito mais populoso da Grande Buenos Aires, por exemplo, tem contaminado os discursos de campanha. Os l\u00edderes do Juntos por el Cambio afirmam que o crime, cometido por um ladr\u00e3o, \u00e9 o resultado da pol\u00edtica ineficaz do governador peronista da prov\u00edncia de Buenos Aires, Axel Kicillof.<\/p>\n<p>Desde o \u00faltimo domingo, moradores fazem protestos em frente ao local onde a morte aconteceu.<\/p>\n<p>Para os peronistas, a raz\u00e3o pela qual a regi\u00e3o apresenta problemas de seguran\u00e7a \u00e9 a m\u00e1 gest\u00e3o dos antecessores Macri e Vidal, ex-presidente e ex-governadora, respectivamente. A tens\u00e3o na regi\u00e3o, por\u00e9m, est\u00e1 alta, com enfrentamentos com a pol\u00edcia e uso de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo para dispersar manifestantes.<\/p>\n<p>Em uma entrevista a um canal de TV, durante a \u00faltima semana, Fern\u00e1ndez afirmou que hoje entende melhor os problemas dos argentinos e que teve de deixar de assistir ao notici\u00e1rio exibido pelos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, em sua maioria cr\u00edticos ao governo, para conversar com as pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Depois do resultado, o que mais me preocupou foi escutar as pessoas. Deixei de ler os jornais, escutar as r\u00e1dios e me ocupei em escutar as pessoas, porque me custou muito entender o resultado eleitoral.&#8221;<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/mundo\/1860136\/eleicao-na-argentina-deve-confirmar-vitoria-da-oposicao-e-jogar-fernandez-em-mares-turbulentos?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(FOLHAPRESS) &#8211; Nos \u00faltimos dois meses, o presidente Alberto Fern\u00e1ndez fez mais eventos de campanha<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":42998,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-42997","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42997\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}