{"id":170742,"date":"2024-04-04T10:08:12","date_gmt":"2024-04-04T13:08:12","guid":{"rendered":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/04\/04\/supremo-decide-manter-cobranca-retroativa-de-impostos-de-empresas\/"},"modified":"2024-04-04T10:08:12","modified_gmt":"2024-04-04T13:08:12","slug":"supremo-decide-manter-cobranca-retroativa-de-impostos-de-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/04\/04\/supremo-decide-manter-cobranca-retroativa-de-impostos-de-empresas\/","title":{"rendered":"Supremo decide manter cobran\u00e7a retroativa de impostos de empresas"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quarta-feira, 3, por 7 votos a 4, decis\u00e3o que autorizou a cobran\u00e7a retroativa de impostos n\u00e3o pagos no passado por for\u00e7a de senten\u00e7a judicial definitiva &#8211; a chamada &#8220;quebra da coisa julgada&#8221;. Os ministros analisaram recursos apresentados contra senten\u00e7a proferida em fevereiro do ano passado pela qual decis\u00f5es que autorizaram contribuintes a n\u00e3o pagar tributos perdem efic\u00e1cia se a Corte se pronunciar, tempos depois, em sentido contr\u00e1rio.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o faz com que as empresas tenham de voltar a pagar impostos dos quais eram isentas, de forma retroativa, mesmo com senten\u00e7as favor\u00e1veis antes &#8220;transitadas em julgado&#8221; (quando n\u00e3o h\u00e1 mais recursos). Os ministros devem finalizar o julgamento nesta quinta, 4, j\u00e1 que faltou definir a possibilidade de cobran\u00e7a das multas punitivas e morat\u00f3rias decorrentes do n\u00e3o pagamento.<\/p>\n<p>O tema gerou pol\u00eamica no meio jur\u00eddico &#8211; com forte divis\u00e3o entre os pr\u00f3prios ministros do Supremo -, em meio a avalia\u00e7\u00f5es de que traz risco de inseguran\u00e7a jur\u00eddica ao Pa\u00eds.<\/p>\n<p>No caso concreto, que discutia a incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL), os ministros entenderam que a cobran\u00e7a deve retroagir at\u00e9 2007, data em que o Supremo considerou o tributo constitucional. Os contribuintes pleiteavam a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos para n\u00e3o permitir que a decis\u00e3o tivesse efeitos no passado. O impacto \u00e9 milion\u00e1rio para as empresas envolvidas.<\/p>\n<p>Os recursos foram apresentados pela T\u00eaxtil Bezerra de Menezes (TBM), que foi parte no processo; pelo conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp); e pelo Sindicato das Ind\u00fastrias de Produtos Qu\u00edmicos (Sinpeq).<\/p>\n<p><strong>Votos<\/strong><\/p>\n<p>Para o relator do caso no Supremo, Lu\u00eds Roberto Barroso, as empresas que n\u00e3o voltaram a pagar a CSLL ap\u00f3s a decis\u00e3o do Supremo fizeram uma &#8220;aposta&#8221;. &#8220;A partir da publica\u00e7\u00e3o da ata da decis\u00e3o de 2007, j\u00e1 n\u00e3o havia mais d\u00favida de que o tributo era devido&#8221;, disse ele. Al\u00e9m de Barroso, Rosa Weber, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia e Gilmar Mendes tamb\u00e9m votaram para manter a decis\u00e3o de fevereiro.<\/p>\n<p>O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a tamb\u00e9m entendeu que o tributo \u00e9 devido desde 2007, mas defendeu a isen\u00e7\u00e3o das multas punitivas e morat\u00f3rias decorrentes do n\u00e3o pagamento. &#8220;N\u00e3o entendo como se pode entender existir conduta reprov\u00e1vel por parte do contribuinte que se socorreu no Judici\u00e1rio&#8221;, afirmou o ministro.<\/p>\n<p>Os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Dias Toffoli e K\u00e1ssio Nunes Marques votaram para acolher os pedidos e reformar a senten\u00e7a. Para eles, a decis\u00e3o s\u00f3 poderia ter efeitos a partir de fevereiro de 2023, quando o Supremo julgou o tema, e a Receita Federal n\u00e3o poderia cobrar tributos que n\u00e3o foram recolhidos no passado por for\u00e7a de decis\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de ontem, Toffoli afirmou que o caso \u00e9 &#8220;um dos julgamentos mais importantes&#8221; dos quais participou em 14 anos como juiz constitucional. &#8220;Estamos aqui a adentrar no campo da coisa julgada, e coisa julgada de muitos e muitos anos, e permitindo abrir a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias in\u00fameras sendo que precisamos refletir sobre seguran\u00e7a jur\u00eddica e previsibilidade&#8221;, afirmou. J\u00e1 Fux defendeu que a modula\u00e7\u00e3o era necess\u00e1ria para preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, visto que o cen\u00e1rio era de &#8220;incerteza para diversos players do mercado&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Decis\u00e3o no ano passado tornou diverg\u00eancia sobre o tema p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>A decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) que mudou o entendimento sobre cobran\u00e7a de tributos de empresas desencadeou uma diverg\u00eancia p\u00fablica entre os ministros no ano passado.<\/p>\n<p>Dois dias ap\u00f3s o julgamento, em 10 de fevereiro, o relator da a\u00e7\u00e3o, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso disse que as empresas fizeram uma &#8220;aposta no escuro&#8221; ao n\u00e3o provisionar recursos para pagar tributos questionados na Justi\u00e7a. O ministro Luiz Fux, por outro lado, afirmou que a decis\u00e3o &#8220;criou a maior surpresa fiscal&#8221; j\u00e1 vista no Pa\u00eds e &#8220;um risco sist\u00eamico absurdo&#8221;, uma vez que as empresas n\u00e3o tinham como adivinhar a mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Quem n\u00e3o se preparou, fez uma aposta no escuro, e a\u00ed a gente assume os riscos das decis\u00f5es que toma&#8221;, disse Barroso em v\u00eddeo divulgado pela Corte. &#8220;Quem tem coisa julgada, n\u00e3o provisiona&#8221;, disse Fux ao <strong>Estad\u00e3o<\/strong> na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2133710\/barroso-ameaca-do-horror-economico-nao-nos-permite-o-horror-juridico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Barroso: Amea\u00e7a do horror econ\u00f4mico n\u00e3o nos permite o horror jur\u00eddico<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2133807\/supremo-decide-manter-cobranca-retroativa-de-impostos-de-empresas?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quarta-feira, 3, por 7 votos a 4, decis\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":170743,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-170742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=170742"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/170742\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/170743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=170742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=170742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=170742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}