{"id":17998,"date":"2021-06-17T12:13:10","date_gmt":"2021-06-17T15:13:10","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/06\/17\/brasileiros-sao-os-que-mais-temem-violencia-no-mundo-aponta-indice-de-paz-global\/"},"modified":"2021-06-17T12:13:10","modified_gmt":"2021-06-17T15:13:10","slug":"brasileiros-sao-os-que-mais-temem-violencia-no-mundo-aponta-indice-de-paz-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2021\/06\/17\/brasileiros-sao-os-que-mais-temem-violencia-no-mundo-aponta-indice-de-paz-global\/","title":{"rendered":"Brasileiros s\u00e3o os que mais temem viol\u00eancia no mundo, aponta \u00edndice de paz global"},"content":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Os brasileiros s\u00e3o os que mais temem a viol\u00eancia ao redor do globo, com 83% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds muito preocupada com isso, aponta o Global Peace Index 2021, que mede o n\u00edvel de paz e a aus\u00eancia de viol\u00eancia em 163 na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Divulgado nesta quinta-feira (17) pelo think tank independente australiano Institute for Economics and Peace (IEP), o \u00edndice mostra que, em rela\u00e7\u00e3o ao medo da viol\u00eancia, o Brasil est\u00e1 acima da m\u00e9dia mundial de 60%. O problema foi visto ainda como o maior risco para a pr\u00f3pria seguran\u00e7a para 64% da popula\u00e7\u00e3o, \u00e0 frente de quest\u00f5es como sa\u00fade, mesmo no ano da pandemia do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Apesar de ser o pa\u00eds que mais teme a viol\u00eancia, o Brasil n\u00e3o est\u00e1 entre aqueles em que a popula\u00e7\u00e3o mais passou por situa\u00e7\u00f5es violentas nos \u00faltimos dois anos -\u00edndice que est\u00e1 em 40%, mais de 20 pontos atr\u00e1s da Nam\u00edbia, l\u00edder nesse aspecto do ranking com 63%.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil pode n\u00e3o ser o pa\u00eds mais violento do mundo, mas tem n\u00edveis excepcionais de viol\u00eancia, assim como a Am\u00e9rica do Sul&#8221;, afirma Steve Killelea, fundador e presidente do IEP. &#8220;Possivelmente, isso [o medo da viol\u00eancia] pode estar relacionado ao n\u00edvel de den\u00fancia dos crimes e a v\u00e1rias pessoas se comunicando em redes sociais.&#8221;<\/p>\n<p>Killelea tamb\u00e9m aponta que 58% dos brasileiros se sentem menos seguros do que h\u00e1 cinco anos. O indicador vai na contram\u00e3o da tend\u00eancia mundial, que aponta que 75% das pessoas dizem se sentir t\u00e3o ou mais seguras do que h\u00e1 cinco anos.<\/p>\n<p>Outro ponto em que o Brasil nada contra a corrente \u00e9 a taxa de homic\u00eddios, que, apesar da pandemia, cresceu no pa\u00eds, enquanto 116 na\u00e7\u00f5es reduziram seus \u00edndices desde 2008. No primeiro semestre do ano passado, 25.712 pessoas foram mortas, n\u00famero 7% maior do que o registrado no mesmo per\u00edodo de 2019, segundo estudo do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, que compila estat\u00edsticas de criminalidade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esses foram alguns dos fatores que levaram o Brasil a n\u00e3o avan\u00e7ar sua posi\u00e7\u00e3o no ranking, permanecendo com um n\u00edvel de paz considerado baixo. A pesquisa, realizada entre janeiro de 2020 e mar\u00e7o de 2021, \u00e9 baseada em 23 indicadores agrupados em tr\u00eas dom\u00ednios: seguran\u00e7a, militariza\u00e7\u00e3o e conflitos cont\u00ednuos.<\/p>\n<p>O estudo mede o n\u00edvel de viol\u00eancia f\u00edsica, de armamentos e de criminalidade, excluindo terror psicol\u00f3gico e intimida\u00e7\u00f5es verbais.<\/p>\n<p>No ranking geral, o Brasil permaneceu na 128\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com pioras em indicadores como mortes por conflitos internos e terror pol\u00edtico e avan\u00e7os em quest\u00f5es como impacto do terrorismo e instabilidade pol\u00edtica. Em 2020, o pa\u00eds era o 126\u00ba, mas a mudan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 considerada uma queda devido a atualiza\u00e7\u00f5es nos dados.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Am\u00e9rica do Sul, o Brasil ocupa o 9\u00ba lugar, \u00e0 frente apenas de Col\u00f4mbia e Venezuela. Na regi\u00e3o, o Uruguai segue como l\u00edder, apesar de ter registrado a maior piora em seus \u00edndices dentre os sul-americanos. Isso se deve, principalmente, \u00e0 instabilidade pol\u00edtica, aos protestos e aos crimes violentos. Por outro lado, a Argentina, na 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o no continente, foi o pa\u00eds que mais avan\u00e7ou, com quedas nos \u00edndices de terror pol\u00edtico e instabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Como um todo, a Am\u00e9rica do Sul foi a segunda que mais piorou seu n\u00edvel de paz, atr\u00e1s apenas da Am\u00e9rica do Norte. Os EUA, que avan\u00e7aram sete posi\u00e7\u00f5es no ano passado, ca\u00edram duas no ranking geral deste ano.<\/p>\n<p>Apesar de ter melhorado no indicador de impacto do terrorismo, o pa\u00eds norte-americano piorou nas quest\u00f5es de instabilidade pol\u00edtica, conflitos internos e protestos violentos. O presidente do IEP aponta que esses fatores est\u00e3o ligados \u00e0 turbulenta elei\u00e7\u00e3o presidencial no ano passado, que culminou na invas\u00e3o do Capit\u00f3lio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump no dia 6 de janeiro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os EUA viram ainda diversas manifesta\u00e7\u00f5es contra o racismo e a viol\u00eancia policial contra a popula\u00e7\u00e3o negra, que tiveram registros de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Esses protestos se espalharam pelo mundo e fazem parte das 15 mil manifesta\u00e7\u00f5es identificadas pelo \u00edndice ao redor do globo, 5.000 delas relacionadas \u00e0 Covid-19. No ano passado, inclusive, os protestos violentos aumentaram 10%, mesmo em meio \u00e0s restri\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia. Esse crescimento \u00e9 uma tend\u00eancia que j\u00e1 vinha acontecendo, com um aumento de 244% desses atos entre os anos de 2011 e 2019.<\/p>\n<p>A Belarus, comandada pelo ditador Aleksandr Lukachenko, foi palco de muitos desses protestos, o que colaborou para o pa\u00eds ter a segunda pior deteriora\u00e7\u00e3o no \u00edndice e cair 19 posi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a 2020. L\u00e1, a reelei\u00e7\u00e3o do autocrata, apontada como fraudulenta, levou a popula\u00e7\u00e3o \u00e0s ruas durante meses, o que motivou uma forte repress\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Essa instabilidade pol\u00edtica e protestos violentos em diferentes pa\u00edses ajudaram a diminuir em 0,07% o n\u00edvel de paz mundial, segundo o estudo, que est\u00e1 em sua 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o. \u00c9 a nona queda registrada nos \u00faltimos 13 anos, mas a segunda menor na s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m colaborou para a piora o indicador de militariza\u00e7\u00e3o, que vinha melhorando at\u00e9 o ano passado. Segundo o presidente do IEP, essa queda se deve principalmente \u00e0 b\u00e9lica rela\u00e7\u00e3o entre EUA e R\u00fassia e entre americanos e chineses.<\/p>\n<p>Pelo lado positivo, pela primeira vez desde 2015 houve melhora do \u00edndice de conflitos permanentes, com queda nas mortes em campos de batalha e tamb\u00e9m no n\u00edvel e na intensidade dos combates. Segundo Killelea, isso se deve, ao menos em parte, \u00c0s restri\u00e7\u00f5es impostas para conter o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>O estudo aponta que, se por um lado os conflitos e as crises da d\u00e9cada passada est\u00e3o diminuindo, eles devem ser substitu\u00eddos &#8220;por uma nova onda de tens\u00e3o e incerteza como um resultado da pandemia da Covid-19 e do aumento das tens\u00f5es entre muitas das principais pot\u00eancias&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente do IEP v\u00ea tr\u00eas \u00e1reas como protagonistas dos problemas futuros. &#8220;Muito vai depender de qu\u00e3o bem o mundo vai se recuperar economicamente da Covid-19 nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Nesse sentido, instabilidade pol\u00edtica e protestos violentos s\u00e3o as principais preocupa\u00e7\u00f5es, principalmente em pa\u00edses que n\u00e3o conseguirem se recuperar economicamente da pandemia, avalia Killelea. Al\u00e9m disso, a tend\u00eancia de queda na militariza\u00e7\u00e3o parece ter chegado ao fim e deve aumentar nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Mundo<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/mundo\/1814521\/brasileiros-sao-os-que-mais-temem-violencia-no-mundo-aponta-indice-de-paz-global?utm_source=rss-mundo&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Os brasileiros s\u00e3o os que mais temem a viol\u00eancia ao<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":17999,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-17998","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17998"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17998\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17999"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}