{"id":24239,"date":"2021-07-22T11:08:49","date_gmt":"2021-07-22T14:08:49","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/07\/22\/mrv-ve-edificios-com-mais-espacos-de-coworking-e-bem-menos-garagens\/"},"modified":"2021-07-22T11:08:49","modified_gmt":"2021-07-22T14:08:49","slug":"mrv-ve-edificios-com-mais-espacos-de-coworking-e-bem-menos-garagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/07\/22\/mrv-ve-edificios-com-mais-espacos-de-coworking-e-bem-menos-garagens\/","title":{"rendered":"MRV v\u00ea edif\u00edcios com mais espa\u00e7os de coworking e bem menos garagens"},"content":{"rendered":"<p>BRAS\u00cdLIA, DF (FOLHAPRESS) &#8211; Eduardo Fischer est\u00e1 morando de aluguel. O engenheiro civil de 47 anos, que divide a presid\u00eancia da MRV Engenharia com Rafael Menin, filho do fundador da companhia, Rubens Menin, vive um momento de transi\u00e7\u00e3o: vendeu o seu apartamento e, enquanto o novo n\u00e3o fica pronto, alugou um im\u00f3vel.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Da experi\u00eancia vivida durante a pandemia, retirou algumas li\u00e7\u00f5es. &#8220;Eu tinha preconceito com o home office, mas vi que funciona, dentro de certos limites&#8221;, diz o executivo, que acumula 28 anos de MRV, onde entrou como estagi\u00e1rio, aos 19.<\/p>\n<p>&#8220;Mas acredito que o futuro do trabalho ser\u00e1 h\u00edbrido, porque aquela for\u00e7a criativa das companhias, que a gente tem nas reuni\u00f5es que mais parecem almo\u00e7o de domingo, com muita gente falando ao mesmo tempo, se perde nos encontros virtuais&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&#8220;Fora isso, preciso vir para o escrit\u00f3rio com alguma frequ\u00eancia, pelo bem do meu casamento&#8221;, brinca. &#8220;E olha que eu tenho estrutura, a maior parte das pessoas n\u00e3o tem&#8221;.<\/p>\n<p>O cliente da MRV tem renda m\u00e9dia familiar de R$ 3.000. &#8220;Ele vem comprar o seu primeiro im\u00f3vel conosco, est\u00e1 saindo da loca\u00e7\u00e3o ou de uma condi\u00e7\u00e3o pior de moradia, \u00e0s vezes com parentes&#8221;, diz Fischer.<\/p>\n<p>Mas existe um outro consumidor para o qual a MRV passou a olhar: o jovem adulto dos grandes centros, que n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o ansioso pela casa pr\u00f3pria, quer um aluguel descomplicado, e v\u00e1rias facilidades no entorno. Tudo por um pre\u00e7o que caiba no bolso.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s lan\u00e7amos a Luggo h\u00e1 tr\u00eas anos, uma bandeira 100% voltada \u00e0 loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis. Criamos quatro empreendimentos antes da pandemia e agora estamos erguendo mais dez&#8221;, afirma. &#8220;\u00c9 uma experi\u00eancia muito moderna. A pessoa resolve tudo pelo celular, inclusive a aprova\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. Pode alugar a vaga de garagem, o carro e at\u00e9 os m\u00f3veis do apartamento&#8221;.<\/p>\n<p>Para Fischer, as novas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o v\u00e3o abandonar o sonho da casa pr\u00f3pria. Mas elas est\u00e3o mais interessadas em usufruir do im\u00f3vel do que encar\u00e1-lo como um patrim\u00f4nio obrigat\u00f3rio. Mesma l\u00f3gica aplicada ao autom\u00f3vel, o que tende a mudar a cara dos condom\u00ednios nos pr\u00f3ximos anos.<br \/>*<br \/><span class=\"news_bold\">Pergunta &#8211; O que a MRV teve que fazer diferente durante a pandemia?<\/span><\/p>\n<p>Eduardo Fischer &#8211; Por mais que a gente tentasse fazer a venda ser cada vez mais virtual, mais remota, isso n\u00e3o era uma realidade antes da Covid. As pessoas queriam ir at\u00e9 o local e ver o apartamento decorado, conversar com o corretor, sentir o im\u00f3vel. Mas fazer compras no ambiente virtual foi algo incorporado pelo cliente. A nossa plataforma para venda, que \u00e9 bastante sofisticada, come\u00e7ou a ser usada com frequ\u00eancia. As pessoas aprenderam a navegar no ambiente digital. Viram que a experi\u00eancia pode ser at\u00e9 melhor que a presencial, pelo n\u00edvel de detalhe.<\/p>\n<p>Hoje, o cliente chega ao estande de vendas em um est\u00e1gio muito mais avan\u00e7ado do que no passado. Muito da conversa com o corretor foi avan\u00e7ada, ele vem com cr\u00e9dito aprovado, sabe pre\u00e7o, condi\u00e7\u00e3o de pagamento, tudo. Inclusive com tour virtual do apartamento. Isso vai ficar, mesmo com o fim da pandemia, porque melhora a experi\u00eancia do cliente. N\u00e3o existe compra para se fazer na vida mais dolorosa que a do im\u00f3vel.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Por qu\u00ea?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; Voc\u00ea est\u00e1 se comprometendo com a maior d\u00edvida da sua vida. Voc\u00ea se esgoela todo financeiramente. Tem um processo de compra doloroso, longo, vai discutir termos que n\u00e3o conhece. Chega aquela hora em que voc\u00ea est\u00e1 em frente ao corretor e o cara come\u00e7a a cuspir papel, taxas, burocracias. E a pessoa fica naquela tens\u00e3o, sem saber o que est\u00e1 acontecendo direito.<\/p>\n<p>Mas agora ele passa pelo site, onde recebe essas informa\u00e7\u00f5es muito mais mastigadas. Fizemos um esfor\u00e7o para deixar o nosso contrato mais humanizado, explicar o mais claramente poss\u00edvel o que significa aquele monte de letrinhas.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Qual o perfil do cliente da MRV?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; Nosso cliente padr\u00e3o tem renda familiar de R$ 3.000. \u00c9 um cara que est\u00e1 perto da base da pir\u00e2mide, tem uma limita\u00e7\u00e3o muito grande de capacidade de cr\u00e9dito. Ent\u00e3o, um apartamento maior, com espa\u00e7o para home office, por exemplo, n\u00e3o existe, ele n\u00e3o tem capacidade financeira para sonhar com isso agora. \u00c9 o primeiro im\u00f3vel que ele est\u00e1 comprando, \u00e0s vezes acabou de se casar, est\u00e1 saindo da casa dos pais, ou de uma condi\u00e7\u00e3o pior de moradia.<\/p>\n<p>O que estamos fazendo \u00e9, dentro do espa\u00e7o p\u00fablico, comum, do condom\u00ednio, em vez de algum item de lazer, criar um espa\u00e7o de coworking. \u00c9 algo que come\u00e7a a fazer sentido, porque parte dessas pessoas tamb\u00e9m vai estar no esquema h\u00edbrido de trabalho. A gente n\u00e3o tinha isso. Nosso cliente era assalariado ou aut\u00f4nomo, que ia para a rua todo dia de manh\u00e3 e voltava \u00e0 noite. A demanda dele era uma piscina, uma quadra, um espa\u00e7o para as crian\u00e7as brincarem. Hoje eles querem um espa\u00e7o em que possam trabalhar parte do dia.As novas gera\u00e7\u00f5es t\u00eam se mostrado mais dispostas a usufruir de um bem do que comprar -e temos visto este comportamento quanto aos carros e \u00e0 moradia.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">O sonho da casa pr\u00f3pria deve deixar de existir?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; Esse comportamento tem mudado, sim. Eu tenho um filho de 20 anos, que cursa engenharia mec\u00e2nica, \u00e9 completamente apaixonado por carro, desde pequeno. Quando ele fez 18 anos, eu e minha esposa quisemos dar um carro para ele. E ele disse n\u00e3o. Perguntou: &#8216;O que vou fazer com isso? Se eu for para a faculdade, vai ficar parado. Vou pagar uma fortuna de estacionamento, documenta\u00e7\u00e3o, seguro, combust\u00edvel&#8217;. E ele n\u00e3o tem carro at\u00e9 hoje. Quando quer sair de fim de semana, chama um Uber.<\/p>\n<p>A\u00ed eu pensei: ele tem 18 anos. Daqui 10 anos, vai ter 28, a idade m\u00e9dia do meu cliente. Ele vai querer pagar um financiamento de 30 anos? A casa pr\u00f3pria ainda tem um poder muito forte. Al\u00e9m de um sonho, \u00e9 uma forma der criar patrim\u00f4nio. Mas o est\u00e1gio de vida dessa decis\u00e3o est\u00e1 mudando. A vida come\u00e7a um pouco mais tarde, em termos de fam\u00edlia. A casa pr\u00f3pria pode vir mais tarde, com 30 e poucos anos, quando houver um marco importante, como o casamento ou a chegada dos filhos.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">O que a MRV tem feito para atender essa nova gera\u00e7\u00e3o de consumidores?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; Temos uma bandeira, a Luggo, lan\u00e7ada h\u00e1 tr\u00eas anos. \u00c9 100% voltada \u00e0 loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis. A MRV compra o terreno, constr\u00f3i o edif\u00edcio, aluga todas as unidades. Depois vendemos esse ativo para um fundo imobili\u00e1rio, que passa a ser dono da propriedade, enquanto a Luggo fica respons\u00e1vel pela gest\u00e3o. A Luggo foi o primeiro fundo imobili\u00e1rio residencial do Brasil, um neg\u00f3cio que cresce com a Selic em queda.<\/p>\n<p>Para o cliente, \u00e9 uma experi\u00eancia muito moderna. A pessoa faz tudo pelo celular, inclusive a aprova\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. J\u00e1 fizemos quatro empreendimentos como esse -dois em Curitiba, um em Belo Horizonte e um em Campinas. Agora estamos construindo mais dez.<\/p>\n<p>\u00c9 um jeito novo de morar. Tem uma s\u00e9rie de facilidades: o cliente escolhe alugar ou n\u00e3o a garagem, pode alugar um carro, que est\u00e1 dispon\u00edvel para os moradores, pode alugar at\u00e9 os m\u00f3veis do apartamento, tem espa\u00e7o de coworking, tem um mercadinho 24 horas self-service, tem eventos de confraterniza\u00e7\u00e3o para os moradores, como uma pizza na sexta \u00e0 noite. Acho que isso vai ganhar peso, tem um aspecto comportamental importante, ao mesmo tempo que serve de op\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito neste momento para compra do im\u00f3vel.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Qual o perfil do p\u00fablico da Luggo?<\/span><\/p>\n<p>EF- O p\u00fablico tem a renda um pouco mais alta: paga cerca de R$ 1.400 de aluguel, por um apartamento, em m\u00e9dia, de 55 metros quadrados. Na MRV, a presta\u00e7\u00e3o m\u00e9dia para compra do apartamento est\u00e1 em R$ 800, um im\u00f3vel de 42 metros quadrados. E tem outro aspecto: os apartamentos da Luggo est\u00e3o melhor localizados, em pontos mais centrais.<\/p>\n<p>A maior parte dos clientes da Luggo n\u00e3o tem vaga de garagem alugada. Mas eles t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um carro para loca\u00e7\u00e3o, em parceria. Os alugu\u00e9is da Luggo esgotam muito rapidamente, porque as pessoas percebem valor. Aluguel ainda \u00e9 uma coisa muito artesanal, muito um a um, muito varej\u00e3o. Quando voc\u00ea traz uma experi\u00eancia otimizada, padronizada, r\u00e1pida, as pessoas aderem f\u00e1cil.<\/p>\n<p>N\u00e3o vai roubar espa\u00e7o da casa pr\u00f3pria, mas vai ser um complemento para uma fase da vida diferente. Isso tamb\u00e9m serve de experi\u00eancia para dentro da MRV.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Se tem menos gente comprando carro, como ficam as garagens nos novos empreendimentos?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; \u00c9 algo que vai mudar a cara dos empreendimentos ao longo do tempo, assim como o espa\u00e7o de coworking. Mas no caso da garagem \u00e9 mais demorado, por conta da legisla\u00e7\u00e3o, que precisa ser modernizada. Na maior parte das cidades em que a gente opera, o Plano Diretor exige que se construa uma vaga por apartamento. O de S\u00e3o Paulo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim, o que nos d\u00e1 mais flexibilidade. Mas em Indaiatuba (SP), por exemplo, s\u00e3o exigidas duas vagas por apartamento.<\/p>\n<p>Voc\u00ea poderia oferecer muito mais lazer ou mais apartamentos com o espa\u00e7o dedicado \u00e0s garagens. Imagina daqui 10 ou 15 anos, o que vai ser de condom\u00ednios inteiros, com 7.000 vagas? V\u00e3o ser uma estrutura semiabandonada, porque n\u00e3o d\u00e1 para reaproveitar. Fica t\u00e3o caro, que n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel tentar transformar isso.<\/p>\n<p>Tenho uma irm\u00e3 que mora em um apartamento antigo nos Jardins, em S\u00e3o Paulo, com uns 200 metros quadrados e uma vaga. No passado, um apartamento de alto padr\u00e3o com uma vaga era um problema, mas agora \u00e9 um p\u00eanalti. Apartamento em S\u00e3o Paulo j\u00e1 chegou a ser vendido com quatro vagas.As constru\u00e7\u00f5es modulares, especialidades das startups do setor, as construtechs, est\u00e3o ganhando espa\u00e7o no mercado.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Como voc\u00ea v\u00ea esta tend\u00eancia?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; A constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 uma ind\u00fastria meio arcaica, no mundo inteiro. Muito artesanal, por mais que a gente industrialize. Esta \u00e9 uma das grandes revolu\u00e7\u00f5es que est\u00e3o por vir, nenhum lugar do mundo conseguiu resolver. Alguns pensam que o mercado imobili\u00e1rio dos Estados Unidos \u00e9 muito mais sofisticado, mas n\u00e3o \u00e9. Para im\u00f3veis de baixa renda, l\u00e1 \u00e9 at\u00e9 pior.<\/p>\n<p>N\u00f3s criamos uma \u00e1rea de inova\u00e7\u00e3o dentro da MRV s\u00f3 para manter contato direto com as construtechs. No ano passado, criamos um centro de pesquisa em BH, dentro do Senai. Em algum momento, vai aparecer algu\u00e9m com um processo revolucion\u00e1rio e mudar a forma com que se constr\u00f3i.<\/p>\n<p>Hoje adotamos uma constru\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 a modular, mas que \u00e9 muito mais r\u00e1pida, barata e que oferece mais qualidade. Fazemos como se fosse o molde de um andar inteiro, com concreto l\u00edquido, autoadens\u00e1vel. No dia seguinte, passamos para o andar de cima.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Como uma empresa aberta, com a\u00e7\u00f5es em Bolsa, qual tem sido o caminho da MRV na ado\u00e7\u00e3o dos conceitos de governan\u00e7a ambiental, social e corporativa (ESG)?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; O ESG tem diferentes pegadas em diferentes pa\u00edses. Na Europa, o cara fala de &#8220;E&#8221; (environmental), \u00e9 ambiental o tempo inteiro. O nosso neg\u00f3cio no Brasil \u00e9 &#8220;S&#8221;, social. Temos uma pancada de problemas: educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, transporte, todos urgentes.<\/p>\n<p>Todo ano, 1% do nosso lucro l\u00edquido \u00e9 direcionado a causas sociais. Gostamos muito de educa\u00e7\u00e3o, seja de adultos ou de crian\u00e7as, \u00e9 assim que a gente vai virar a realidade deste pa\u00eds. Temos escolas de alfabetiza\u00e7\u00e3o e aprimoramento dentro das obras, em parceria com os munic\u00edpios, \u00e9 a Escola Nota 10. Eles estudam dentro do hor\u00e1rio de trabalho. Isso \u00e9 superbacana. Resolve o problema? N\u00e3o, mas voc\u00ea resgata a cidadania do trabalhador.<\/p>\n<p>Hoje temos uma plataforma com 3.000 volunt\u00e1rios da MRV. Eles t\u00eam 44 horas por ano para usar da forma que acharem mais adequada, para a iniciativa que acharem mais legal.<\/p>\n<p>Muitos falam que o ESG \u00e9 importante, porque os bancos s\u00f3 v\u00e3o financiar empresas que adotam esses conceitos. Mas para mim o grande indutor disso s\u00e3o os nossos colaboradores. Apesar dos 15 milh\u00f5es de desempregados, achar talentos no Brasil \u00e9 muito dif\u00edcil. As pessoas hoje n\u00e3o querem s\u00f3 um sal\u00e1rio, uma perspectiva de carreira, elas querem um lugar onde possam exercitar o prop\u00f3sito de vida delas. O ESG \u00e9 isso: a conex\u00e3o do prop\u00f3sito da companhia com o prop\u00f3sito dos seus colaboradores e clientes.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">Qual o sonho do Eduardo Fischer?<\/span><\/p>\n<p>EF &#8211; Meu filho mais velho foi fazer faculdade fora, no Canad\u00e1. Ficou seis meses e pediu para voltar, n\u00e3o queria ficar l\u00e1. E por qu\u00ea? &#8216;Vou acabar arranjando uma namorada, vou me casar, vou me estabelecer aqui, e n\u00e3o \u00e9 o que eu quero. Eu quero crescer e criar minha fam\u00edlia no Brasil&#8217;, ele me disse. Eu falei: &#8216;Volta&#8217;.<\/p>\n<p>Fiquei meio injuriado na hora, mas depois pensei: ele est\u00e1 certo. Ele est\u00e1 me fazendo um favor. Imagina eu e minha esposa, tendo um filho casado com uma canadense, netos canadenses, que n\u00e3o sabem quem \u00e9 o av\u00f4, que n\u00e3o conhecem o Brasil, n\u00e3o falam portugu\u00eas, n\u00e3o v\u00e3o torcer para o Galo -o problema mais grave de todos! (risos). Eu tenho que mudar o jeito que eu vejo o Brasil, esse lugar que eu decidi viver. Viajar \u00e9 bacana, mas a minha vida \u00e9 aqui, a vida dos meus filhos, dos meus futuros netos. Isso muda as suas perspectivas.<\/p>\n<p>Meu sonho, de fato, \u00e9 que a gente consiga construir um pa\u00eds melhor. Porque, sen\u00e3o, eu estou ferrado -ou os meus filhos, ou os meus netos. N\u00e3o existe vida boa em meio a uma na\u00e7\u00e3o desfeita. A\u00ed temos muito a fazer. O meu papel como presidente de uma grande companhia, como membro ativo da sociedade, \u00e9 fazer mais. Meu sonho \u00e9 fazer mais.<br \/>*<br \/>RAIO-X<br \/>EDUARDO FISCHER, 47<br \/>Formado em engenharia civil pela Funda\u00e7\u00e3o Mineira de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (Fumec), tem MBA em Finan\u00e7as pelo Ibmec. \u00c9 presidente da MRV Engenharia, onde entrou aos 19 anos como estagi\u00e1rio.\u200b<br \/>*<br \/>RAIO-X DA MRV<br \/>Dados de 2020Funda\u00e7\u00e3o &#8211; 1979<br \/>Funcion\u00e1rios &#8211; 19.058<br \/>Faturamento &#8211; R$ 8,7 bilh\u00f5es*<br \/>Lucro l\u00edquido &#8211; R$ 550 milh\u00f5es<br \/>Presen\u00e7a &#8211; 162 cidades de 21 Estados e Distrito Federal<br \/>Principais concorrentes &#8211; Direcional, Tenda e Cury*Valor Geral de Vendas<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1824998\/mrv-ve-edificios-com-mais-espacos-de-coworking-e-bem-menos-garagens?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BRAS\u00cdLIA, DF (FOLHAPRESS) &#8211; Eduardo Fischer est\u00e1 morando de aluguel. 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