{"id":195094,"date":"2024-10-11T16:08:26","date_gmt":"2024-10-11T19:08:26","guid":{"rendered":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/10\/11\/e-possivel-fazer-humor-sem-ofender-minoria-diz-regina-case-que-estreia-sitcom\/"},"modified":"2024-10-11T16:08:26","modified_gmt":"2024-10-11T19:08:26","slug":"e-possivel-fazer-humor-sem-ofender-minoria-diz-regina-case-que-estreia-sitcom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/10\/11\/e-possivel-fazer-humor-sem-ofender-minoria-diz-regina-case-que-estreia-sitcom\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel fazer humor sem ofender minoria, diz Regina Cas\u00e9, que estreia sitcom"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Regina Cas\u00e9 foi uma crian\u00e7a cheia de gra\u00e7a. Adorava contar causos e arrancar gargalhadas de parentes e amigos. &#8220;Eu fazia praticamente um stand-up, um espet\u00e1culo&#8221;, diz a atriz. Anos mais tarde, o que era brincadeira virou profiss\u00e3o quando ela integrou o elenco de atra\u00e7\u00f5es como &#8220;Chico Anysio Show&#8221;, &#8220;Os Trapalh\u00f5es&#8221; e &#8220;TV Pirata&#8221; -\u00faltimo humor\u00edstico do qual participou.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\">\u00a0<\/div>\n<p>Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas depois, Cas\u00e9 volta \u00e0 com\u00e9dia no sitcom &#8220;T\u00f4 Nessa!&#8221;, que estreia na TV Globo neste domingo (13), ap\u00f3s o Fant\u00e1stico. O programa \u00e9 uma das iniciativas que a emissora planejou para reaquecer a produ\u00e7\u00e3o de com\u00e9dias ap\u00f3s o caso Marcius Melhem.<\/p>\n<p>Em 2020, o ent\u00e3o chefe do departamento de humor da empresa deixou o cargo em meio a acusa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio sexual, crime que ele nega ter cometido. Embora o g\u00eanero n\u00e3o tenha sumido totalmente do canal, ele perdeu for\u00e7a na esteira do esc\u00e2ndalo.<\/p>\n<p>Em junho deste ano, por\u00e9m, a Globo anunciou investimentos na \u00e1rea, plano que ganha concretude com a estreia de &#8220;T\u00f4 Nessa!&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A gente estava com saudade de humor e acho que o p\u00fablico tamb\u00e9m&#8221;, diz Cas\u00e9, que d\u00e1 vida \u00e0 Mirinda, matriarca de uma fam\u00edlia que se v\u00ea \u00e0s voltas com problemas financeiros.<\/p>\n<p>Para pagar os boletos, ela faz de tudo. Desde passeio com cachorros \u00e0 venda de bolos, passando por bicos como figurante.<\/p>\n<p>&#8220;Toda semana tem um desafio novo para pagar as contas&#8221;, diz a atriz. &#8220;Talvez as pessoas tenham menos pudor de falar sobre sexo do que sobre dinheiro. Por isso, quisemos abordar quanto as coisas realmente custam.&#8221;<\/p>\n<p>Criado pela atriz em parceria com o roteirista Jorge Furtado, o programa tamb\u00e9m aposta na nostalgia para cativar o p\u00fablico. Por isso, buscou inspira\u00e7\u00e3o em sucessos como &#8220;A Grande Fam\u00edlia&#8221; e &#8220;Toma L\u00e1, D\u00e1 C\u00e1&#8221;. Ali\u00e1s, o sitcom conta com uma plateia, recurso que foi usado em &#8220;Sai de Baixo&#8221;, um dos humor\u00edsticos de maior popularidade da Globo.<\/p>\n<p>No entanto, diferentemente dessa s\u00e9rie, &#8220;T\u00f4 Nessa!&#8221; n\u00e3o deve ser presa f\u00e1cil para a cultura do cancelamento. A atra\u00e7\u00e3o foge de piadas machistas ou elitistas, comuns nos anos 1990 e 2000.<\/p>\n<p>&#8220;D\u00e1 para fazer humor sem ofender, ferir e maltratar ningu\u00e9m&#8221;, diz Cas\u00e9, acrescentando ser importante tomar cuidado para n\u00e3o estigmatizar ainda mais grupos marginalizados. &#8220;A liberdade de express\u00e3o \u00e0s vezes \u00e9 usada de maneira legal e muitas vezes de formas terr\u00edveis.&#8221;<\/p>\n<p>Cas\u00e9 entrou na dramaturgia na d\u00e9cada de 1970, momento em que discuss\u00f5es como essas eram praticamente inexistentes.<\/p>\n<p>Filha do diretor de TV Geraldo Cas\u00e9, ela nutria uma certa implic\u00e2ncia com a postura das atrizes. &#8220;Todas elas usavam echarpe, n\u00e3o tomavam gelado e s\u00f3 saiam de noite. Aquela imagem n\u00e3o me atra\u00eda. Eu sempre fui do dia, gostava de falar alto e tomar gelado. Evidentemente, era uma vis\u00e3o infantil e redut\u00edvel&#8221;, diz a artista. &#8220;Mas eu ainda acho um pouco isso.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar da resist\u00eancia, a dramaturgia se mostrou um caminho quase natural para algu\u00e9m afeita ao contato com o p\u00fablico. &#8220;Quando eu ia \u00e0 feira, qualquer pessoa sabia quem eu era e eu quase sempre sabia o nome das pessoas tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n<p>Cas\u00e9 deu os primeiros passos na profiss\u00e3o no ic\u00f4nico Asdr\u00fabal Trouxe o Trombone, grupo de teatro que ela ajudou a criar em 1974.<\/p>\n<p>A primeira pe\u00e7a da companhia foi a adapta\u00e7\u00e3o de &#8220;O Inspetor Geral&#8221;, de Nikolai Gogol, espet\u00e1culo que marcou tamb\u00e9m a estreia de Cas\u00e9 nos palcos. Pelo papel, ela ganhou um pr\u00eamio de atriz revela\u00e7\u00e3o concedido pelo governo do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O maior sucesso da trupe, no entanto, veio em 1977, quando eles encenaram &#8220;Trate-me Le\u00e3o&#8221;. O espet\u00e1culo foi um marco ao dramatizar quest\u00f5es ligadas \u00e0 juventude da \u00e9poca.<\/p>\n<p>&#8220;Essa pe\u00e7a virou um cl\u00e1ssico por n\u00e3o ter sido pensada para ser um cl\u00e1ssico&#8221;, diz Cas\u00e9, para quem o grupo ajudou a dessacralizar o teatro. &#8220;Ainda havia um fazer teatral muito empostado. A gente &#8216;desempostou&#8217; totalmente. Era uma cr\u00f4nica daquele momento feita por jovens.&#8221;<\/p>\n<p>A pe\u00e7a rendeu \u00e0 Cas\u00e9 o Pr\u00eamio Moli\u00e8re de melhor atriz, uma das l\u00e1ureas mais importantes da \u00e9poca. Com o sucesso nos palcos, a televis\u00e3o come\u00e7ou a se interessar pela artista. O problema \u00e9 que n\u00e3o sabiam quais pap\u00e9is dar a ela.<\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o podia ser mocinha, porque eu n\u00e3o me encaixava. Ao mesmo tempo, eu era leve e engra\u00e7ada, ent\u00e3o a vilania n\u00e3o me cabia. Precisei inventar um lugar para mim.&#8221;<\/p>\n<p>No come\u00e7o dos anos 1980, entrou na TV Globo em programas de humor como &#8220;Os Trapalh\u00f5es&#8221; e &#8220;Chico Anysio Show&#8221;. Seu primeiro papel de destaque em novelas tamb\u00e9m explorava a comicidade.<\/p>\n<p>Em 1986, deu vida \u00e0 Tina Pepper -personagem de &#8220;Cambalacho&#8221; que divertia o p\u00fablico com o jeito irreverente e o visual \u00e0 l\u00e1 Tina Turner.<\/p>\n<p>Durante o folhetim, Caetano Veloso avisou a atriz que a c\u00e9lebre m\u00e3e de santo Menininha do Gantois gostaria de v\u00ea-la.<\/p>\n<p>&#8220;Fiquei apavorada achando que ela ia fazer alguma revela\u00e7\u00e3o. Cheguei l\u00e1 apreensiva, fiz a rever\u00eancia e perguntei se queria falar comigo&#8221;, conta a artista. &#8220;Da\u00ed ela falou: &#8216;N\u00e3o, n\u00e3o. Eu s\u00f3 queria conhecer a Tina Pepper mesmo.'&#8221;<\/p>\n<p>Depois do sucesso na novela, ela participou da TV Pirata, atra\u00e7\u00e3o que inaugurou uma nova forma de fazer humor no Brasil. &#8220;At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o existia um humor televisivo. Ele era filho do teatro, do r\u00e1dio ou do cinema. A TV Pirata foi um corte importante. Ela j\u00e1 nasceu filha da televis\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Depois que saiu do humor\u00edstico, Cas\u00e9 come\u00e7ou uma carreira longeva como apresentadora. A primeira atra\u00e7\u00e3o foi o Programa Legal, que estreou em 1991 misturando jornalismo, fic\u00e7\u00e3o e humor. Depois vieram projetos como Brasil Legal, Central da Periferia e Esquenta!<\/p>\n<p>Nesses programas, ela entrou em contato com pessoas do interior do Brasil e de regi\u00f5es em vulnerabilidade social. A experi\u00eancia veio a calhar quando protagonizou o filme &#8220;Que Horas Ela Volta?&#8221;, de 2015.<\/p>\n<p>Dirigido por Anna Muylaert, o longa ganhou pr\u00eamios nos festivais de Sundance e de Berlim ao narrar o dia a dia de Val, empregada dom\u00e9stica que deixou Pernambuco para trabalhar em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Depois do longa, a atriz deu vida a outras empregadas, como a Madalena, do filme &#8220;Tr\u00eas Ver\u00f5es&#8221;, e a Lurdes, da novela &#8220;Amor de M\u00e3e&#8221;.<\/p>\n<p>Ela diz que a facilidade para encarnar essas personagens se deu pela experi\u00eancia nas ruas, como apresentadora, e tamb\u00e9m por seu tipo f\u00edsico.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo toda arrumadinha assim, eu tenho cara de pobre para as pessoas&#8221;, diz a artista. &#8220;Isso est\u00e1 um pouco mais dilu\u00eddo, mas antigamente tinha que ser loira e de olhos azuis para protagonizar novela.&#8221;<\/p>\n<p>Aos 70 anos, a atriz afirma que a passagem dos anos trouxe mais liberdade e a ajudou a romper esses padr\u00f5es. &#8220;Meus melhores pap\u00e9is vieram com a idade. Uma pessoa mais velha n\u00e3o precisa ter aquela cara de mocinha. Ela pode ser como eu sou.&#8221;<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">T\u00f4 Nessa!<\/span><\/p>\n<p>Quando Estreia neste domingo (13), ap\u00f3s o Fant\u00e1stico<br \/>Classifica\u00e7\u00e3o 10 anos<br \/>Autoria Regina Cas\u00e9 e Jorge Furtado<br \/>Elenco Regina Cas\u00e9, Luana Martau, Heslaine Vieira, Valentina Bandeira e Heleninha Repert\u00f3rio<br \/>Dire\u00e7\u00e3o Fabricio Mamberti<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Fama<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/celebridades\/2212024\/e-possivel-fazer-humor-sem-ofender-minoria-diz-regina-case-que-estreia-sitcom?utm_source=rss-fama&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Regina Cas\u00e9 foi uma crian\u00e7a cheia de gra\u00e7a. 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