{"id":24140,"date":"2021-07-21T21:08:23","date_gmt":"2021-07-22T00:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/07\/21\/desemprego-deve-continuar-alto-apesar-de-recuperacao-dizem-economistas\/"},"modified":"2021-07-21T21:08:23","modified_gmt":"2021-07-22T00:08:23","slug":"desemprego-deve-continuar-alto-apesar-de-recuperacao-dizem-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/07\/21\/desemprego-deve-continuar-alto-apesar-de-recuperacao-dizem-economistas\/","title":{"rendered":"Desemprego deve continuar alto apesar de recupera\u00e7\u00e3o, dizem economistas"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; O crescimento econ\u00f4mico no Brasil ap\u00f3s a crise sanit\u00e1ria de 2020 deve se sustentar no curto prazo, mas seu desempenho depender\u00e1 diretamente da gera\u00e7\u00e3o de emprego, da press\u00e3o inflacion\u00e1ria, do risco fiscal e da manuten\u00e7\u00e3o das reformas, avaliaram economistas nesta quarta-feira (21) em webinar do jornal Folha de S\u00e3o Paulo e do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Ap\u00f3s o PIB (Produto Interno Bruto) favor\u00e1vel do primeiro trimestre, que zerou as perdas da pandemia, a perspectiva se mant\u00e9m otimista, com previs\u00e3o de crescimento pr\u00f3ximo a 5% no ano, segundo Silvia Matos, pesquisadora do Ibre\/FGV.<\/p>\n<p>Para a economista, o desemprego impede uma proje\u00e7\u00e3o mais otimista para o desempenho econ\u00f4mico. A amplia\u00e7\u00e3o do Bolsa Fam\u00edlia, prometida pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para compensar as perdas do mercado de trabalho na crise de Covid-19.<\/p>\n<p>&#8220;A taxa de desemprego deve ficar ainda alta, apesar de a gente observar uma melhora neste ano e no ano que vem. A gera\u00e7\u00e3o de emprego ainda \u00e9 um desafio porque muitas pessoas ficaram de fora do mercado de trabalho&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O risco fiscal aparece como mais um obst\u00e1culo diante do limite imposto pelo teto de gastos e da necessidade de aumento da despesa p\u00fablica para a recupera\u00e7\u00e3o. Esse desafio n\u00e3o se limita ao Brasil e vem atrelado ao risco de infla\u00e7\u00e3o, um fator que dificulta em especial a retomada dos pa\u00edses emergentes, avaliam os economistas.<\/p>\n<p>Um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o preocupa mais do que um de baixo crescimento, afirma Jos\u00e9 M\u00e1rcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista-chefe da Genial Investimentos. Ele diz que a alta dos pre\u00e7os era \u00f3bvia, apesar de n\u00e3o foi antecipada por economistas, e que deve perdurar.<\/p>\n<p>Parte da press\u00e3o inflacion\u00e1ria \u00e9 atribu\u00edda \u00e0s pol\u00edticas fiscais de transfer\u00eancia de renda adotadas nos pa\u00edses, como o aux\u00edlio emergencial no Brasil. Com a paralisa\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica no segundo trimestre do ano passado e a consequente onda de demiss\u00f5es e fal\u00eancias, governos estimularam a economia com transfer\u00eancia de renda, impulsionando o consumo.<\/p>\n<p>&#8220;A demanda volta r\u00e1pido. O problema \u00e9 que as empresas t\u00eam que refazer o processo produtivo, recontratar os trabalhadores, buscar novas fontes de mat\u00e9ria-prima, novos fornecedores, e isso demora. Parte da press\u00e3o inflacion\u00e1ria \u00e9 essa e ainda vai durar&#8221;, diz Camargo.<\/p>\n<p>L\u00edvio Ribeiro, pesquisador associado do Ibre\/FGV, afirma que o choque de infla\u00e7\u00e3o vem em ondas, come\u00e7ando pelo segmento de alimentos e terminando no setor de servi\u00e7os, que come\u00e7a a ser impactado. Os mais pobres s\u00e3o os que mais sentiram o aumento de pre\u00e7os, dado o peso de comida e energia em sua cesta de consumo.<\/p>\n<p>Para o economista, o mundo p\u00f3s-Covid vai exigir programas de transfer\u00eancia de renda para os mais pobres. Com capacidade de fazer pol\u00edticas fiscais robustas, os pa\u00edses ricos devem se recuperar com rapidez superior aos emergentes, que devem crescer mais r\u00e1pido do que os pa\u00edses pobres.<\/p>\n<p>&#8220;O choque na queda foi sincronizado entre economias globais. Todo mundo caiu junto. O in\u00edcio da volta foi meio sincronizado, com a China na frente, mas com o passar do tempo, come\u00e7a a haver uma diferencia\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 capacidade de apoio fiscal e de controle sanit\u00e1rio&#8221;, afirma Ribeiro.<\/p>\n<p>Outro ponto destacado pelos economistas no debate foi a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o da agenda de reformas.<\/p>\n<p>Para Silvia Matos, da FGV, o governo federal est\u00e1 enfraquecido em meio \u00e0 polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e n\u00e3o deveria propor novas reformas nesse momento.<\/p>\n<p>Ribeiro, tamb\u00e9m da FGV, diz estar c\u00e9tico sobre a capacidade de a gest\u00e3o atual completar as reformas propostas -tribut\u00e1ria e administrativa. &#8220;A gente n\u00e3o precisa chegar ao fim do processo agora, mas colocar a bola em campo \u00e9 importante.&#8221;<\/p>\n<p>Camargo afirmou que &#8220;qualquer hora \u00e9 hora de fazer reforma&#8221;. &#8220;Voc\u00ea passa d\u00e9cadas sem que nada aconte\u00e7a. Come\u00e7amos a discutir reformas da Previd\u00eancia e trabalhista na d\u00e9cada de 1990. Nada acontecia e de repente em cinco anos temos um conjunto de reformas que eram discutidas h\u00e1 d\u00e9cadas&#8221;, afirmou, referindo-se ao per\u00edodo iniciado ap\u00f3s o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).<\/p>\n<p>O economista diz que as reformas s\u00e3o sintomas concretos de que o Brasil est\u00e1 voltando a se tornar atraente ao investidor. Ele elogia, principalmente, o teto de gastos, que em sua avalia\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar a cultura or\u00e7ament\u00e1ria do pa\u00eds.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/1824816\/desemprego-deve-continuar-alto-apesar-de-recuperacao-dizem-economistas?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; O crescimento econ\u00f4mico no Brasil ap\u00f3s a crise sanit\u00e1ria de<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":24141,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-24140","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24140\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}