{"id":38917,"date":"2021-10-19T12:09:02","date_gmt":"2021-10-19T15:09:02","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/10\/19\/beneficiada-por-rayssa-leal-ong-social-skate-une-esporte-e-educacao-ha-10-anos\/"},"modified":"2021-10-19T12:09:02","modified_gmt":"2021-10-19T15:09:02","slug":"beneficiada-por-rayssa-leal-ong-social-skate-une-esporte-e-educacao-ha-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/10\/19\/beneficiada-por-rayssa-leal-ong-social-skate-une-esporte-e-educacao-ha-10-anos\/","title":{"rendered":"Beneficiada por Rayssa Leal, ONG Social Skate une esporte e educa\u00e7\u00e3o h\u00e1 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de encantar o mundo nos Jogos de T\u00f3quio e conquistar a medalha de prata no skate street feminino, a Fadinha Rayssa Leal tamb\u00e9m venceu o Visa Award. Com vota\u00e7\u00e3o popular, o pr\u00eamio do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI) reconheceu o atleta que melhor representou os valores ol\u00edmpicos nesta edi\u00e7\u00e3o. Como ganhadora, Rayssa teve o direito de indicar uma institui\u00e7\u00e3o para ser beneficiada com uma doa\u00e7\u00e3o de US$ 50 mil. A escolha da Fadinha foi a ONG Social Skate, um projeto social em Po\u00e1, na Grande S\u00e3o Paulo, que une esporte e educa\u00e7\u00e3o h\u00e1 10 anos. Para o fundador Sandro Soares, skatista conhecido como &#8216;Testinha&#8217;, foi a longevidade do trabalho da ONG que pesou na decis\u00e3o de Rayssa.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>O skatista Sandro Testinha levou um susto quando seu celular come\u00e7ou a tremer sem parar, com notifica\u00e7\u00f5es de milhares de pessoas seguindo o perfil da ONG no Instagram. Era o efeito de uma postagem da Rayssa anunciando que estava concorrendo ao Visa Award e que, caso ganhasse, faria a doa\u00e7\u00e3o para a Social Skate. Com a men\u00e7\u00e3o da Fadinha, o n\u00famero de seguidores da ONG saltou de 30 para 40 mil. &#8220;Fiquei muito feliz quando a Rayssa disse que n\u00f3s j\u00e1 promovemos coisas boas para o skate desde antes de ela come\u00e7ar a andar&#8221;, conta Testinha. O skatista tamb\u00e9m lembra que, quando a Fadinha ganhou a medalha na Olimp\u00edada, ela fez quest\u00e3o de agradecer \u00e0s gera\u00e7\u00f5es anteriores de seu esporte.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Rayssa com os membros da ONG come\u00e7ou logo antes da pandemia, quando eles se conheceram em algumas eliminat\u00f3rias pr\u00e9-ol\u00edmpicas que aconteceram em S\u00e3o Paulo. A Social Skate costuma promover excurs\u00f5es periodicamente e, naquela \u00e9poca, levou seus alunos para dois campeonatos em que a Fadinha estava competindo. Como todos que assistiram \u00e0 Olimp\u00edada, as crian\u00e7as ficaram impressionadas com o talento da Rayssa &#8211; t\u00e3o nova quanto elas. &#8220;Rolou tietagem e muitas fotos&#8221;, conta Testinha. Depois, o skatista percebeu que os administradores do perfil da Fadinha estavam seguindo a ONG no Instagram e curtindo postagens. &#8220;Conheceram nossa miss\u00e3o e viram que estamos cumprindo-a h\u00e1 bastante tempo&#8221;, comenta sobre a indica\u00e7\u00e3o de Rayssa.<\/p>\n<p>Testinha j\u00e1 atua com projetos sociais h\u00e1 mais de 20 anos. Antes de fundar a ONG, desenvolvia um trabalho na Funda\u00e7\u00e3o Casa, antiga Febem. Por\u00e9m, entre 2010 e 2011, o skatista sentiu vontade de influenciar positivamente a vida de crian\u00e7as e adolescentes antes de que eles chegassem \u00e0s medidas socioeducativas da institui\u00e7\u00e3o. Foi quando, junto com a pedagoga Leila Vieira, decidiu criar a Social Skate, em Po\u00e1, na Grande S\u00e3o Paulo, com o objetivo de unir esporte e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, o skate era visto como um esporte marginalizado e at\u00e9 mesmo transgressor de regras. Sem o atual glamour proporcionado pelas Olimp\u00edadas, o in\u00edcio da ONG foi dif\u00edcil, mas sua miss\u00e3o foi colocar o skate como uma ferramenta pedag\u00f3gica e l\u00fadica, que pudesse fortalecer v\u00ednculos sociais. &#8220;Para al\u00e9m do esporte de alto rendimento, o skate educacional entra para preencher v\u00e1rias lacunas. Ele melhora n\u00e3o s\u00f3 a sa\u00fade da crian\u00e7ada, mas tamb\u00e9m o entorno, toda a comunidade&#8221;, diz Testinha.<\/p>\n<p>O instrutor Mauro Sartorelli explica que, embora a ONG tenha potencial para desenvolver skatistas competidores, n\u00e3o \u00e9 esse o foco principal. &#8220;Nosso objetivo \u00e9 fazer com que nossos alunos entendam a situa\u00e7\u00e3o social em que vivem, que saibam trabalhar em grupo e lidar com emo\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma. &#8220;Queremos melhorar um pouco a qualidade de vida deles, considerando que est\u00e3o em um bairro perif\u00e9rico&#8221;. Em turmas divididas por faixa et\u00e1ria, a Social Skate atende 150 crian\u00e7as e adolescentes de 4 a 17 anos. Ao todo, s\u00e3o sete educadores que se revezam nas aulas, al\u00e9m de assistente social para oferecer suporte aos alunos.<\/p>\n<p>Seguindo os protocolos de seguran\u00e7a da pandemia, as atividades s\u00e3o realizadas em uma quadra no bairro de Calmon Viana, em Po\u00e1. Anos atr\u00e1s, o espa\u00e7o foi revitalizado pela ONG, depois de passar um per\u00edodo desassistido pelo poder p\u00fablico e ter sido usado como ponto de venda de drogas. Para a Social Skate desenvolver seu trabalho, Testinha conversou com os traficantes, que concordaram em ceder o local para a ONG. &#8220;Ocupar, revitalizar e fazer funcionar. Esses foram os 3 pilares que estabelecemos&#8221;, diz o skatista.<\/p>\n<p>A ONG Social Skate foi criada de maneira org\u00e2nica, sem planejamento financeiro. Em 2010, era o in\u00edcio do boom das redes sociais, que foram usadas para chamar aten\u00e7\u00e3o para o projeto. Seus primeiros apoiadores foram os pr\u00f3prios skatistas que, colegas de Testinha, viram fotos e decidiram ajudar. Nomes como Bob Burnquist, Sandro Dias Mineirinho e outros n\u00e3o t\u00e3o conhecidos do grande p\u00fablico &#8211; como Luan de Oliveira e Rodrigo Tx &#8211; passaram a doar equipamentos usados e em boa qualidade para a ONG.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, os fundadores Sandro Testinha e Leila Vieira colocavam dinheiro do pr\u00f3prio bolso para patrocinar a Social Skate. Com o tempo, foram descobrindo como se candidatar para Leis de Incentivo e se tornaram benefici\u00e1rios. Al\u00e9m disso, foram convidados para alguns programas de televis\u00e3o e conseguiram maior visibilidade, o que ajudou a captar patroc\u00ednio direto de grandes empresas &#8211; dentre elas, Nike, Vans e Centauro. &#8220;Como eu costumo dizer, \u00e9 muito semelhante ao carnaval: acabamos de lan\u00e7ar um projeto, j\u00e1 precisamos pensar como vamos fazer para o pr\u00f3ximo ano&#8221;, diz Testinha.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos US$ 50 mil que ser\u00e3o recebidos por causa do Visa Award, a ONG est\u00e1 aguardando um processo burocr\u00e1tico para saber quando o recurso vai chegar e se haver\u00e1 regras para sua utiliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel, por exemplo, que o dinheiro tenha de ser destinado especificamente para compra de equipamentos, ou para investimento em recursos humanos, dentre outras possibilidades. &#8220;Independentemente do valor que recebermos e de como ele tiver que ser utilizado, esse dinheiro vai ampliar e melhorar o projeto&#8221;, afirma Testinha. &#8220;Vai trazer mais dignidade para as crian\u00e7as que atendemos aqui&#8221;.<\/p>\n<p>A FADINHA DA ONG &#8211; Por incentivo de um vizinho, Ana Clara Gon\u00e7alves come\u00e7ou a andar de skate com 6 anos, na rua de sua casa. N\u00e3o demorou muito at\u00e9 que a menina ouvisse falar da ONG Social Skate em um programa de televis\u00e3o, e seu pai se empolgasse para conhecer o projeto. Matriculada, Ana Clara n\u00e3o s\u00f3 aprendeu manobras como tamb\u00e9m fez amizades, conheceu lugares novos e, principalmente, se divertiu. &#8220;O skate me tirou do meu mundinho. Quando eu comecei, eu n\u00e3o tinha nenhum amigo&#8221;, diz. &#8220;Hoje eu posso falar que tenho mais de 10 colegas para andar comigo.&#8221;<\/p>\n<p>A garota tem a skatista Rayssa Leal como uma de suas maiores inspira\u00e7\u00f5es, desde antes das Olimp\u00edadas. &#8220;Lembro de ser bem pequena quando assisti ao v\u00eddeo da Rayssa mandando manobra na escada, com a fantasia de fadinha&#8221;, conta. Por causa das semelhan\u00e7as de idade e talento, os colegas de Ana Clara passaram a cham\u00e1-la carinhosamente de &#8220;fadinha da ONG&#8221;. Al\u00e9m de Rayssa, a adolescente tamb\u00e9m se espelha em outras skatistas brasileiras, como P\u00e2mela Rosa e Let\u00edcia Bufoni.<\/p>\n<p>Ana Clara foi aluna da ONG at\u00e9 seus 15 anos, quando se tornou instrutora. Miss\u00e3o recente, a jovem procura passar o que aprendeu durante esse longo per\u00edodo. &#8220;Nunca imaginei que chegaria a dar aulas, mas \u00e9 muito gratificante&#8221;, conta. Para a fadinha da ONG, a intera\u00e7\u00e3o com as crian\u00e7as est\u00e1 entre as maiores recompensas do trabalho. S\u00e3o momentos que Ana Clara diz que levar\u00e1 para a vida: &#8220;Tia, estava com saudade. Aprendi a manobra que voc\u00ea falou para eu tentar&#8221;.<\/p>\n<p>Como instrutora, a fadinha da ONG tem um cuidado especial com as meninas, por ter vivenciado o machismo na inf\u00e2ncia. &#8220;J\u00e1 ouvi de familiares meus que \u00e9 um esporte de menino&#8221;, diz. Para Ana Clara, a representatividade trazida pelas skatistas brasileiras nas Olimp\u00edadas foi muito importante e gerou um incentivo para as garotas come\u00e7arem a andar. &#8220;Temos que acreditar nos nossos sonhos e confiar no nosso potencial&#8221;, afirma. &#8220;Sempre existir\u00e3o pessoas para nos criticar, mas sempre existir\u00e3o outras para nos apoiar&#8221;.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Esporte<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/esporte\/1852342\/beneficiada-por-rayssa-leal-ong-social-skate-une-esporte-e-educacao-ha-10-anos?utm_source=rss-esporte&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de encantar o mundo nos Jogos de T\u00f3quio e conquistar a medalha de prata<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":38918,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-38917","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38917","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38917"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38917\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}