{"id":206166,"date":"2025-11-25T16:32:38","date_gmt":"2025-11-25T19:32:38","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/?p=206166"},"modified":"2025-11-25T16:32:41","modified_gmt":"2025-11-25T19:32:41","slug":"relacionamentos-depois-do-luto-como-reconstruir-o-desejo-e-a-vida-afetiva-apos-perder-um-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2025\/11\/25\/relacionamentos-depois-do-luto-como-reconstruir-o-desejo-e-a-vida-afetiva-apos-perder-um-amor\/","title":{"rendered":"Relacionamentos depois do luto: como reconstruir o desejo e a vida afetiva ap\u00f3s perder um amor"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em uma conversa sens\u00edvel conduzida pelo Ysos, a sex\u00f3loga B\u00e1rbara Bastos e a participante de Casamento \u00e0s Cegas N\u00edvia G\u00e4lego refletem sobre como o luto transforma o corpo, o desejo e a forma de se relacionar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Falar sobre luto \u00e9 falar sobre interrup\u00e7\u00f5es. Falar sobre sexo ap\u00f3s o luto \u00e9 falar sobre retomadas, algumas t\u00edmidas, outras profundas, todas leg\u00edtimas. Para compreender como desejo, culpa e intimidade se reorganizam ap\u00f3s a morte de um parceiro, o&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ysosapp.com.br\/release-imprensa\/\">Ysos<\/a>, app de encontros casuais, entrevistou a sex\u00f3loga e terapeuta sexual&nbsp;B\u00e1rbara Bastos&nbsp;e&nbsp;N\u00edvia G\u00e4lego, participante do reality&nbsp;Casamento \u00e0s Cegas, que aceitou compartilhar sua hist\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo B\u00e1rbara, o luto atravessa todas as dimens\u00f5es da vida e a sexualidade n\u00e3o escapa disso. \u201cO luto nos coloca num estado de recolhimento. Quando a alma se contrai para lidar com a dor, o corpo acompanha. O desejo diminui porque ele precisa de vitalidade e abertura, exatamente o que o luto suspende por um tempo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para muitas pessoas, essa retra\u00e7\u00e3o vem acompanhada de culpa. A sex\u00f3loga conta que \u00e9 muito comum imaginar que desejar de novo significa trair a mem\u00f3ria de quem se foi. \u201cA culpa nasce da confus\u00e3o entre seguir em frente e esquecer. Mas reabrir-se para o prazer \u00e9 um sinal de vitalidade, n\u00e3o de desrespeito\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvia conhece esse dilema de perto. Vi\u00fava h\u00e1 quatro anos, ela viveu um longo processo at\u00e9 entender que poderia voltar a se conectar com algu\u00e9m. N\u00e3o por falta de amor pelo marido que perdeu, mas justamente por causa dele. \u201cEu percebi que precisava viver por mim e por ele. O amor que tivemos me libertou, n\u00e3o me prendeu \u00e0 dor. Eu me permiti seguir porque sei que ele gostaria que eu continuasse viva\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo, no entanto, n\u00e3o \u00e9 o mesmo para todos. B\u00e1rbara explica que n\u00e3o existe rel\u00f3gio para o luto; existem sinais. A prontid\u00e3o geralmente aparece quando o pensamento no parceiro falecido deixa de trazer dor constante e se transforma em saudade mais serena. A curiosidade por novas conex\u00f5es, a sensa\u00e7\u00e3o de que o toque j\u00e1 n\u00e3o causa desconforto e a ideia de que o prazer surge com ternura s\u00e3o ind\u00edcios importantes de abertura emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para N\u00edvia, a participa\u00e7\u00e3o em&nbsp;Casamento \u00e0s Cegas&nbsp;foi o movimento que marcou esse processo. Embora n\u00e3o tenha encontrado ali um relacionamento duradouro, ela afirma que o programa despertou nela algo essencial: a vontade de se mover novamente. \u201cEu queria voltar a ter algu\u00e9m ao meu lado. O programa n\u00e3o trouxe exatamente o que imaginei, mas trouxe movimento. E movimento cura\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O corpo, nesse contexto, reage de formas diferentes. Algumas pessoas experimentam estranhamento; outras sentem desejo intenso, como se reencontrassem uma parte adormecida de si mesmas. \u201cO desejo reflete o processo interno. N\u00e3o existe certo ou errado. Existe sentir\u201d, explica a sex\u00f3loga. Ela refor\u00e7a, no entanto, que o sexo n\u00e3o deve ser visto como parte direta do tratamento do luto. \u201cRetomar a sexualidade precisa ser uma consequ\u00eancia natural da cura, n\u00e3o uma tentativa de apress\u00e1-la.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto sens\u00edvel \u00e9 o medo de compara\u00e7\u00e3o entre o novo e o antigo parceiro,&nbsp; tanto emocional quanto fisicamente. Para B\u00e1rbara, comparar \u00e9 normal, mas n\u00e3o deve ser reprimido. \u201cCada rela\u00e7\u00e3o ocupa um lugar \u00fanico. O novo n\u00e3o substitui ningu\u00e9m; ele chega para viver outra hist\u00f3ria\u201d, diz. N\u00edvia concorda: \u201cEu aprendi que viver algo novo n\u00e3o apaga o amor que j\u00e1 existiu. S\u00f3 mostra que eu continuo viva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A opini\u00e3o alheia, muitas vezes, se torna outro obst\u00e1culo. Amigos e familiares costumam projetar prazos, expectativas e julgamentos sobre o momento certo de retomar a vida afetiva. Mas B\u00e1rbara \u00e9 direta: \u201cN\u00e3o existe tempo certo. A retomada da vida sexual \u00e9 um gesto \u00edntimo de cura. O olhar externo deve ser de respeito, n\u00e3o de cobran\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia de N\u00edvia em um reality tamb\u00e9m trouxe reflex\u00f5es sobre vulnerabilidade. Sem o olhar, o toque ou a linguagem corporal, que ela chama de suas \u201carmas da sedu\u00e7\u00e3o\u201d, ela precisou se apoiar apenas na conversa. Descobriu inseguran\u00e7as, reaprendeu limites e entendeu que seduzir vai muito al\u00e9m de est\u00e9tica. \u201c\u00c9 preciso confiar no essencial, no que est\u00e1 dentro. O reality me fez mergulhar nisso\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, aos 58 anos, ela defende o direito das mulheres ao prazer, sobretudo das mulheres maduras. Compartilha abertamente sua experi\u00eancia com reposi\u00e7\u00e3o hormonal, critica o etarismo e lamenta que tantas mulheres se silenciem por medo do julgamento. \u201cPrazer tamb\u00e9m \u00e9 autocuidado. Eu precisei cuidar de mim para voltar a desejar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para B\u00e1rbara, reconstruir a intimidade ap\u00f3s o luto \u00e9 um gesto que come\u00e7a muito antes de envolver outra pessoa. Banhos longos, toque consciente, movimento corporal, m\u00fasica, espelho, descanso, novas rotinas, tudo isso faz parte da retomada do corpo para o mundo. \u201cAntes de redescobrir o outro, \u00e9 preciso reencontrar a si. Autocuidado \u00e9 sexualidade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, N\u00edvia resume seu processo em uma frase que carrega for\u00e7a e delicadeza: \u201cEu tenho o direito de estar viva. E viver \u00e9 estar em movimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o Ysos<\/p>\n\n\n\n<p>O\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ysosapp.com.br\/release-imprensa\/\">Ysos<\/a>\u00a0\u00e9 um aplicativo que permite os amantes do sexo liberal a encontrar o terceiro elemento para um\u00a0m\u00e9nage a trois\u00a0. Lan\u00e7ado em 2018 pelo Sexlog, maior rede social adulta do pa\u00eds, a plataforma est\u00e1 dispon\u00edvel para Android e iOS e pode ser\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ysosapp.com.br\/release-imprensa\/\">baixada<\/a>\u00a0na Play Store e na App Store.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Manuella Tavares<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma conversa sens\u00edvel conduzida pelo Ysos, a sex\u00f3loga B\u00e1rbara Bastos e a participante de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":206167,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-206166","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206166"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206166\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":206168,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206166\/revisions\/206168"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}