{"id":181352,"date":"2024-06-24T05:08:31","date_gmt":"2024-06-24T08:08:31","guid":{"rendered":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/06\/24\/1-em-cada-3-brasileiros-que-diz-ter-coleta-seletiva-nao-separa-o-lixo-aponta-datafolha\/"},"modified":"2024-06-24T05:08:31","modified_gmt":"2024-06-24T08:08:31","slug":"1-em-cada-3-brasileiros-que-diz-ter-coleta-seletiva-nao-separa-o-lixo-aponta-datafolha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/06\/24\/1-em-cada-3-brasileiros-que-diz-ter-coleta-seletiva-nao-separa-o-lixo-aponta-datafolha\/","title":{"rendered":"1 em cada 3 brasileiros que diz ter coleta seletiva n\u00e3o separa o lixo, aponta Datafolha"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; \u00c9 quase uma unanimidade: a reciclagem \u00e9 considerada algo importante para o futuro do pa\u00eds e do mundo por 99% dos brasileiros, segundo pesquisa do Datafolha que investigou a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e suas pr\u00e1ticas cotidianas de separa\u00e7\u00e3o de res\u00edduos.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Ainda assim, 29% dos brasileiros afirmam n\u00e3o separar materiais recicl\u00e1veis dos demais res\u00edduos produzidos em casa. Dos 71% de brasileiros que afirmam separar esses res\u00edduos que podem ser reciclados, 51% dizem o fazer sempre, 17%, s\u00f3 de vez em quando e 4%, raramente.<\/p>\n<p>O Datafolha aponta que 54% afirmam ter coleta seletiva onde moram. Mesmo assim, 1 em cada 3 (33%) desses brasileiros com acesso a esse servi\u00e7o n\u00e3o separa seus res\u00edduos recicl\u00e1veis em casa.<\/p>\n<p>De abrang\u00eancia nacional, a pesquisa entrevistou 2.010 pessoas em 112 munic\u00edpios de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, entre os dias 13 e 21 de maio. A margem de erro \u00e9 de dois pontos para mais ou para menos.<\/p>\n<p>&#8220;Os dados mostram a necessidade de expans\u00e3o da coleta seletiva e, ao mesmo tempo, o desperd\u00edcio desse servi\u00e7o, que \u00e9 pago com recursos p\u00fablicos das prefeituras e nem sempre \u00e9 aproveitado pela popula\u00e7\u00e3o&#8221;, avalia Fl\u00e1vio Ribeiro, consultor em economia circular e conselheiro do Pacto Global da ONU para a \u00e1rea.<\/p>\n<p>Por outro lado, o engajamento declarado de 71% da popula\u00e7\u00e3o brasileira na separa\u00e7\u00e3o de res\u00edduos recicl\u00e1veis destoa dos dados oficiais sobre reciclagem no pa\u00eds. O Brasil s\u00f3 recicla 4% de seus res\u00edduos s\u00f3lidos recicl\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;Se existe todo esse \u00e2nimo da popula\u00e7\u00e3o em fazer a separa\u00e7\u00e3o de materiais recicl\u00e1veis, por que isso ainda n\u00e3o se reverteu em um processo de aproveitamento de res\u00edduos e de aumento da reciclagem no Brasil? Hoje em dia, aterros sanit\u00e1rios e, infelizmente, lix\u00f5es est\u00e3o repletos de materiais recicl\u00e1veis&#8221;, afirma Carlos da Silva Filho, presidente da ISWA (International Solid Waste Association) e conselheiro da ONU para o tema.<\/p>\n<p>Para ele, faltam incentivos para o desvio de res\u00edduos de unidades de destina\u00e7\u00e3o final, como aterros, e seu encaminhamento a processos mais avan\u00e7ados de tratamento. &#8220;A popula\u00e7\u00e3o pode at\u00e9 separar, como indica a pesquisa, mas, como a coleta seletiva e a triagem t\u00eam custo alto, esse esfor\u00e7o muitas vezes acaba se perdendo no processo.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Silva Filho, cidades que t\u00eam servi\u00e7os estruturados de coleta seletiva e triagem de res\u00edduos recicl\u00e1veis n\u00e3o utilizam toda a sua capacidade porque n\u00e3o recebem res\u00edduos suficientes.<\/p>\n<p>&#8220;Cada uma das duas centrais de triagem da cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, tem capacidade para triar 250 toneladas de res\u00edduos por dia, mas s\u00f3 recebe em torno 150 toneladas. O caminh\u00e3o sai vazio e volta batendo lata porque a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o separa o suficiente&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Por outro lado, se o pa\u00eds reciclasse muito mais, a capacidade instalada seria insuficiente. &#8220;Se a gente tivesse a coleta de 30% de todos os recicl\u00e1veis domiciliares, n\u00e3o ter\u00edamos capacidade instalada de reciclagem para receber tudo isso&#8221;, afirma Elisabeth Grimberg, coordenadora de projetos de res\u00edduos s\u00f3lidos e agroecologia do Instituto P\u00f3lis.<\/p>\n<p>Esse paradoxo do reciclagem no pa\u00eds \u00e9 refor\u00e7ado por outro dado da pesquisa: 85% avaliam que atitudes individuais contribuem para a sustentabilidade e o meio ambiente \u2013\u00edndice que sobe entre pessoas de 16 a 24 anos (88%), com maior renda (89%) e com n\u00edvel superior de ensino (91%).<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um dado muito relevante porque revela o potencial para a cidadania ativa dos brasileiros, de fazer press\u00e3o para que governos das tr\u00eas esferas desenvolvam pol\u00edticas p\u00fablicas mais efetivas para a substitui\u00e7\u00e3o de materiais pela ind\u00fastria e para o fim da obsolesc\u00eancia programada de produtos&#8221;, diz Grimberg.<\/p>\n<p>Ela destaca que, segundo o artigo 33 da PNRS (Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos), \u00e9 responsabilidade de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes custear a coleta seletiva e a triagem de materiais. &#8220;A lei tem 14 anos, e os fabricantes e importadores driblaram a regra.&#8221;<\/p>\n<p>Para ela, o fato de 85% dos entrevistados declararem saber que res\u00edduos dom\u00e9sticos devem ser separados em tr\u00eas fra\u00e7\u00f5es (org\u00e2nicos, recicl\u00e1veis e rejeito) para coleta e de 71% declararem que separam res\u00edduos em casa \u00e9 muito significante. &#8220;Isso porque a gente sabe que n\u00e3o existem programas permanentes de comunica\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para o tema.&#8221;<\/p>\n<p>Para a diretora do Datafolha, Luciana Chong, o dado pode tamb\u00e9m refletir pr\u00e1ticas mais pontuais dos entrevistados. &#8220;A pessoa pode separar alguma coisa, como a latinha de cerveja do churrasco, e responder que, sim, separa seu lixo, mesmo quando essa n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica rotineira nem realizada com os demais res\u00edduos&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Segundo Chong, o mesmo pode se dar quando a pergunta feita foi sobre res\u00edduos problem\u00e1ticos, como pilhas e baterias, eletroeletr\u00f4nicos e rem\u00e9dios, que precisam ser levados at\u00e9 um ponto de coleta espec\u00edfico para esse tipo de material, num modelo chamado de log\u00edstica reversa.<\/p>\n<p>&#8220;Separar um par de pilhas e entreg\u00e1-las no ponto de coleta espec\u00edfico pode ser o suficiente para a pessoa responder que adota esse tipo de procedimento.&#8221;<\/p>\n<p>Na pesquisa, 43% dos brasileiros disseram que encaminham esses materiais para pontos de coleta espec\u00edficos, enquanto 37% os descartam no lixo comum e 14%, no lixo recicl\u00e1vel.<\/p>\n<p>Identificar quais s\u00e3o os materiais recicl\u00e1veis por meio dos \u00edcones presentes nas embalagens \u00e9 algo complicado para a maioria dos brasileiros: 58% afirmam n\u00e3o saber reconhec\u00ea-los. O \u00edndice \u00e9 ainda maior entre quem n\u00e3o separa res\u00edduos (71%), quem tem apenas o ensino fundamental (70%), quem tem mais de 60 anos (65%) e tamb\u00e9m entre os mais pobres (65%).<\/p>\n<p>Sobre res\u00edduos org\u00e2nicos, como restos de alimentos e podas de jardinagem, 71% dos entrevistados afirmaram saber que \u00e9 poss\u00edvel recicl\u00e1-los por meio da compostagem, que produz composto e fertilizante.<\/p>\n<p>Para Grimberg, do P\u00f3lis, &#8220;o dado mostra que as pessoas sabem que isso pode ser feito&#8221;. &#8220;Hoje tem gente das classes m\u00e9dia e alta que j\u00e1 paga pelo servi\u00e7o de coleta de res\u00edduos org\u00e2nicos feito por empresas privadas. Ou seja, existe uma demanda reprimida por compostagem.&#8221;<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/brasil\/2165976\/1-em-cada-3-brasileiros-que-diz-ter-coleta-seletiva-nao-separa-o-lixo-aponta-datafolha?utm_source=rss-brasil&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; \u00c9 quase uma unanimidade: a reciclagem \u00e9 considerada algo importante<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":181353,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-181352","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=181352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181352\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/181353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=181352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=181352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=181352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}