{"id":210160,"date":"2026-04-15T15:25:17","date_gmt":"2026-04-15T18:25:17","guid":{"rendered":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/?p=210160"},"modified":"2026-04-15T15:25:21","modified_gmt":"2026-04-15T18:25:21","slug":"biocombustiveis-o-antidoto-brasileiro-frente-a-crise-energetica-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2026\/04\/15\/biocombustiveis-o-antidoto-brasileiro-frente-a-crise-energetica-global\/","title":{"rendered":"BIOCOMBUST\u00cdVEIS &#8211; O Ant\u00eddoto Brasileiro frente \u00e0 Crise Energ\u00e9tica Global"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Cidinho Santos<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria mostra que grandes crises energ\u00e9ticas costumam abrir caminhos para mudan\u00e7as estruturais. Foi assim na d\u00e9cada de 1970, quando o Brasil, pressionado pelo choque do petr\u00f3leo, criou o Pr\u00f3-\u00c1lcool e deu in\u00edcio a uma das cadeias produtivas mais eficientes do mundo. Agora, diante das incertezas no tabuleiro geopol\u00edtico e de uma nova escalada global dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, o Brasil se encontra em uma posi\u00e7\u00e3o singular, com a oportunidade de ampliar, avan\u00e7ar e consolidar uma maior participa\u00e7\u00e3o dos biocombust\u00edveis na matriz energ\u00e9tica nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo vive um cen\u00e1rio de instabilidade energ\u00e9tica. Enquanto os tambores de guerra ecoam no Oriente M\u00e9dio e as tens\u00f5es escalam em regi\u00f5es vitais para o suprimento de energia, o pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo voltou a assombrar as economias globais, superando os US$ 100, impulsionado pelo risco de interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento global. Isso impacta diretamente o custo do diesel, do transporte, dos fertilizantes e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, esse efeito j\u00e1 \u00e9 sentido no campo. O diesel mais caro pressiona o frete, encarece a produ\u00e7\u00e3o, diminui a margem e reduz a competitividade. Mas, ao contr\u00e1rio de muitos pa\u00edses, temos uma vantagem estrat\u00e9gica clara, que ameniza estes impactos e pode ganhar muito mais protagonismo, passando a ser um verdadeiro triunfo contra a volatilidade do mercado internacional: os biocombust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse n\u00e3o \u00e9 um ativo trivial. \u00c9, hoje, um diferencial competitivo e um escudo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil construiu, ao longo de d\u00e9cadas, com vis\u00e3o e persist\u00eancia, a ind\u00fastria de biocombust\u00edveis mais sofisticada do mundo. Dispomos de mat\u00e9ria prima abundante, integra\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva, alta tecnologia de processamento e capacidade de escala como poucos pa\u00edses, sendo ambientalmente mais respons\u00e1veis, despontando ainda na vanguarda da descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O etanol e o biodiesel, por exemplo, deixaram de ser apostas para se tornarem pilares da matriz energ\u00e9tica nacional, com misturas obrigat\u00f3rias entre as mais significativas do planeta. Al\u00e9m disso, a maior parte da frota nacional est\u00e1 preparada para utilizar diferentes combina\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis, o que d\u00e1 flexibilidade ao sistema. Contudo, precisamos avan\u00e7ar muito mais para n\u00e3o sermos v\u00edtimas da subutiliza\u00e7\u00e3o do nosso potencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Mato Grosso \u00e9 um exemplo claro disso. O estado \u00e9 l\u00edder na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e maior produtor de etanol de milho do Pa\u00eds. Para se ter uma ideia, na produ\u00e7\u00e3o total de etanol, sa\u00edmos de 2,44 bilh\u00f5es de litros na safra 19\/20 &#8211; com equil\u00edbrio de produ\u00e7\u00e3o de etanol de cana de a\u00e7\u00facar e de milho e devemos alcan\u00e7ar na safra 26\/27, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea) cerca de 8,44 bilh\u00f5es de litros, sendo 86% desse montante oriundo da produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho, o que representa um aumento exponencial de 500% somente deste produto, no per\u00edodo. Nesse interim, o estado tamb\u00e9m praticamente dobrou sua produ\u00e7\u00e3o de biodiesel, alcan\u00e7ando um recorde de 2,30 bilh\u00f5es de litros em 2025, consolidando-se como segundo maior produtor do Brasil. Ou seja, temos mat\u00e9ria-prima, escala e tecnologia para ampliar ainda mais nossa participa\u00e7\u00e3o na matriz energ\u00e9tica nacional. O que falta, portanto, n\u00e3o \u00e9 capacidade produtiva, mas decis\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a necessidade da amplia\u00e7\u00e3o agora da mistura de biodiesel ao diesel para 20% &#8211; o chamado B20 e do etanol na gasolina para 35% (E35), deixa de ser apenas uma agenda setorial e passa a ser uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica de Estado. Elevar a mistura de biocombust\u00edveis aos combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 uma medida concreta, de impacto imediato. Isso reduz a depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis importados, protege a economia das oscila\u00e7\u00f5es internacionais e ainda fortalece a cadeia produtiva nacional, gerando emprego e renda, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de um cen\u00e1rio internacional marcado por incertezas, o Brasil n\u00e3o pode hesitar. Ampliar a participa\u00e7\u00e3o dos biocombust\u00edveis na matriz energ\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 apenas desej\u00e1vel \u2014 \u00e9 necess\u00e1rio. Sem contar que neste momento, por exemplo, o pre\u00e7o do \u00f3leo diesel A S10 importado est\u00e1 em R$ 6,40\/litro, valor mais alto que o biodiesel, comercializado a R$ 5,15\/litro, segundo dados oficiais da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), o que reafirma mais um benef\u00edcio direto, com redu\u00e7\u00e3o do valor final para o consumidor. Ou seja, precisamos fazer escolhas que fortale\u00e7am a produ\u00e7\u00e3o interna, reduzam as nossas vulnerabilidades, protejam o consumidor e reafirmem a autonomia do pa\u00eds em um mundo cada vez mais vol\u00e1til.<\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 uma li\u00e7\u00e3o a ser tirada da atual crise energ\u00e9tica global \u00e9 que: depender excessivamente de fontes externas e concentradas de energia \u00e9 um risco estrat\u00e9gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso pa\u00eds \u00e9 um gigante energ\u00e9tico que ainda n\u00e3o despertou completamente para o seu pr\u00f3prio potencial. Temos todas as condi\u00e7\u00f5es de estabelecer alternativas reais ao petr\u00f3leo, com competitividade de mercado e produ\u00e7\u00e3o 100% nacional. O que falta \u00e9 transformar isso em pol\u00edtica de Estado, com previsibilidade e regulamenta\u00e7\u00e3o, que garantam seguran\u00e7a aos investimentos para amplia\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva com confian\u00e7a e estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O futuro da energia est\u00e1 sendo disputado agora. E, gra\u00e7as \u00e0 sua trajet\u00f3ria, o Brasil j\u00e1 saiu na frente nesta competi\u00e7\u00e3o. Temos o rem\u00e9dio nas m\u00e3os. Temos biocombust\u00edveis. \u00c9 hora de usar essa vantagem estrat\u00e9gica para proteger nossa economia e mostrar que o futuro, al\u00e9m de verde, \u00e9 produzido em solo brasileiro!<br><em><strong>*Cidinho Santos<\/strong> \u00e9 ex-senador por MT, empres\u00e1rio do agroneg\u00f3cio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participa\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Stephanie Romero \/ 220 Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cidinho Santos A hist\u00f3ria mostra que grandes crises energ\u00e9ticas costumam abrir caminhos para mudan\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":210161,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-210160","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=210160"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":210162,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210160\/revisions\/210162"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/210161"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=210160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=210160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=210160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}