{"id":143615,"date":"2023-09-23T14:08:16","date_gmt":"2023-09-23T17:08:16","guid":{"rendered":"http:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/09\/23\/karim-ainouz-faz-thriller-erotico-e-se-prepara-para-dirigir-kristen-stewart\/"},"modified":"2023-09-23T14:08:16","modified_gmt":"2023-09-23T17:08:16","slug":"karim-ainouz-faz-thriller-erotico-e-se-prepara-para-dirigir-kristen-stewart","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/roteironoticias.com.br\/index.php\/2023\/09\/23\/karim-ainouz-faz-thriller-erotico-e-se-prepara-para-dirigir-kristen-stewart\/","title":{"rendered":"Karim A\u00efnouz faz thriller er\u00f3tico e se prepara para dirigir Kristen Stewart"},"content":{"rendered":"<p>LEONARDO SANCHEZ<br \/>BEBERIBE, CE (FOLHAPRESS) &#8211; Um pr\u00e9dio pintado de tons fortes de roxo e laranja se ergue como uma miragem na paisagem arenosa, borrada pelo calor, de Beberibe, a cerca de 80 quil\u00f4metros de Fortaleza. Com a palavra &#8220;motel&#8221; colada na fachada, o edif\u00edcio poderia ser s\u00f3 mais um entreposto para amantes, mas a escolha crom\u00e1tica berrante o torna descolado demais da realidade para isso.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Tamanha artificialidade n\u00e3o \u00e9 injustificada. O motel Destino opera h\u00e1 anos, mas s\u00f3 agora ganhou o nome e as cores intensas, quase almodovarianas, que o destacam naquela paisagem em grande parte natural. \u00c9 que Karim A\u00efnouz o escolheu para gravar seu pr\u00f3ximo longa-metragem e tratou de adequar seu visual \u00e0 est\u00e9tica afetada que buscava.<\/p>\n<p>&#8220;Motel Destino&#8221;, como o filme tamb\u00e9m vai se chamar, \u00e9 um retorno do cineasta ao seu Cear\u00e1 natal, depois de rodar o brit\u00e2nico &#8220;Firebrand&#8221; e pegar um barco para a Arg\u00e9lia, de onde v\u00eam os document\u00e1rios &#8220;Marinheiro das Montanhas&#8221; e &#8220;Narjes A.&#8221;, que desembarcam nos cinemas brasileiros nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>E, se em &#8220;Marinheiro das Montanhas&#8221; ele voltava \u00e0s origens indo atr\u00e1s de pistas sobre o pai que s\u00f3 conheceu por fotos, em &#8220;Motel Destino&#8221; o retorno \u00e9 \u00e0s ra\u00edzes de seu cinema, ao gravar no Cear\u00e1 e recuperar tudo que o firmou como um dos diretores mais celebrados do pa\u00eds.<\/p>\n<p>H\u00e1 paix\u00e3o insensata, viol\u00eancias mascaradas, flerte com o melodrama, aten\u00e7\u00e3o para o marginal e um olhar sens\u00edvel para seus personagens, tra\u00e7os que se tornaram marcantes em seu cinema desde o longa de estreia, &#8220;Madame Sat\u00e3&#8221;, de 2002, e que foram elevados \u00e0 m\u00e1xima pot\u00eancia na mais premiada de suas obras, &#8220;A Vida Invis\u00edvel&#8221;, que em 2019 levou o pr\u00eamio da mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 como se &#8216;Marinheiro das Montanhas&#8217; tivesse me preparado para voltar \u00e0s ra\u00edzes. Ele \u00e9 a continuidade de um projeto, de um percurso muito pessoal&#8221;, diz A\u00efnouz, sobre sua filmografia, na qual v\u00ea um fio condutor que entrela\u00e7a todos os t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Um tanto experimental, o document\u00e1rio teve recep\u00e7\u00e3o calorosa em Cannes h\u00e1 dois anos e joga com filtros de cor e uma narra\u00e7\u00e3o sentimentalista do cineasta. Em sua pr\u00e9produ\u00e7\u00e3o, o cearense aproveitou ainda para gravar com o celular &#8220;Narjes A.&#8221;, sobre uma ativista argelina.<\/p>\n<p>&#8220;Eu estava com saudade do Cear\u00e1. Fiquei cinco anos sem vir ao Brasil e queria voltar para o lugar onde comecei, fazendo curtas em Super 8. \u00c9 um lugar onde posso ser livre, leve, e que conhe\u00e7o, ent\u00e3o tenho legitimidade para falar a respeito. Acabei de sair de um filme gigante, onde tinha que escrever um memorando para cada posi\u00e7\u00e3o de c\u00e2mera, ent\u00e3o queria recuperar a sensa\u00e7\u00e3o de quando comecei a fazer cinema.&#8221;<\/p>\n<p>A men\u00e7\u00e3o \u00e9 a &#8220;Firebrand&#8221;, que teve recep\u00e7\u00e3o morna no Festival de Cannes deste ano, algo que n\u00e3o parece incomodar o cineasta. Sua primeira produ\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas, o drama hist\u00f3rico traz Alicia Vikander e Jude Law como Catarina Parr e Henrique 8\u00b0, que ele chama de serial killer.<\/p>\n<p>Com boas pretens\u00f5es de bilheteria e escala impens\u00e1vel para produ\u00e7\u00f5es nacionais, &#8220;Firebrand&#8221; foi uma experi\u00eancia descrita pelo cineasta como &#8220;um tes\u00e3o&#8221;, embora n\u00e3o a ponto de o levar em definitivo, ao menos profissionalmente, para longe do Brasil -ele mora em Berlim. Em seu mundo ideal, intercalaria uma produ\u00e7\u00e3o nacional com uma estrangeira.<\/p>\n<p>\u00c9 o que faz agora. Ignorada a dobradinha documental, o cearense saiu dos morros solares do Rio de Janeiro vistos em &#8220;A Vida Invis\u00edvel&#8221; rumo \u00e0s torres l\u00fagubres da Inglaterra de &#8220;Firebrand&#8221;. Agora filma os coqueiros que invadem o c\u00e9u azul em &#8220;Motel Destino&#8221; para, no ano que vem, se dedicar a &#8220;Rosebushpruning&#8221;, que o levar\u00e1 \u00e0 Espanha para dirigir Kristen Stewart, Josh O&#8217;Connor e Elle Fanning.<br \/>Foram tr\u00eas meses de grava\u00e7\u00f5es, e A\u00efnouz recebeu a reportagem na \u00faltima semana, sob um sol escaldante que iluminava o enorme motel.<\/p>\n<p>Escolhido ap\u00f3s visitas a cerca de 60 estabelecimentos pelo estado, ele supriu necessidades dramat\u00fargicas e t\u00e9cnicas -quartos de motel costumam ser apertados, dificultando o trabalho de c\u00e2mera- e criou um est\u00fadio em miniatura.<\/p>\n<p>Dentro do motel, as garagens individuais que antes abrigavam amantes motorizados se transformaram em salas para cada departamento do longa. Os corredores que conectam as su\u00edtes facilitaram a movimenta\u00e7\u00e3o da equipe e equipamentos. Os fundos, com uma casinha debilitada, viraram loca\u00e7\u00e3o. Ele queria comprar isso e fazer um Veraz Cruz, brinca a equipe que perambula por ali.<\/p>\n<p>Este set tem presen\u00e7as estranhas. A\u00efnouz se cercou de talentos nordestinos para &#8220;Motel Destino&#8221; -&#8220;\u00e9 importante que a gente divida o que construiu&#8221;, afirma o cineasta-, mas recebeu ali produtores estrangeiros que injetaram dinheiro no filme e j\u00e1 garantiram a distribui\u00e7\u00e3o fora do Brasil.<\/p>\n<p>Da Fran\u00e7a veio a Maneki Films. Da Alemanha, a The Match Factory. Pelo Reino Unido, participam a Brouhaha Entertainment e a Written Rock. Elas se juntam \u00e0s brasileiras Cinema Inflam\u00e1vel e Gullane, com Globo Filmes, Telecine e Canal Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;A paix\u00e3o do Karim por esse projeto, que \u00e9 um retorno \u00e0s suas ra\u00edzes, \u00e9 contagiante&#8221;, diz Didar Domehri, da Maneki. &#8220;Apesar de esse filme provocativo explorar as din\u00e2micas de poder de um pa\u00eds espec\u00edfico, as quest\u00f5es que ele levanta s\u00e3o universais e v\u00e3o tocar um p\u00fablico global.&#8221;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m do velho continente veio H\u00e9l\u00e8ne Louvart, diretora de fotografia que trabalhou com ele em seus dois \u00faltimos longas. \u00c9 ela, curiosamente, quem mais exala energia no set.<\/p>\n<p>&#8220;Violet.&#8221; &#8220;No, yellow, yellow, yellow&#8221;, diz Louvart num ingl\u00eas carregado de sotaque, tentando acertar a ilumina\u00e7\u00e3o entre o violeta e o amarelo na portaria do motel. &#8220;Perfect&#8221;, grita, ao jogar sobre o rosto da atriz um caramelo quente e saturado.<br \/>Tudo no quartinho parece improvisado, velho, carcomido pelo tempo. \u00c9 algo indispens\u00e1vel ao visual brega que A\u00efnouz queria. &#8220;Uma coisa kitsch, camp, quase de mau gosto.&#8221;<\/p>\n<p>Ele comemora o interesse estrangeiro por &#8220;Motel Destino&#8221;, que espera ser o seu filme mais popular. Para isso, se apropriou do cinema de g\u00eanero americano, criando um thriller er\u00f3tico longe da eleg\u00e2ncia de Kubrick em &#8220;De Olhos Bem Fechados&#8221;, mas com influ\u00eancias que v\u00e3o de Brian De Palma e o cinema noir a &#8220;Pink Narcissus&#8221;, um del\u00edrio rosa-choque filmado por James Bidgood em 1971.<\/p>\n<p>A\u00efnouz vibra ao ouvir a men\u00e7\u00e3o ao filme, precursor do cinema queer, enquanto mostra uma cena. Nela, a c\u00e2mera voyeurista percorre os corpos nus do casal protagonista, iluminados por tons ros\u00e1ceos enquanto sonham acordados sobre a cama. As imperfei\u00e7\u00f5es da pele s\u00e3o ressaltadas pelo granulado da pel\u00edcula, que confere textura e sensualidade.<\/p>\n<p>O branco foi banido por A\u00efnouz, dizem seus departamentos de arte e figurino. Mesmo na aus\u00eancia de cores artificiais, nas externas, \u00e9 poss\u00edvel notar a onipresen\u00e7a de tons fortes. Numa outra cena que mostra \u00e0 reportagem, uma sunga verde-esmeralda dan\u00e7a pelas fal\u00e9sias de uma praia da regi\u00e3o, conforme um corpo esbelto e bronzeado se aproxima.<br \/>Em outra, \u00e9 um shortinho vermelho que grita em contraste com a areia. &#8220;A mem\u00f3ria do cearense \u00e9 permeada por cor. Temos um sol chapado, o c\u00e9u aberto, as pessoas se vestem com exagero, ent\u00e3o em qualquer lugar h\u00e1 cor. Cor \u00e9 sexy&#8221;, ele afirma, descrevendo ainda o filme como um sonho febril.<\/p>\n<p>Para real\u00e7ar esses tons, &#8220;Motel Destino&#8221; foi gravado em 16 mil\u00edmetros, algo raro e caro na era das c\u00e2meras digitais. O cearense n\u00e3o queria abrir m\u00e3o da involu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, em parte por causa do mergulho nos prim\u00f3rdios de seu cinema, mas tamb\u00e9m por quest\u00f5es est\u00e9ticas e t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>&#8220;O digital foi pensado para gravar no hemisf\u00e9rio norte. N\u00e3o fica bom nas paisagens do Equador, para a luz mais intensa daqui. E eu tinha vontade de ter maior rigor para filmar, pensando nas limita\u00e7\u00f5es de tempo da pel\u00edcula. \u00c9 uma restri\u00e7\u00e3o que se torna produtiva&#8221;, diz, sobre os rolos de filme finitos, apesar de a decis\u00e3o ter aumentado o or\u00e7amento do filme.<\/p>\n<p>Ele viu as primeiras cenas gravadas com duas semanas de atraso, j\u00e1 que teve de enviar os rolos para serem revelados na Fran\u00e7a. &#8220;\u00c9 uma loucura, mas legal porque d\u00e1 um friozinho na barriga&#8221;, diz. Tamb\u00e9m traz \u00e0 mem\u00f3ria o cinema americano da d\u00e9cada de 1970, do qual &#8220;Pink Narcissus&#8221; faz parte, e que A\u00efnouz tentou emular \u00e0 moda brasileira. Aqueles anos foram marcados pelo furor da derrubada do C\u00f3digo Hays, cartilha que censurava Hollywood e que manteve em especial cenas de sexo longe das telas por quatro d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Como v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, &#8220;Motel Destino&#8221; toma forma em doses de libido, que ele buscou tamb\u00e9m nas pornochanchadas. &#8220;O filme remete a um momento do cinema de muita liberdade&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&#8220;Essa coisa do g\u00eanero vem de querer um di\u00e1logo mais imediato com o p\u00fablico. O g\u00eanero deixa isso mais f\u00e1cil, e o crime me interessa enquanto possibilidade de transgress\u00e3o pol\u00edtica. Sempre fui interessado nos programas barra pesada de crime. \u00c9 um lugar produtivo para mim e tamb\u00e9m \u00e9 popular. Eu queria antropofagizar esse g\u00eanero, me apropriar dele&#8221;, diz, adicionando ainda o cinema policial ao caldeir\u00e3o de &#8220;Motel Destino&#8221;.<\/p>\n<p>Quase que inteiramente ambientado no pernoite, o longa tem F\u00e1bio Assun\u00e7\u00e3o como seu rosto mais conhecido. Ou quase. O ator emagreceu, perdeu massa muscular e assumiu pose de mach\u00e3o para encarnar o ex-policial que \u00e9 dono do motel.<\/p>\n<p>Abusivo com a mulher, ele v\u00ea um tri\u00e2ngulo amoroso se formar quando um jovem rec\u00e9m-sa\u00eddo da pris\u00e3o aparece, se envolvendo com ela e mergulhando a trama numa espiral de viol\u00eancia. &#8220;\u00c9 um encontro de iguais entre dois personagens fraturados&#8221;, diz A\u00efnouz, sobre os protagonistas de Iago Xavier e Nataly Rocha, atores locais selecionados ap\u00f3s testes com cerca de 500 candidatos.<\/p>\n<p>Ele espera que o trabalho sirva de trampolim para as carreiras deles, a exemplo do que fez com o pernambucano Jesu\u00edta Barbosa no drama gay &#8220;Praia do Futuro&#8221;, que o ator filmou em paralelo com &#8220;Tatuagem&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A gente v\u00ea pouco o rosto desses meninos no nosso cinema. Tem mudado, mas ainda \u00e9 pouco. Falta um mergulho vertical nesse tipo de figura, na hist\u00f3ria desses personagens.&#8221;<\/p>\n<p>Estreante num set, Xavier nem por isso se acanhou diante das c\u00e2meras. Devido ao alto teor sexual de &#8220;Motel Destino&#8221;, dois dubl\u00eas de corpo ficavam a postos para quando ele e Rocha n\u00e3o se sentissem confort\u00e1veis em gravar as cenas quentes -mas a substitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Deem tudo de si, voc\u00eas nunca mais v\u00e3o fazer essa cena, se divirtam&#8221;, dizia A\u00efnouz aos novos musos para quebrar o gelo antes de uma das sequ\u00eancias mais verborr\u00e1gicas e tamb\u00e9m mais pornogr\u00e1ficas do longa. Ele, ent\u00e3o, ergue os bra\u00e7os bem acima da cabe\u00e7a, cria suspense e, violentamente, os derruba. &#8220;A\u00e7\u00e3o!&#8221;<\/p>\n<p>Assim que os corpos se enroscam nos len\u00e7\u00f3is cor de ab\u00f3bora do motel, os protagonistas entram no quarto e a equipe sai, todos, com exce\u00e7\u00e3o do diretor, da fot\u00f3grafa, da coordenadora de intimidade e de outros poucos cargos essenciais, para n\u00e3o constranger os atores.<\/p>\n<p>Pelos fones, era poss\u00edvel ouvir os sons de urros e gemidos dando vida ao motel em hiberna\u00e7\u00e3o. &#8220;Voc\u00ea \u00e9 o homem mais gostoso que eu j\u00e1 peguei.&#8221; &#8220;Eu gosto muito de te foder&#8221;, diziam os atores v\u00e1rias e v\u00e1rias vezes, numa dire\u00e7\u00e3o obsessiva que buscava a perfei\u00e7\u00e3o para aquele momento t\u00e3o crucial para a trama, pesado em palavras, visuais e, claro, toques.<\/p>\n<p>&#8220;Eu sou superlativo na vida e queria fazer algo superlativo, exagerado nesse filme&#8221;, diz A\u00efnouz. &#8220;\u00c0s vezes a gente tem medo, mas n\u00e3o \u00e9 algo que eu deveria ter nessa altura da vida.&#8221;<br \/>*<br \/>O rep\u00f3rter viajou ao Cear\u00e1 a convite da produ\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Leia Tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/cultura\/2064829\/para-se-sentir-velho-filmes-que-estao-fazendo-30-anos-em-2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Para se sentir velho! 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