{"id":143815,"date":"2023-09-25T13:08:10","date_gmt":"2023-09-25T16:08:10","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/09\/25\/algodao-supera-praga-e-poe-brasil-entre-maiores-exportadores\/"},"modified":"2023-09-25T13:08:10","modified_gmt":"2023-09-25T16:08:10","slug":"algodao-supera-praga-e-poe-brasil-entre-maiores-exportadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/09\/25\/algodao-supera-praga-e-poe-brasil-entre-maiores-exportadores\/","title":{"rendered":"Algod\u00e3o supera praga e p\u00f5e Brasil entre maiores exportadores"},"content":{"rendered":"<p>Depois de ser devastada por uma praga chamada bicudo, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o no Brasil passou por grandes transforma\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos. At\u00e9 os anos 1980, por exemplo, o Brasil era exportador de algod\u00e3o. A fibra era produzida em S\u00e3o Paulo e no Paran\u00e1 em pequenas propriedades e colhida manualmente.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Na \u00e9poca, a praga acabou com a produ\u00e7\u00e3o e o Pa\u00eds passou a ser importador de algod\u00e3o nos anos 1990, conta Miguel Faus, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Exportadores de Algod\u00e3o (Anea). A volta \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es ocorreu com o cultivo do algod\u00e3o no Centro-Oeste, em grandes propriedades, com colheita mecanizada.<\/p>\n<p>A partir dos anos 2000, os agricultores do Centro-Oeste come\u00e7aram a plantar algod\u00e3o como segunda safra, em rota\u00e7\u00e3o com o milho. &#8220;No Mato Grosso, que \u00e9 o maior produtor, 80% do algod\u00e3o hoje \u00e9 plantado em segunda safra&#8221;, diz o presidente da Anea.<\/p>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o, o Brasil vai passar os EUA no ano safra 2023\/2024, segundo o departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produtividade do algod\u00e3o brasileiro \u00e9 hoje de 1.900 quilos por hectare, mais que o dobro da dos Estados Unidos (900 quilos por hectare). &#8220;Na pr\u00f3xima safra, deveremos ter incremento de \u00e1rea de algod\u00e3o, pois os pre\u00e7os est\u00e3o bons, a produtividade \u00e9 excelente e o milho est\u00e1 hoje com margem negativa&#8221;, observa Faus.<\/p>\n<p><strong>Consumo interno<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, ultrapassar os Estados Unidos nas exporta\u00e7\u00f5es e se tornar l\u00edder nas vendas externas \u00e9 uma possibilidade, se, de fato, a quebra da safra no Estado americano do Texas for maior do que o esperado, diz o presidente da Anea. Um obst\u00e1culo para romper essa barreira \u00e9 que o consumo interno de algod\u00e3o no Brasil \u00e9 grande (cerca de 700 mil toneladas) e supera o dos EUA, que \u00e9 de 468 mil toneladas. &#8220;O excedente export\u00e1vel l\u00e1 \u00e9 maior do que aqui&#8221;, frisa.<\/p>\n<p>De toda forma, al\u00e9m dos ganhos de produtividade, o setor tem investido em qualidade e na sustentabilidade da fibra, uma das exig\u00eancias dos compradores internacionais.<\/p>\n<p>Faz tr\u00eas anos que a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (Abrapa) e a Anea iniciaram um programa chamado Cotton Brazil para promover o produto brasileiro no exterior. O programa tem um escrit\u00f3rio em Cingapura e foram realizadas sete miss\u00f5es internacionais, que trouxeram representantes de 150 ind\u00fastrias para conhecer como o algod\u00e3o brasileiro \u00e9 produzido, isto \u00e9, seguindo os crit\u00e9rios de sustentabilidade e qualidade.<\/p>\n<p>Faus diz que o algod\u00e3o brasileiro est\u00e1 trabalhando em sil\u00eancio. Na sua opini\u00e3o, a commodity j\u00e1 est\u00e1 repetindo o efeito que a soja provocou no agroneg\u00f3cio brasileiro. &#8220;Passar os Estados Unidos \u00e9 um detalhe para n\u00f3s.&#8221;<\/p>\n<p><strong>\u0091N\u00e3o tem para ningu\u00e9m\u0092<\/strong><\/p>\n<p>No caso do milho, as perspectivas tamb\u00e9m s\u00e3o promissoras. &#8220;No m\u00e9dio prazo n\u00e3o tem para ningu\u00e9m, s\u00f3 n\u00f3s, mesmos&#8221;, diz o diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira. Segundo ele, at\u00e9 2050, o Brasil poder\u00e1 produzir 400 milh\u00f5es de toneladas de milho por ano, impulsionado pelo aumento de \u00e1rea e ganhos de produtividade.<\/p>\n<p>Os EUA podem ganhar em produtividade no curto prazo, mas o aumento de \u00e1rea ser\u00e1 mais restrito. Isso porque, se ampliarem a \u00e1rea com milho, ter\u00e3o de reduzir a de soja. &#8220;\u00c1rea e produtividade no Brasil n\u00e3o t\u00eam limites e, se o pre\u00e7o melhorar, muitos produtores que n\u00e3o est\u00e3o plantando milho na segunda safra v\u00e3o come\u00e7ar a plantar.&#8221;<\/p>\n<p>No entanto, no curto prazo, o Brasil poder\u00e1 perder a lideran\u00e7a na pr\u00f3xima safra. Ele afirma que, por causa da grande safra atual, o pre\u00e7o do gr\u00e3o est\u00e1 em baixa. E isso desestimula o plantio dos produtores brasileiros. Mas ele acredita que esse retrocesso seja transit\u00f3rio. Nos pr\u00f3ximos anos, Silveira diz que o Pa\u00eds vai se consolidar na lideran\u00e7a mundial das exporta\u00e7\u00f5es de milho.<\/p>\n<p>Apesar das perspectivas favor\u00e1veis a m\u00e9dio prazo, o diretor da Abramilho destaca que a falta de armaz\u00e9ns para estocagem tem sido um problema para o setor. &#8220;N\u00e3o adianta crescer demais a produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ter onde armazenar: o pre\u00e7o cai demais e o produtor \u00e9 obrigado a vender a qualquer pre\u00e7o.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/economia\/2065555\/algodao-supera-praga-e-poe-brasil-entre-maiores-exportadores?utm_source=rss-economia&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Read More<\/a><br \/>\nNot\u00edcias ao Minuto Brasil &#8211; Economia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de ser devastada por uma praga chamada bicudo, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":143816,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-143815","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143815","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=143815"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143815\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/143816"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=143815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=143815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=143815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}