{"id":188156,"date":"2024-08-14T15:08:26","date_gmt":"2024-08-14T18:08:26","guid":{"rendered":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/08\/14\/mulher-descobre-diabetes-apos-candidiase-de-repeticao-e-faz-alerta-nas-redes-sociais\/"},"modified":"2024-08-14T15:08:26","modified_gmt":"2024-08-14T18:08:26","slug":"mulher-descobre-diabetes-apos-candidiase-de-repeticao-e-faz-alerta-nas-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/08\/14\/mulher-descobre-diabetes-apos-candidiase-de-repeticao-e-faz-alerta-nas-redes-sociais\/","title":{"rendered":"Mulher descobre diabetes ap\u00f3s candid\u00edase de repeti\u00e7\u00e3o e faz alerta nas redes sociais"},"content":{"rendered":"<p>PIRACICABA, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Carla Rocha da Silva, 23, moradora de Mineiros (GO), a 420 km de Goi\u00e2nia, descobriu de forma inesperada o diagn\u00f3stico de diabetes tipo 1. Os sintomas aparentemente aleat\u00f3rios e a candid\u00edase de repeti\u00e7\u00e3o a levaram a procurar um m\u00e9dico.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\">\u00a0<\/div>\n<p>A atendente e influenciadora digital come\u00e7ou a ter candid\u00edase de repeti\u00e7\u00e3o em dezembro de 2021 e o diagn\u00f3stico foi feito em 31 de janeiro de 2022, ap\u00f3s os exames de glicemia em jejum e de tireoide. Carla havia feito um checkup m\u00e9dico tr\u00eas meses antes.<\/p>\n<p>&#8220;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 data, comecei a ter candid\u00edase de repeti\u00e7\u00e3o no dia 31 de dezembro de 2021. No in\u00edcio de janeiro de 2022, utilizei uma pomada para isso. L\u00e1 para o dia 15, 16 do mesmo m\u00eas, retornou o problema. Pensava que essa situa\u00e7\u00e3o era por conta das festas de fim de ano, contato com a \u00e1gua, uso de biqu\u00edni molhado, essas coisas. Nunca passou pela minha cabe\u00e7a que poderia ser algo mais s\u00e9rio. N\u00e3o fazia ideia de que a glicemia descontrolada poderia causar isso&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Contudo, os sintomas continuaram: c\u00e3ibras, emagrecimento r\u00e1pido, cansa\u00e7o extremo, sede excessiva e vontade de urinar diversas vezes ao dia, que ela associava ao calor. Carla procurou uma ginecologista, que percebeu o quadro e solicitou os exames.<\/p>\n<p>O resultado foi assustador para ela. &#8220;A candid\u00edase foi o que mais me incomodou e me fez procurar ajuda. Quando peguei meu primeiro exame de glicemia alterada, estava 248 [o normal \u00e9 inferior a 99 mg\/dL]. Sa\u00ed do consult\u00f3rio chorando, pensando que nunca mais poderia comer doces&#8221;, relembra.<\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o tinha absolutamente nada de conhecimento sobre a doen\u00e7a. Na minha cabe\u00e7a, diabetes era s\u00f3 sobre n\u00e3o poder comer doce&#8221;, diz. A jovem passou por um per\u00edodo dif\u00edcil at\u00e9 aceitar a nova realidade.<\/p>\n<p>&#8220;Fiquei muito mal, me sentindo perdida e sem rumo. A ideia de ter que usar insulina foi impactante&#8221;, desabafa. O impacto emocional foi ainda maior quando percebeu que o emagrecimento era, na verdade, um sintoma da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;De uma semana para outra era um, dois quilos de diferen\u00e7a de emagrecimento. Estava feliz com isso, comecei a receber elogios por emagrecer &#8216; sem fazer nada&#8217;, mas emagrecendo por causa de uma doen\u00e7a&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p>Da Silva deu in\u00edcio a uma dieta restritiva e come\u00e7ou a monitorar constantemente a glicemia. &#8220;Nos primeiros quatro meses, n\u00e3o consumia a\u00e7\u00facar e controlava os carboidratos rigorosamente. Isso foi o mais dif\u00edcil, porque sempre amei massas e doces&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Apesar disso, ela decidiu que compartilhar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria nas redes sociais poderia ajudar outras pessoas a identificarem sintomas da diabetes e procurarem ajuda m\u00e9dica. Carla j\u00e1 tem 17 mil seguidores no Tiktok e 7 mil no Instagram, no perfil @animodecarla.<\/p>\n<p>&#8220;Ver pessoas que descobriram a doen\u00e7a por meio dos meus v\u00eddeos me motiva a continuar a falar sobre o tema&#8221;, comemora. Desde que come\u00e7ou a controlar o \u00edndice glic\u00eamico, Carla n\u00e3o teve mais epis\u00f3dios de candid\u00edase e se alimenta com o que deseja, com modera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Nos primeiros meses ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, eu ainda tive alguns epis\u00f3dios de candid\u00edase de repeti\u00e7\u00e3o. Minha glicemia estava bastante desregulada. Controlar a glicemia foi fundamental para mim e, desde ent\u00e3o, nunca mais tive esse problema. Agora, sempre que noto qualquer altera\u00e7\u00e3o no meu corpo, por menor que seja, busco ajuda m\u00e9dica. O conselho que dou \u00e9: fa\u00e7am exames de rotina e, ao perceberem qualquer mudan\u00e7a, procurem um m\u00e9dico&#8221;, pontua.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">O QUE \u00c9 CANDID\u00cdASE DE REPETI\u00c7\u00c3O?<\/span><\/p>\n<p>A candid\u00edase \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o causada pelo fungo Candida albicans ou outras variantes, como a Candida lusitaniae, frequentemente encontrada na flora vaginal de mulheres saud\u00e1veis sem causar problemas.<\/p>\n<p>No entanto, quando h\u00e1 um crescimento descontrolado desse fungo, pode surgir uma infec\u00e7\u00e3o que se manifesta por meio de corrimento branco amarelado e coceira intensa. Para pessoas com diabetes, essa condi\u00e7\u00e3o pode se tornar um desafio recorrente.<\/p>\n<p>Ana Paula Beck, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a diabetes \u00e9 um dos fatores que pode desencadear a candid\u00edase. &#8220;O aumento do a\u00e7\u00facar no sangue favorece o crescimento da Candida. Um controle glic\u00eamico inadequado pode levar a epis\u00f3dios frequentes de candid\u00edase&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com Helga Marquesini, ginecologista do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, a rela\u00e7\u00e3o entre diabetes e candid\u00edase se d\u00e1 pela predisposi\u00e7\u00e3o das pessoas diab\u00e9ticas a infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;No diabetes, o excesso de a\u00e7\u00facar no sangue e a falha no sistema imune aumentam a vulnerabilidade a infec\u00e7\u00f5es. Isso ocorre porque o a\u00e7\u00facar em excesso pode prejudicar a fun\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas imunes e fornecer um ambiente prop\u00edcio para a prolifera\u00e7\u00e3o da Candida&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A glicose que n\u00e3o \u00e9 adequadamente controlada pode resultar em uma maior disponibilidade do fungo nos tecidos. Os principais desafios para pacientes diab\u00e9ticos incluem manter a glicemia controlada.<\/p>\n<p>Beck destaca que, enquanto as medidas habituais de tratamento, como o uso de antif\u00fangicos e manuten\u00e7\u00e3o de boa higiene, s\u00e3o essenciais, pacientes com diabetes podem precisar de abordagens adicionais.<\/p>\n<p>&#8220;O tratamento \u00e9 feito com antif\u00fangico, mas pode variar de acordo com a gravidade da infec\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 importante salientar que medicamentos para diabetes que liberam glicose na urina podem aumentar o risco de infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias e candid\u00edase&#8221;, alerta.<\/p>\n<p>A automedica\u00e7\u00e3o e o uso inadequado de antibi\u00f3ticos, comuns em pacientes diab\u00e9ticos com infec\u00e7\u00f5es bacterianas, tamb\u00e9m s\u00e3o fatores de risco. Para prevenir a candid\u00edase, \u00e9 recomend\u00e1vel manter a glicemia o mais est\u00e1vel poss\u00edvel, evitar roupas apertadas e abafadas, e optar por roupas \u00edntimas de algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Beck aconselha que, em caso de sintomas persistentes, o tratamento deve ser ajustado e a abordagem deve ser mais abrangente. &#8220;Manter uma vida saud\u00e1vel e uma dieta balanceada \u00e9 essencial. Al\u00e9m disso, qualquer altera\u00e7\u00e3o incomum no organismo deve ser acompanhada por um profissional de sa\u00fade&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/brasil\/2187226\/mulher-descobre-diabetes-apos-candidiase-de-repeticao-e-faz-alerta-nas-redes-sociais?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PIRACICABA, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Carla Rocha da Silva, 23, moradora de Mineiros (GO), a 420<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":188157,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-188156","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=188156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188156\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/188157"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=188156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=188156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=188156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}