{"id":210511,"date":"2026-04-28T15:12:12","date_gmt":"2026-04-28T18:12:12","guid":{"rendered":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/?p=210511"},"modified":"2026-04-28T15:12:18","modified_gmt":"2026-04-28T18:12:18","slug":"sexo-em-relacoes-longas-rotina-afeta-a-frequencia-sexual-mas-nao-apaga-o-desejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2026\/04\/28\/sexo-em-relacoes-longas-rotina-afeta-a-frequencia-sexual-mas-nao-apaga-o-desejo\/","title":{"rendered":"Sexo em rela\u00e7\u00f5es longas: rotina afeta a frequ\u00eancia sexual, mas n\u00e3o apaga o desejo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Mais da metade dos brasileiros relata fazer menos sexo ao longo do tempo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa realizada pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sexlog.com\/?utm_source=sexlog&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=relacoes_longas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Sexlog<\/strong><\/a>, a maior rede social adulta da Am\u00e9rica Latina, investigou como o sexo se transforma ao longo do tempo. Os dados revelam um cen\u00e1rio comum: a frequ\u00eancia diminui, o sexo entra no \u201cautom\u00e1tico\u201d, mas o desejo sexual continua e muitas vezes at\u00e9 mais intensa.<\/p>\n\n\n\n<p>A enquete feita com mais de 3 mil pessoas mostra que 43% dos participantes afirmam transar menos do que no in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o, enquanto 63% dizem que o sexo j\u00e1 entrou no \u201cautom\u00e1tico\u201d, seja completamente ou em alguns momentos. Ainda assim, 82% demonstram interesse em inovar na vida sexual, embora muitos n\u00e3o saibam por onde come\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a neuropsicanalista cl\u00ednica&nbsp;<strong>Sanny Rodrigues<\/strong>, essa mudan\u00e7a tem explica\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio funcionamento do c\u00e9rebro. \u201cNo in\u00edcio das rela\u00e7\u00f5es, existem componentes neurobiol\u00f3gicos muito fortes: novidade, excita\u00e7\u00e3o, dopamina alta. Com o tempo, o v\u00ednculo se estabiliza, a rotina entra, e o corpo deixa de operar neste modo de urg\u00eancia\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Menos frequ\u00eancia, mais vontade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da queda na frequ\u00eancia, os dados mostram um aparente paradoxo: 53% dos respondentes afirmam que o desejo sexual atual \u00e9 mais alto do que em outras fases da vida. Outros 32% dizem que ele se manteve igual. Ou seja, a vontade existe, mas o que falta, muitas vezes, \u00e9 o contexto para que ela se manifeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a frequ\u00eancia sexual dos entrevistados se distribui principalmente entre 3 a 5 vezes por semana (31%) e 1 a 2 vezes por semana (27%), enquanto 21% relatam ter rela\u00e7\u00f5es apenas algumas vezes por m\u00eas.&nbsp; Vale lembrar que esses dados foram coletados em uma rede social de sexo, onde casais e pessoas solteiras est\u00e3o a procura de encontros casuais, estando naturalmente mais abertos e interessados em realizar seus desejos e fantasias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A paulistana Mariana* est\u00e1 casada h\u00e1 12 anos e conta que a frequ\u00eancia do sexo foi diminuindo gradualmente, mas que continua sentindo o mesmo interesse pelo marido. \u201cEu acredito que a rotina do dia a dia, as preocupa\u00e7\u00f5es e a certeza de que a pessoa est\u00e1 sempre ali acabam fazendo com que a gente transe menos. Mas h\u00e1 fases em que isso muda e a gente passa a transar v\u00e1rias vezes na semana\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sanny explica que o caso de Mariana* n\u00e3o \u00e9 raro. \u201cA vontade de transar n\u00e3o desaparece, mas vai deixando de ser estimulada. A vida vai ficando cheia com trabalho, cansa\u00e7o mental e a vontade precisa de espa\u00e7o ps\u00edquico para emergir\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sexo no \u201cautom\u00e1tico\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aparece como um dos principais desafios. Para 39% dos entrevistados, o sexo entra no autom\u00e1tico em alguns momentos, enquanto 24% dizem que isso acontece de forma constante.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a especialista, o problema n\u00e3o est\u00e1 na dura\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o, mas na forma como o casal se conecta ao longo do tempo. \u201cA repeti\u00e7\u00e3o de roteiros, a previsibilidade e o foco em performance, em vez de conex\u00e3o, transformam o sexo em algo pr\u00f3ximo de uma tarefa. E o corpo percebe isso. O tes\u00e3o n\u00e3o responde bem \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desejo muda de forma&nbsp; e exige adapta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto levantado pela pesquisa \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o sobre o sexo em rela\u00e7\u00f5es longas. Para 38%, ele melhora com o tempo; o mesmo percentual acredita que tudo depende do casal. J\u00e1 13% dizem que o sexo apenas muda, enquanto 11% avaliam que ele piora.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Sanny, essa mudan\u00e7a \u00e9 natural e por muitas vezes \u00e9 mal interpretada. \u201cO interesse pelo sexo do in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o \u00e9 espont\u00e2neo, impulsivo, reativo \u00e0 novidade. Em rela\u00e7\u00f5es longas, ele tende a ser mais constru\u00eddo, responsivo e dependente de contexto. Muitas vezes, voc\u00ea n\u00e3o sente vontade antes, mas ela aparece durante o encontro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novidade ajuda, mas n\u00e3o resolve sozinha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A busca por novas experi\u00eancias aparece como estrat\u00e9gia comum: tr\u00eas em cada quatro respondentes j\u00e1 pensaram em sair da rotina, e 62% afirmam ter colocado isso em pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a especialista faz um alerta. \u201cA novidade funciona quando ativa curiosidade, presen\u00e7a e autenticidade. O problema \u00e9 quando ela vira uma tentativa desesperada de salvar algo que n\u00e3o est\u00e1 sendo conversado. Sem di\u00e1logo, nenhuma novidade sustenta o desejo por muito tempo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Investir na rela\u00e7\u00e3o como um todo \u00e9 essencial&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para reacender a conex\u00e3o, o caminho n\u00e3o come\u00e7a necessariamente no sexo, mas na rela\u00e7\u00e3o. \u201cO primeiro passo \u00e9 reconstruir o espa\u00e7o de encontro: retomar o di\u00e1logo sem julgamento, reduzir a press\u00e3o por performance e criar momentos de intimidade genu\u00edna\u201d, diz Sanny.<\/p>\n\n\n\n<p>A neuropsicanalista afirma que a maioria das pessoas acha que o problema est\u00e1 no sexo. \u201cO que vejo \u00e9 que o sexo costuma ser o sintoma, n\u00e3o a causa. Quando o v\u00ednculo perde espa\u00e7o, quando a comunica\u00e7\u00e3o falha e quando o cansa\u00e7o domina, a frequ\u00eancia do sexo responde a isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Satisfa\u00e7\u00e3o ainda divide opini\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando questionados sobre a satisfa\u00e7\u00e3o sexual atual, 31% se dizem satisfeitos e 24% muito satisfeitos. Por outro lado, 17% se consideram insatisfeitos e 7% muito insatisfeitos, enquanto 22% mant\u00eam uma posi\u00e7\u00e3o neutra. Os dados refor\u00e7am que, embora o tes\u00e3o permane\u00e7a vivo, a forma como ele \u00e9 vivido dentro das rela\u00e7\u00f5es ainda \u00e9 um desafio para muitos casais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o Sexlog<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com mais de&nbsp;<strong>25 milh\u00f5es de usu\u00e1rios<\/strong>, o&nbsp;<strong>Sexlog<\/strong>&nbsp;\u00e9 a maior rede social de sexo e swing da Am\u00e9rica Latina. A plataforma oferece um ambiente seguro para quem deseja explorar a sexualidade com liberdade, respeito e muito prazer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/7e3cd66743bc7b1e84ca846785831ab2\/imagens\/2022\/11\/28\/62af20f6c7acb2955cb4c2be759c97e0.png\" alt=\"E-Sapiens\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Manuella Tavares<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade dos brasileiros relata fazer menos sexo ao longo do tempo Uma pesquisa<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":210512,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-210511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=210511"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210511\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":210513,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210511\/revisions\/210513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/210512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=210511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=210511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=210511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}