{"id":162839,"date":"2024-02-07T16:08:30","date_gmt":"2024-02-07T19:08:30","guid":{"rendered":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/02\/07\/violencia-entre-brasil-e-argentina-explode-no-futebol-com-racismo-e-xenofobia\/"},"modified":"2024-02-07T16:08:30","modified_gmt":"2024-02-07T19:08:30","slug":"violencia-entre-brasil-e-argentina-explode-no-futebol-com-racismo-e-xenofobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2024\/02\/07\/violencia-entre-brasil-e-argentina-explode-no-futebol-com-racismo-e-xenofobia\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia entre Brasil e Argentina explode no futebol, com racismo e xenofobia"},"content":{"rendered":"<p>BUENOS AIRES, PE (UOL\/FOLHAPRESS) &#8211; Brasil e Argentina n\u00e3o se bicam no futebol h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Mas essa rivalidade hist\u00f3rica, uma das mais acirradas do mundo, mudou. Uma nova onda de viol\u00eancia tem assustado torcedores e autoridades de ambos os lados.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Racismo e a xenofobia entraram fortes no jogo.<\/p>\n<p>No ano passado, um torcedor do San Lorenzo jogou uma banana em um garoto negro no Morumbi. Apoiadores do River imitaram macacos diante do \u00f4nibus do Fluminense em Buenos Aires.<\/p>\n<p>Em Copacabana, um seguidor do Boca chamou brasileiros de &#8220;escravos, macacos de merda&#8221; ao ser entrevistado na TV argentina. Em contrapartida, centenas de argentinos foram agredidos nos \u00faltimos meses aqui por torcedores rivais e pela Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n<p>O Brasil, antes considerado um para\u00edso tropical, passou a ser visto como um vizinho xen\u00f3fobo. E brasileiros vivendo na capital argentina dizem que a rec\u00edproca \u00e9 verdadeira.<\/p>\n<p>O UOL foi a Buenos Aires e conversou com mais de 20 pessoas, entre brasileiros e argentinos, para entender o que serviu como estopim para a agressividade que tomou conta da rivalidade nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Cada lado tem uma explica\u00e7\u00e3o para a viol\u00eancia. Os argentinos dizem que os vizinhos pentacampe\u00f5es n\u00e3o sabem lidar com a perda da hegemonia da sele\u00e7\u00e3o. Para os brasileiros, o racismo cresceu e nunca foi t\u00e3o escancarado, e a intoler\u00e2ncia seria uma rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2023, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira endureceu a pena para o crime de inj\u00faria racial, que agora \u00e9 equivalente ao de racismo, ambos imprescrit\u00edveis e inafian\u00e7\u00e1veis.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, sete argentinos foram presos em est\u00e1dios acusados de racismo, segundo o Observat\u00f3rio da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial no Futebol.<\/p>\n<p>Na Argentina, o racismo tamb\u00e9m \u00e9 crime, mas o pa\u00eds caminha em sentido oposto: um pacote de projetos enviado pelo presidente Javier Milei ao Congresso prev\u00ea a extin\u00e7\u00e3o da lei que criou o Inadi, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por receber den\u00fancias de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">&#8220;MEU CONSELHO: N\u00c3O APARE\u00c7A NO RIO&#8221;<\/span><\/p>\n<p>Em um caf\u00e9 em Buenos Aires, Jos\u00e9 Lu\u00eds Palazzo, 71, s\u00f3cio do Boca Juniors, relembrou ao UOL as agress\u00f5es sofridas no Maracan\u00e3.<\/p>\n<p>Ele estava no Rio para a sua 12\u00aa final de Libertadores, entre o Fluminense e o clube argentino, mas a PM, usando g\u00e1s de pimenta, cassetetes e cavalaria, provocou a dispers\u00e3o for\u00e7ada dos visitantes.<\/p>\n<p>Na confus\u00e3o, Palazzo foi empurrado por um policial. Ca\u00eddo, recebeu chutes nas costas. Ele e centenas de argentinos, com ingressos na m\u00e3o, foram impedidos de ver o jogo. O Boca perderia o t\u00edtulo, e o veterano boquense a vontade de um dia voltar ao Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o sei o que aconteceu. Nos \u00faltimos vinte anos passei f\u00e9rias dez ou doze vezes no Brasil. Conheci lugares e pessoas espetaculares. Agora fui maltratado at\u00e9 pelos gar\u00e7ons. Meu conselho a qualquer argentino \u00e9: n\u00e3o apare\u00e7a no Rio&#8221;, disse Jos\u00e9 Lu\u00eds Palazzo.<\/p>\n<p>Em uma semana em Buenos Aires, a reportagem ouviu relatos semelhantes de argentinos que voltaram do Brasil chocados com a recep\u00e7\u00e3o violenta.<\/p>\n<p>Em agosto de 2023, um torcedor do Argentinos Juniors foi espancado por rivais do Fluminense. Em novembro, mulheres e crian\u00e7as foram v\u00edtimas ou viram arrast\u00f5es em Copacabana antes da final da Libertadores.<\/p>\n<p>No m\u00eas seguinte, uma briga com brasileiros e a repress\u00e3o da PM aos argentinos quase impediu o jogo entre as duas sele\u00e7\u00f5es pelas Eliminat\u00f3rias.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">PERDA DE HEGEMONIA<\/span><\/p>\n<p>Ao buscar uma explica\u00e7\u00e3o esportiva para o problema, os argentinos tendem a minimizar a preval\u00eancia das piadas racistas como combust\u00edvel da hostilidade.<br \/>Diego Macias, editor-chefe do jornal esportivo Ol\u00e9, me contou uma teoria.<\/p>\n<p>Brasileiros n\u00e3o estariam aceitando as vit\u00f3rias recentes da sele\u00e7\u00e3o alviceleste, atual campe\u00e3 do mundo e sul-americana &#8211; t\u00edtulo este conquistado contra o Brasil no Maracan\u00e3.<\/p>\n<p>Durante muito tempo, o Brasil foi simp\u00e1tico para todo o planeta pela forma como joga, pela sua alegria, pela sua forma de encarar a vida. Nessa \u00faltima Copa [no Qatar] isso mudou. E isso parece incomodar os brasileiros. Diego Macias<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que a imprensa argentina tem tentado mudar. Em transmiss\u00f5es ao vivo, comentaristas condenam com veem\u00eancia torcedores que cometem atos racistas, uma postura mais alinhada com o que tem ocorrido na sociedade e na legisla\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>Mas nem sempre foi assim. O Ol\u00e9 encarnou como nenhum outro ve\u00edculo a rivalidade entre os dois pa\u00edses e algumas vezes passou dos limites.<\/p>\n<p>Foi o que ocorreu em agosto de 1996, quando a sele\u00e7\u00e3o de futebol argentina avan\u00e7ou \u00e0 final das Olimp\u00edadas de Atlanta. Na ocasi\u00e3o, o Ol\u00e9 escreveu a manchete &#8220;Que venham os macacos&#8221; para apresentar a outra semifinal, entre Brasil e Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>O jornal repetia assim uma imagem que j\u00e1 aparecia na imprensa argentina desde 1920, quando o &#8220;La Cr\u00edtica&#8221; chamou de macacos jogadores brasileiros que foram a Buenos Aires para um amistoso.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo no contexto dessa \u00e9poca, foi ruim&#8221;, respondeu Macias sobre a manchete de 1996. &#8220;N\u00e3o tivemos nenhuma outra capa t\u00e3o critic\u00e1vel. Foi ruim? Sim. Pedimos perd\u00e3o? Sim. Esse erro teve consequ\u00eancias internas.&#8221;<br \/>Nas mesas-redondas da TV, nos est\u00e1dios ou nos bares de Buenos Aires, o racismo n\u00e3o aparece como uma das causas da viol\u00eancia de que os argentinos t\u00eam reclamado.<\/p>\n<p>TOMA L\u00c1, D\u00c1 C\u00c1<\/p>\n<p>No bairro de Lugano, o psic\u00f3logo Alejandro Gimenez atende a pacientes no sof\u00e1 da sala, decorada com uma miniatura da Bombonera, o est\u00e1dio do Boca.<\/p>\n<p>Ele foi um dos torcedores impedidos de entrar no Maracan\u00e3 na final da Libertadores, mesmo tendo ingresso. Daquele dia, o que ficou para ele foi o \u00f3dio que diz ter visto nos olhos dos policiais.<\/p>\n<p>Para Alejandro, a viol\u00eancia dos brasileiros cresceu desde a Copa de 2014, quando uma multid\u00e3o argentina invadiu as praias do Rio, as esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo e os botecos mineiros.<\/p>\n<p>Os brasileiros tomaram de 7 a 1 naquela Copa. Os argentinos chegaram \u00e0 final.<\/p>\n<p>&#8220;O brasileiro n\u00e3o gostou, como n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o gostar\u00edamos, de ver tanta gente festejando quando voc\u00ea estava eliminado, perdendo de 7 a 1. Para quem n\u00e3o \u00e9 do futebol, isso pode parecer uma idiotice, mas a maioria dos brasileiros \u00e9 boleira, assim como n\u00f3s. E pra quem \u00e9 boleiro, isso pega muito, \u00e9 forte.&#8221;<\/p>\n<p>Para os brasileiros que moram em Buenos Aires, por\u00e9m, o que pega mesmo s\u00e3o os atos de racismo e xenofobia.<\/p>\n<p>Em um bar na grande Buenos Aires, a reportagem encontrou o estudante baiano Victor Barreto, que joga futsal em uma faculdade de medicina.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o \u00e9 negro, mas sua m\u00e3e \u00e9. O racismo o atinge de forma diferente.<\/p>\n<p>Quando a gente fazia dois, tr\u00eas gols, eles falavam: &#8216;Volta pro seu pa\u00eds, macaco de merda!&#8217; Encontraram um jeito de afetar a gente e afetam mesmo. Quando essas coisas acontecem, lembro de tudo pelo que a minha m\u00e3e passou. Victor Barreto<\/p>\n<p>A chefe de cozinha Fernanda Passos, mulher negra e moradora de Buenos Aires desde os anos 1990, costumava frequentar a Bombonera com o filho e o ex-marido, na \u00e9poca membro da torcida organizada &#8220;La 12&#8221;.<\/p>\n<p>O garoto passou a n\u00e3o querer mais ir ao est\u00e1dio, cansado de ouvir xingamentos racistas dirigidos a jogadores pretos ou de origem ind\u00edgena.<br \/>&#8216;Negro de mierda&#8217; \u00e9 uma express\u00e3o t\u00e3o frequente quanto um cumprimento. Aqui eles dizem mais negro de mierda do que &#8216;ol\u00e1&#8217;. Tem uma hora que a pessoa cansa.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">PRESOS, PERO NO MUCHO<\/span><\/p>\n<p>Em agosto de 2022, tr\u00eas torcedores do Boca foram detidos no est\u00e1dio do Corinthians ap\u00f3s serem filmados fazendo gestos considerados racistas. Eles foram levados \u00e0 pol\u00edcia e autuados por inj\u00faria racial.<\/p>\n<p>Dois deles pagaram fian\u00e7a de R$ 20 mil para evitar a pris\u00e3o. O terceiro, descrito no processo como um morador de rua, foi solto depois que a Justi\u00e7a o considerou sem condi\u00e7\u00e3o de pagar fian\u00e7a.<\/p>\n<p>O UOL tentou encontr\u00e1-los em Buenos Aires para ouvi-los sobre a acusa\u00e7\u00e3o &#8211; eles nunca haviam falado com a imprensa brasileira.<\/p>\n<p>Sebasti\u00e1n Palazzo n\u00e3o quis receber a reportagem em seu escrit\u00f3rio. Ele negou ser quem era, deu um nome falso e disse que &#8220;entraria em contato com Sebasti\u00e1n&#8221; para inform\u00e1-lo sobre o pedido da reportagem.<\/p>\n<p>O UOL comparou seu rosto com fotos que est\u00e3o nos autos do processo e confirmou a identidade dele com um jornalista argentino que o conhece e com um parente.<\/p>\n<p>No processo, a defesa de Sebasti\u00e1n argumenta que o gesto que ele direcionou aos corintianos n\u00e3o foi racista, mas uma provoca\u00e7\u00e3o club\u00edstica.<\/p>\n<p>No v\u00eddeo usado como prova na Justi\u00e7a, o argentino ergue os bra\u00e7os de maneira alternada, num gesto de &#8220;sobe e desce&#8221; que faria refer\u00eancia ao rebaixamento do Corinthians em 2007.<\/p>\n<p>Logo em seguida, Sebasti\u00e1n estica os bra\u00e7os e movimenta os pulsos, como se imitasse um macaco.<\/p>\n<p>J\u00e1 Frederico Ruta foi filmado com o bra\u00e7o erguido ao alto, como se fizesse uma sauda\u00e7\u00e3o nazista em dire\u00e7\u00e3o aos corintianos. O UOL foi at\u00e9 a casa dele, mas n\u00e3o o encontrou. Por telefone, ele disse que preferia n\u00e3o dar entrevista.<\/p>\n<p>&#8220;Os atos racistas praticados pelos denunciados, em meio a um est\u00e1dio de futebol, cuja partida foi televisionada em canais de amplo acesso ao p\u00fablico, atingiram diretamente a coletividade, ou seja, todos os integrantes de certa ra\u00e7a, cor, etnia, n\u00e3o se restringindo \u00e0 honra subjetiva de determinada pessoa&#8221;, escreveu o promotor Roberto Bacal ao denunciar os tr\u00eas argentinos pelo crime de racismo.<\/p>\n<p>Questionados sobre a persist\u00eancia das ofensas racistas, os argentinos em geral condenaram as agress\u00f5es, mas criticaram tamb\u00e9m a resposta brasileira a esses gestos.<\/p>\n<p><span class=\"news_bold\">NOTAS QUEIMADAS<\/span><\/p>\n<p>Desde o ano passado, torcedores brasileiros come\u00e7aram a queimar notas de peso e a atir\u00e1-las contra os rivais, uma refer\u00eancia ao caos econ\u00f4mico do pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>Para muitos argentinos, o gesto soa como humilha\u00e7\u00e3o e uma atitude t\u00e3o ofensiva quanto o racismo.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 uma falta de respeito. \u00c9 como se eu baixasse as cal\u00e7as e cagasse na bandeira do Brasil. O que voc\u00ea acharia disso?&#8221;, perguntou Diego Iba\u00f1ez, torcedor do River, enquanto esperava para entrar no Monumental de Nu\u00f1ez para assistir ao seu time.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo argentino Pablo Alabarces, not\u00e1vel estudioso do futebol sul-americano, um dia disse que os argentinos odeiam amar o Brasil e os brasileiros amam odiar a Argentina.<\/p>\n<p>Mas hoje Brasil e Argentina parecem falar uma l\u00edngua e repetir gestos cada vez mais incompreens\u00edveis por quem est\u00e1 do outro lado do alambrado.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 disse aos meus filhos que essa foi minha \u00faltima viagem ao Brasil&#8221;, anunciou Palazzo. &#8220;Vou seguir o Boca em todos os pa\u00edses, mas ao Brasil n\u00e3o quero ir mais. Nem de f\u00e9rias. \u00c9 uma pena.&#8221;<\/p>\n<p>Not\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Esporte<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/esporte\/2112841\/violencia-entre-brasil-e-argentina-explode-no-futebol-com-racismo-e-xenofobia?utm_source=rss-esporte&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BUENOS AIRES, PE (UOL\/FOLHAPRESS) &#8211; Brasil e Argentina n\u00e3o se bicam no futebol h\u00e1 mais<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":162840,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-162839","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=162839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/162839\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=162839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=162839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=162839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}